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28.12.17

O Tudo e o Nada

Após ter acompanhado seu nascimento e crescimento desde o início, é com muita honra que hoje prosseguimos com a parceria deste blog com o canal Conhecimentos da Humanidade no YouTube, apresentado por Bruno Lanaro e Leo Lousada.

E desta vez, surpresa!, sou eu mesmo que apareço no vídeo. Logo após o Simpósio de Hermetismo deste ano (Novembro de 2017), tive o prazer de visitar a casa do Bruno e, ao ver o "set de filmagens" do canal, decidimos simplesmente ligar a câmera e falar sobre "alguma coisa". Claro que achei que a oportunidade era ideal para falar sobre o Tudo e o Nada, que os leitores do meu blog (e, principalmente, do meu livro Ad infinitum) sabem bem que se trata de um tema recorrente das minhas reflexões.

O meu objetivo, portanto, é mais estabelecer uma base de questionamentos filosóficos a partir da premissa inicial de que "existe algo e não nada" do que propriamente "evangelizar" alguma crença ou filosofia particular adiante. Assim sendo, o ideal é que vocês mesmos se questionem e busquem pelas próprias respostas, pois eu não tenho pretensão alguma de ditar regras de pensamento.

Feliz Ano Novo! (tudo vibra e nada está parado, inclusive este nosso planetinha)

» Saiba mais sobre o andamento da minha tradução do Caibalion

» Saiba mais sobre o meu livro: Ad infinitum

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3.10.13

Hangout Gnóstico: Ad infinitum

No Hangoutout Gnóstico #7(*), Rafael Arrais, autor do blog Textos para Reflexão, fala sobre o seu livro, "Ad infinitum", lançado no início de 2013, e também sobre suas edições digitais, discorrendo sobre as oportunidades atuais para a auto-publicação na Amazon e na Kobo. Ao final, também cita o seu último livro recém-lançado, "Rumi – A dança da alma".

***

Neste Hangout tentei falar sobre o maior número de assuntos relevantes dentro de um tempo não muito longo. Estávamos planejando terminar no máximo em 1h, mas como ao final acabei falando também das Edições Textos para Reflexão, o tempo total se aproximou de 1h30m.

De todos os assuntos abordados, creio que estes dois posts do blog serão os mais úteis para conferência:

» Reflexões sobre o nada (onde falo sobre o conceito do "nada")
» Frescobol cósmico (de onde retirei as citações dos Upanixades)

(*) O Hangout Gnóstico é apresentado por Giordano Cimadon, coordenador da Sociedade Gnóstica Internacional


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8.7.13

Ad infinitum: resenha de Igor Teo

Igor Teo é criador e mantenedor do blog Artigo 19, colunista do Portal TdC, escritor e estudante de psicologia.


O infinito e por aí

O convite para escrever sobre o livro Ad infinitum é para mim honroso por dois motivos: primeiro, se tratar de uma publicação de meu amigo Rafael Arrais; segundo, creio que este livro coroa todo um trabalho que acompanho faz tempo.

Em Análise Institucional, há certos acontecimentos que chamamos de Analisadores. Permitam-me uma pequena contextualização aqui: a sociedade é composta por instituições que formam a trama social e que se mantém ou se alteram através de nossas práticas. Uma instituição é, definindo de maneira geral, tudo aquilo que um dia foi instituído e hoje tomamos como normal, usual, corriqueiro, e nelas se incluem comportamentos e pensamentos, modos de agir ou pensar. Entretanto, a sociedade não é algo fixo e imutável ao longo do tempo, mas se transforma constantemente devido a variadas questões históricas, econômicas, políticas, entre outras. Chamamos as mudanças sociais que ocorrem por variados motivos de instituintes, aquilo que visa alterar o instituído. O estudo e a prática da dinâmica instituído-instituinte é o que poderíamos chamar de Análise Institucional.

Quando há a manifestação de algo que não está em conformidade com o instituído, são estas manifestações elas mesmas reveladoras dessa dinâmica que buscamos entender. E as chamamos de Analisadores. Um analisador recente ao momento em que escrevo é a série de protestos que ocorrem no país. Não era comum faz certo tempo a população ir a rua para reivindicar seus direitos, mas aconteceu. E esta manifestação revela que há algo que não vai tão bem como a televisão mostra.

A publicação de Ad Infinitum é um Analisador de uma nova geração de autores. Com a internet, temos visto uma revolução no modo como o escritor atinge seu público. Se antes era necessário toda uma atividade editorial, Rafael Arrais nos mostrou que isso hoje não é mais tão importante assim. O próprio foi responsável por diversas etapas do processo, desde a escrita propriamente até toda a arte e diagramação do livro. Isto revela que estamos testemunhando uma grande mudança de como a informação é transmitida.

A pessoa de Rafael Arrais não está presente apenas na “cara do livro”, mas em seu conteúdo. Os quatro personagens que se encontram para debater diversas questões existenciais são manifestações de seu pensamento e suas próprias dúvidas e respostas que temos acompanhado faz tempo em seu blog Textos para Reflexão. Este livro consagra, portanto, todo um longo trabalho de discussão e reflexão.

No entanto, dizer que apenas Rafael Arrais está presente no livro por outro lado também seria não fazer justiça a obra. Escrita sobre ombros de gigantes, Ad infinitum traz diferentes discursos e pensamentos para dialogarem. Você provavelmente reconhecerá muitos deles, até porque já escutou, leu ou mesmo refletiu sobre eles.

O enredo é uma ode à amizade e à boa conversa. Parece difícil imaginar que um debate que discuta questões tão profundas e que atinge crenças diversas tão valorizadas por seus defensores possa se manter tão pacífico e amistoso como o livro nos apresenta. Mas sim, é possível. Basta pensarmos quais valores nos são mais importantes: a “verdade” a qualquer custo ou a boa convivência e o livre circular das ideias.

Por fim, é sempre importante dizer que nenhuma obra é neutra. Se Rafael Arrais compila discursos e nos apresenta ideias, ele também defende um ponto de vista. Imaginar que assim não seria é ingenuidade, pois qualquer um que tentasse fazer o mesmo, na própria seleção e escolha de argumentos já estaria enviesando um pensamento mais que outro.

Deste modo, Rafael oferece uma nova forma de pensar a espiritualidade. Não a de que um espiritualista seja um alienado, crente em uma fé cega e perdido em mistificações, como muitos podem acreditar. Mas a de que um espiritualista seja alguém como outro qualquer, com suas próprias crenças, e que também pode sustentar um pensamento racional.

Você pode até não concordar com sua lógica por ter preferência própria por outros métodos racionais, mas o que não é possível dizer é que não há lógica.


Igor Teo
Rio de Janeiro, 30 de junho de 2013

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» Ad infinitum se encontra à venda em versão impressa, PDF ou eBook (Kindle)

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1.7.13

Ad infinitum: baixe gratuitamente a versão digital, somente hoje!

4 personagens. Um diálogo sobre o Tudo.

"Ad infinitum" poderá ser baixado gratuitamente na Amazon Brasil até o final do dia de hoje (01/07/2013), bastando somente que tenha uma conta cadastrada na Amazon (*):

Baixar o eBook na Amazon Brasil

(*) Mesmo sem um Kindle, você pode ler em tablets, laptops ou mesmo smartphones, basta baixar o aplicativo de leitura gratuito. Se puder avaliar o livro na Amazon após o ler, lhe agradeço :)

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Comentário
Hoje o livro chegou a ficar por cerca de 2h na posição #3 entre os 100 livros mais baixados de toda a Amazon Brasil, e passou boa parte do dia na posição #4. Isto foi bem melhor do que eu esperava, então não posso deixar de agradecer a todos que baixaram e compartilharam a promoção nas redes sociais. Hoje não ganhei nenhum centavo, mas ganhei mais de uma centena de novos leitores, o que é muito mais valioso. Valeu pessoal!


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13.4.13

Ad infinitum: resenha de Wanju Duli

Fico muito feliz em trazer ao meu blog a primeira resenha que recebi sobre o meu livro, Ad infinitum (à venda em versão impressa, PDF ou Amazon Kindle). Trata-se de uma resenha escrita por Wanju Duli, que além de ser colunista do Portal Teoria da Conspiração, é também uma jovem escritora com pleno domínio da linguagem (vocês podem conhecer ela melhor no seu blog, Ocultismo Magnífico):


Finalizei agora mesmo a leitura do livro "Ad infinitum" de Rafael Arrais. Pelas minhas primeiras impressões, posso dizer que a obra deixou-me com uma sensação muito tranquila e alegre. E digo isso porque, após megulhar num debate particularmente sagaz e envolvente, fui presenteada com uma conclusão que, de tão simples e honesta, chega a ser deliciosamente surpreendente.

Já iniciei a leitura maravilhando-me com a arte da capa, envolta em elegância e mistério [1]. Estava ansiosa por conhecer as conversas que ocorreriam no sereno jardim. E os participantes do debate se apresentaram a mim, que já me sentia parte de tudo aquilo, como se eu mesma não estivesse muito longe de lá.

"Que legal! Tem uma mulher no debate!" foi um dos meus primeiros pensamentos ao ser introduzida às simpáticas figuras presentes. Simpatizei com Sofia imediatamente. Digamos que ela ocupa uma posição da mais alta importância ao longo da conversa. Gostei muito de sua personalidade e de suas observações pertinentes.

Depois da Sofia, meu segundo personagem preferido foi Petrius. Acredito que foi ele o maior responsável por algumas risadas que dei ao longo do livro, devido a seu tom ligeiramente irônico. Em poucas palavras, ele é um cara legal.

No início eu pensei que ficaria zangada com Ismael devido às suas insistentes manifestações de amor a Deus, mas não é que algumas frases dele me fizeram rir e sorrir, com simpatia pelo que ele dizia, e ele revelou-se uma pessoa bastante razoável? Acho que ele defendeu pontos muito bons.

Quanto a Otávio, também achei-o um personagem bastante divertido. Em suma, assim que fui apresentada aos personagens, que vinham de áreas diversas e possuíam algumas posições filosóficas e espirituais diferenciadas, logo pensei: "Esse debate vai pegar fogo...!"

E, se prestar atenção, realmente aconteceram momentos tensos e quentes no debate. À primeira vista, é uma conversa entre pessoas com visão bem aberta e compreensiva, mas basta tocar na ferida para constatarmos o quão difícil é ceder em certos pontos de nossas convicções.

Antigamente eu achava que quase todo debate entre pessoas de posições diferentes resultaria em uma briga, mas hoje em dia, após debates recentes que tive, constatei que é completamente natural que pessoas de visão quase oposta respeitem a opinião do outro. Dessa forma, acredito que os personagens ficaram bem realistas e os diálogos seriam possíveis de ocorrer numa conversa real semelhante a essa.

O conhecimento adquirido através da leitura desse livro é imenso. O autor entende profundamente a respeito de diversas áreas do conhecimento. A lista de livros e material que consta no final como sugestão de estudo é de dar água na boca. E o que dizer das notas explicativas ao longo da leitura? Fiz questão de ler o livro munida de dois marcadores de página (um para a página do texto e um para a página das notas) para me assegurar de que não perderia nada.

O livro é estruturado de forma extremamente organizada, inclusive ao longo dos capítulos, com as conclusões de cada debate devidamente ressaltadas. Isso permite que tanto pessoas que possuem familiaridade com os temas abordados como as que não possuem possam se beneficiar da leitura. O desenvolvimento do raciocínio é bastante claro e totalmente possível de acompanhar, o que não é tão comum de se encontrar em livros com pensamentos filosóficos. Ficou evidente que a intenção do autor era facilitar o estudo e o entendimento e não complicá-lo. Eu aprendi muito, tanto com o texto em si como através das notas explicativas.

Sinceramente, eu achei a disposição do livro e alguns diálogos especialmente semelhantes às obras de Platão, nas quais ele mostra discursos de Sócrates. A diferença é que Sócrates costumava derrotar seus adversários por intermédio de sua argumentação, enquanto a proposta no jardim de Ad infinitum é conciliar os argumentos, o que é uma grande vantagem.

Eu fui agradavelmente surpreendida em vários capítulos com as conclusões inteligentes construídas ao longo das conversas. Eu aprendi e ao mesmo tempo me diverti, comparando as deduções apresentadas com minhas próprias opiniões sobre os temas. Caso fosse essa a intenção, creio que o livro cumpriu seu propósito com sucesso. Naturalmente, o livro pode possuir os mais diferentes propósitos e exercer objetivos únicos para cada leitor. É uma leitura múltipla, com diversas possibilidades. Ad infinitum.

Recomendo a todos a leitura. É realmente bacana, dá uma sensação pacífica e gera belas reflexões.

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» Ver a resenha original no blog Ocultismo Magnífico

[1] Saiba mais sobre a simbologia da capa: O Ouroboros e a Árvore da Vida

Crédito da foto: Wanju (capa de Ad infinitum)

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4.3.13

Semana do Livro Digital: "Ad infinitum" em promoção

Estou participando da Semana do Livro Digital. Até 09/03/13, o eBook (PDF) do meu livro, Ad infinitum, estará em promoção (cerca de 35% mais barato):


Comprar eBook Ad infinitum no Clube de Autores


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» Saiba mais sobre a Semana do Livro Digital


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15.2.13

Ad infinitum: Amala e Kamala são uma farsa?

Este é um comentário adicional acerca do meu livro: Ad infinitum.

Um leitor me alertou para estudos recentes, de 2007 [1], que afirmam que o caso das crianças selvagens indianas, Amala e Kamala [2], seria na realidade uma farsa elaborada pelo reverendo cristão (Singh) que as mantinha em seu orfanato em Midnapore. Eis o que tenho a dizer sobre isto, já que este caso é citado em meu livro:

Segundo estudos recentes, a história das meninas Amala e Kamala, "criadas por lobos" na Índia, pode ser uma farsa.
Apesar de não haver lido o estudo (se encontra num livro publicado apenas em francês), fontes da Wikipedia trazem informações que parecem apontar para um estudo realmente aprofundado. Parecem indicar, enfim, que o caso de Amala e Kamala se trata mesmo de uma farsa. Ainda que o objetivo do Reverendo Singh talvez tenha sido puramente altruísta (trazer recursos para seu orfanato, embora eu mesmo duvide que tenha sido apenas para caridade), isto não invalida a fraude em si.

Ainda que seja, não significa que não tenham ocorrido casos do tipo no mundo, ou que todos os relatos de "crianças selvagens" sejam falsos.
De fato, apesar de o caso de Amala e Kamala ser um dos mais famosos, ele está distante de ser o único. Provavelmente, os casos reais serão menos fantásticos e mais deprimentes, como pais alcoólatras do leste europeu que abandonam seus filhos, literalmente, na casinha do cachorro, e outras histórias ainda mais lamentáveis...

Mas mesmo que TODOS os relatos sejam falsos, isto não anula a lógica que pretendia ser demonstrada com a história.
Felizmente, no que tange a lógica e a filosofia do meu livro, ainda que todos os casos de crianças selvagens relatados na história sejam fraudes, isto não invalida a tese que pretendia ser demonstrada quanto citei o caso de Amala e Kamala.

Isto é: que nós somos seres de potencialidades que precisam ser despertadas na juventude, do contrário perderemos a oportunidade de despertá-las nesta vida.
Isto é algo que todo educador sabe: as crianças vêm a este mundo com plenas capacidades de desenvolvimento, mas são extremamente dependentes dos pais e de uma boa educação para que consigam desenvolver suas potencialidades. Conforme o exemplo de Mozart, citado também em meu livro: se seu pai não houvesse lhe apresentado um piano quando ele ainda era bem jovem, ele certamente não teria sido um menino prodígio, e talvez nem sequer fosse músico. Isto não significaria, no entanto, que Mozart não houvesse nascido com a potencialidade latente para a música – ela apenas não haveria sido desperta há tempo.

"Um ser humano criado por lobos será pouco mais que um lobo. Mas um lobo, ainda que criado por nossos melhores educadores, não tem a potencialidade de ser, cognitivamente, como nós".
Esta é a associação da potencialidade com a cognição de cada espécie. O lobo, que é inferior ao ser humano na capacidade de cognição, jamais poderia alcançar a cognição do ser humano mais ignorante, ainda que fosse o mais “genial” dos lobos, e ainda que fosse educado por nossos melhores adestradores. Apesar de todo animal ser um ser de potencialidades, as potencialidades da cognição humana só podem ser despertas na espécie humana [3].

***

[1] Um cirurgião francês, Serge Aroles, publicou em 2007 um livro onde analisa em profundidade diversos casos de crianças selvagens relatados na história. Seu livro se chama L'Enigme des enfants-loup (algo como O enigma das crianças selvagens, sem versão em português).

[2] O caso de Amala e Kamala é descrito neste artigo do meu blog: Os pequenos selvagens.

[3] Apesar de eu não citar isto no livro, poderíamos usar esta lógica como uma crítica a algumas ideias superficiais no âmbito da reencarnação: se um ser humano pudesse reencarnar num lobo, ou num cachorro, algum adestrador já haveria conseguido ensinar algum desses animais a se comunicar de forma avançada. Entenda-se como uma anedota.

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Crédito da imagem: Ayon/Raph.

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13.2.13

Ad infinitum: Porque não há 2 substâncias incriadas?

Este é um comentário adicional acerca do meu livro: Ad infinitum. Este comentário pode parecer complexo, mas devo dizer que o livro foi escrito para ser o mais compreensível possível. Portanto, não deixe de ler a Amostra grátis antes de descartá-lo por alguma razão de aparente complexidade.

Algumas pessoas parecem não ter compreendido muito bem alguns conceitos chaves do livro, e da ideia de Substância de Benedito Espinosa.

Uma das questões que encontrei se referia ao motivo lógico de não poder haver mais de uma substância incriada, no caso, 2+. Ou seja, entre 2 ou 1 milhão ou 1 googolplex de substâncias incriadas, o problema lógico seria o mesmo. Mas, para facilitar o entendimento, vou considerar apenas 2 aqui.

Devo dizer que o que vou falar aqui é exposto bem mais aprofundadamente logo no início da obra prima de Espinosa, a Ética. Mas, devido à linguagem “geométrica” utilizada na obra, o entendimento pode ser mesmo complexo para quem não está muito acostumado com uma filosofia um pouco mais densa. Somente por isso venho aqui tentar explicar o mesmo, procurando usar a linguagem mais simples possível:

Ou há "0" ou há "1" (onde "0" = nada).
Conforme nada pode surgir do nada, temos que ou deve existir algo, ou deve existir nada.

Já que estamos aqui, há "1". Há informação, e não nada.
Conforme estamos aqui pensando, e conforme a nossa volta existem cadeiras e tortas de maça [1], temos que algo existe. Poderia ser somente uma única informação, um único bit [2], ou poderia ser tudo o que há no Cosmos. Tanto faz: fato é que algo existe, e não nada. De fato, esta é uma das poucas certezas que podemos ter em filosofia.

Acaso existissem duas substâncias incriadas, precisariam ter dois atributos diferentes: "1a" e "1b".
Se imaginarmos que poderiam existir duas substâncias incriadas, ou causas de si mesmas, temos que elas precisariam ser diferentes uma da outra, do contrário seriam a mesma. Desta forma, seria necessário que tais substâncias tivessem ao menos um atributo, uma informação, capaz de diferenciá-las entre si. Então, neste caso, teríamos algo como: “1a" e “1b”. Onde “a” e “b” são atributos diferentes um do outro.

Mas "a" e "b" são informações, e toda informação é já um efeito da causa primeira: "1".
Conforme os atributos “a” e “b”, atribuídos às supostas substâncias incriadas, são por si só informação, e como nenhuma informação poderia surgir sem uma causa [3], daí concluímos, pela lógica pura, que “1a" e “1b” na verdade partilham informações já criadas. Isto significa que “1a" e “1b” não poderiam ser as responsáveis por haver criado, respectivamente, “a” e “b”. Ou seja, apenas partilham uma informação que foi criada por uma substância necessariamente pré-existente a elas: “1”.

Dessa forma, temos que "1a" e "1b" nada mais seriam do que subdivisões, efeitos de "1".
Conforme “a” e “b” eram já informações pré-existentes, isto significa que “1a" e “1b” não seriam substâncias incriadas, mas antes subdivisões, substâncias filhas da substância incriada, que deve necessariamente ser única: “1”.
Outra analogia que nos cabe fazer é imaginarmos a luz e suas cores: Ora, hoje sabemos que as cores nada mais são do que a luz (fótons) em diferentes comprimentos de onda. Poderíamos, portanto, imaginar que “existe a cor azul” e que “existe a cor verde”. Mas ambas as cores são apenas percebidas assim por nossos olhos, subjetivamente, pois objetivamente são formadas por luz. Não é que as cores não existam, elas existem, mas existem somente porque antes existiu a luz, e depois uma mente capaz de perceber a luz. Quando rodamos um disco de cores (ou Disco de Newton) percebemos que o que resulta da mistura de todas as cores é a cor branca. Da mesma forma, poderíamos nos iludir imaginando que “1a" e “1b” seriam substâncias incriadas, quando em realidade seriam como que “cores” de “1”, que corresponderia, por analogia, a cor branca, a luz em si.
Lembremos, porém, que isto é somente uma analogia, pois que mesmo os fótons em si já seriam subdivisões de “1”.

A conclusão lógica é que há somente uma única substância incriada, e que estamos dentro dela.
Esta é a beleza desta reflexão profunda: conforme tudo o que existe é subdivisão da substância incriada, e conforme tudo o que existe é formado por informação, daí concluímos, pela lógica, que somos também formados por esta mesma substância, que estamos neste momento, e em todos os outros, navegando dentro dela [4].
Isto não significa crer num deus pessoal (e Espinosa, de fato, não acreditava), mas significa, quem sabe, reconhecer que debaixo de cada pedra e dentre qualquer galho seco, há uma brisa de Eternidade, há algum pedaço do Infinito.
E, agora que vocês sabem disso, podem se tornar também, nesta Criação, cocriadores!

***

[1] “Para criar uma torta de maça a partir do nada, primeiro seria necessário criar todo o universo” (Carl Sagan, em Cosmos).

[2] Um bit de informação corresponderia a “sim” ou “não”, “falso” ou “verdadeiro”, ou qualquer outro conjunto de dois valores. Atentem, porém, que neste caso o “0” ou “1” já não corresponderia ao “0” (nada) ou “1” (algo) da primeira suposição lógica. Neste caso, o “0” seria já alguma informação, e não nada.

[3] Isto é: Nenhuma informação poderia surgir sem uma causa, e nem mesmo a própria ideia de informação em si, pois que nada poderia ser formado por alguma informação sem que a própria informação em si já fosse existente. Seria o mesmo que dizer que uma árvore foi árvore sem antes ter sido semente, ou que “1” ao mesmo tempo é “1+1”, ou “1a", o que é ilógico. Primeiro veio “1”, primeiro veio à semente, e depois veio todo o resto.

[4] De fato, conforme exponho no decorrer do livro, mesmo nossos pensamentos são formados por subdivisões da substância incriada. Lidamos com informações o tempo todo.

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Crédito da imagem: Ayon/Raph.

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9.2.13

Ad infinitum na Amazon!

É com enorme prazer que lhes informo que meu livro, Ad infinitum, já se encontra disponível para venda na maior livraria do mundo, a Amazon. Para quem já tem um Kindle, é só questão de comprar e, em cerca de 1 minuto após a compra, baixar e começar a ler!

Para quem não tem um Kindle, ainda é possível baixar o software de leitura do Kindle para PC e MAC, ou ainda o app para Android, iPad, iPhone e demais tablets e smartphones. Ao abrir o programa, bastará registrar uma conta na Amazon, e então comprar meu livro e enviar para o seu leitor.

Esteja onde estiver no planeta Terra, se tem um Kindle, tablet, smartphone ou laptop nas mãos, agora nada lhe impede de começar a ler Ad infinitum em poucos minutos...

Comprar o livro na Amazon Brasil*

» Baixe gratuitamente uma amostra do livro (25 páginas, PDF)

» Saiba como obter também a versão impressa do livro

» Conheça a simbologia do Ouroboros e da Árvore da Vida (capa do livro)

» Veja a galeria do livro em nossa página no Facebook

(*) Também à venda nos EUA (Amazon.com) e Europa (Amazon.es), dentre outros países onde a Amazon atua.

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Algumas vantagens do formato Kindle...

Para quem já tem o Kindle:
» Leitura sem reflexo como se fosse papel, mesmo sob a luz do sol.
» Pesa menos de 200 gramas, é mais leve que um livro e cabe direitinho em seu bolso.
» Baixe seu livro em 60 segundos com o Wi-Fi embutido.
» Comporta até 1.400 livros (na versão mais simples), leve sua biblioteca para onde você for.
» Veja mais vantagens.

Mesmo para quem não tem o aparelho, baixando e instalando o software/app, terá acesso a comprar livros pela Amazon.con.br (em reais):
» A maior seleção de livros com os melhores preços. Milhares de livros a menos de R$ 19,99.
» Livros de domínio público grátis: Mais de 1.500 eBooks gratuitos, incluindo escritores como Platão, Nietzsche, Fernando Pessoa, Lao Tsé, Machado de Assis, Eça de Queiroz e Sun Tzu [1].
» Marcadores e anotações: Use software ou app para fazer anotações no texto, como se estivesse escrevendo nas margens de um livro. Como os eBooks são digitais, você pode editar, deletar e exportar suas anotações. Você também pode destacar passagens e fazer marcações para visitar depois. E você nunca vai precisar marcar onde parou, porque o Kindle lembra sempre a sua última página lida.
» Sincronização automática entre vários dispositivos: A tecnologia Whispersync sincroniza automaticamente seus livros entre vários dispositivos, incluindo os mais populares smartphones, tablets e computadores. Desse modo é possível continuar a leitura em um dispositivo diferente de onde você parou [2].
» Não derruba árvores, não ocupa espaço em casa, e seus livros poderão ser lidos de praticamente qualquer lugar...
» Democratiza o acesso a informação. A Amazon possibilita que autores ainda desconhecidos do grande mercado sejam lidos, e sua política de porcentagem de direitos autorais concedida aos autores é virtualmente imbatível [3].

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“Gostei do livro! Como posso ajudar a divulgá-lo?”

1 – Boca a boca: é a alma do negócio!

2 – Você pode entrar na página dele na Amazon.com.br e escrever uma “avaliação de cliente”.

3 – Você pode tirar uma foto com o Kindle ou outro gadget nas mãos (com meu livro aberto na tela), e nos enviar por nossa página no Facebook (clique em mensagens e mande uma mensagem com a imagem em anexo). Contanto que dê permissão para que eu possa publicar sua foto nas galerias de imagens por lá. Acredite, isto já será uma baita ajuda...

4 – Você pode comprar outros livros e dar de presente para quem ama.

5 – Você pode ajudar de alguma outra forma criativa, que não consta nesta lista, contanto que seja de coração...

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[1] Alguns dos livros clássicos da seção “Sugestões de estudo” do Ad infinitum se encontram na Amazon.com.br para download gratuito! Basta ter um Kindle ou instalar o software/app para lê-los.

[2] Isto também significa que você poderá receber novas versões revisadas e atualizadas do meu livro. Para tal não deixe de se certificar que esta função esteja na opção "ligada", acessando, quando logado no site da Amazon: "Sua conta > Gerencie seu Kindle > Atualização de livro automática Whispersync".

[3] A Amazon também está atuando como uma editora virtual para o meu livro, neste caso. Ela é ao mesmo tempo editora, distribuidora e vendedora, e talvez por isso também dê condições excelentes aos autores.


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6.2.13

Ad infinitum: versão impressa em promoção até 12.02.13

Para quem ainda não comprou, que tal passar um carnaval filosófico? Versão impressa de "Ad infinitum" com desconto até 12/2, aproveitem!

[à venda somente no Clube de Autores]
clubedeautores.com.br/book/139681--Ad_infinitum

[amostra grátis (25 pgs.)]
www.raph.com.br/tpr/livros/Adinfinitum_amostragratis.pdf

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13.1.13

Lançamento: Ad infinitum

Hoje, 13.01.13, lancei meu livro, Ad infinitum.

Quando comecei a escrevê-lo, em meados de 2009, não fazia ideia de que hoje existiria um serviço como o Clube de Autores, que permite que lancemos um livro com o controle total do resultado final, de cada vírgula do texto a diagramação da capa, contracapa e orelhas. Tampouco poderia prever que hoje teria uma página do meu blog, no Facebook, com quase 3 mil seguidores; ou que meu próprio blog, o Textos para Reflexão, teria uma média de visitas diárias de mais de mil acessos; muito menos que seria um colunista regular de um grande portal de ocultismo e espiritualidade, o Teoria da Conspiração [1].

Quando a ideia para este livro me veio, martelando a cabeça, quis que fosse embora. Daria muito trabalho levá-la adiante. Quando finalmente comecei a escrever, tive medo de não estar à altura da tarefa. Quando enviei os primeiros dois capítulos a leitores que considero cultos e exigentes, e eles gostaram do que leram, tive medo de não saber como terminar o restante do livro. Agora, no entanto, me sinto aliviado, realizado. Este livro não é mais uma questão minha, não é mais o meu livro, mas o livro de vocês, leitores. O que virá daqui para frente dependerá muito mais de vocês do que de mim.

Com este livro, procurei demonstrar como num diálogo amigável de quatro personagens com crenças e descrenças diversas, ainda assim podemos chegar a grandiosos acordos. E, mesmo quando não chegamos a um acordo geral, nada deveria indicar que um desacordo de crenças e ideias leva, necessariamente, a inimizades.

A existência é muito grandiosa, complexa, inefável e brutal, para que percamos tempo em brigas inúteis. Os personagens no fim são todos aspectos de mim mesmo (e de todos nós, quem sabe) que são capazes de se tornar amigos uns dos outros: uma filósofa, um cético, um espiritualista, um crente. Por que não?

Neste livro falaremos de Deus, do Cosmos, de fé e razão, ciência e religião, arte e espiritualidade, filosofia e ceticismo, etc. Tudo para que estas ideias possam melhorar a vizinhança.

Já me disseram que meus textos mudam as pessoas. Não é verdade: as pessoas é que mudam elas mesmas, e a vizinhança em torno (e quem sabe o mundo todo), quando mudam seu pensamento. O que escrevo sobre os ombros de gigantes, como Benedito Espinosa, Hermes Trimegisto, Carl Sagan e Gibran Khalil Gibran, dentre outros, é apenas uma mensagem. Uma luz. Reflitam adiante, ad infinitum!

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» Veja a galeria do livro em nossa página no Facebook

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Algumas perguntas e respostas sobre o livro:

Ele pode ser encontrado em livrarias?
Não. No momento só pode ser comprado pelo site do Clube de Autores, na versão impressa ou em PDF; ou pela Amazon Brasil, na versão digital (eBook).

Como faço para comprar na Amazon? Preciso de um Kindle para ler a versão digital?
A Amazon é a maior livraria online do mundo, e você poderá começar a ler meu livro literalmente minutos depois da compra. Caso não tenha um Kindle, poderá lê-lo em Tablets, Smartphones, Laptops ou PCs, bastando para tal instalar os aplicativos gratuitos de leitura específicos de cada plataforma. Saiba mais sobre o lançamento para Amazon Kindle.

Posso confiar no Clube de Autores? Quais são as formas de pagamento e envio?
O Clube de Autores é a maior comunidade de autores do país, e vende livros por demanda, impressos com qualidade profissional. Você poderá pagar com cartões Visa e Mastercard, boleto bancário, PagSeguro e/ou transferências online. O livro impresso será enviado para seu endereço pelos Correios, sendo possível rastrear a encomenda a qualquer momento do processo. A versão em PDF será disponibilizada para download imediatamente após a confirmação da compra.

Posso confiar na revisão e diagramação do livro?
O livro foi diagramado conforme exemplos de livros profissionais, composto com as fontes mais legíveis do mercado, e com os devidos cuidados de revisão gramatical. Você também pode conferir uma amostra do livro (25 páginas, PDF).

Posso confiar na qualidade do conteúdo?
Depende. Se você gosta do que escrevo em meu blog (Textos para Reflexão), é bem provável que o livro lhe agrade. Se, por outro lado, não conhece ainda o meu blog, talvez seja melhor primeiramente navegar por lá e ver se gosta do que tenho a refletir.

Você desistiu de tentar publicar o livro por uma editora de grande distribuição?
Pelo contrário, ainda nem comecei. Este será o segundo passo. O fato de o livro estar sendo vendido online não significa que eu tenha perdido os direitos sobre ele. Pelo contrato do Clube de Autores, posso cancelar a venda a qualquer momento, e o farei, caso alguma boa editora se interesse por publicá-lo. Mas, se nenhuma se interessar, fato é que os leitores do meu blog já terão acesso a ele, e isso já é suficientemente extraordinário para mim.

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“Gostei do livro! Como posso ajudar a divulgá-lo?”

1 – Boca a boca: é a alma do negócio!

2 – Você pode entrar na página dele no Clube de Autores e comentar, ou avaliar (clicando nas estrelinhas), ou recomendar nas redes sociais, etc.

3 – Você pode tirar uma foto sua com o livro nas mãos (mesmo sendo a versão eBook), e nos enviar por nossa página no Facebook (clique em mensagens e mande uma mensagem com a imagem em anexo). Contanto que dê permissão para que eu possa publicar sua foto nas galerias de imagens por lá. Acredite, isto já será uma baita ajuda...

4 – Você pode comprar outros livros e dar de presente para quem ama.

5 – Caso seja amigo de algum editor, você pode recomendar o livro a sua editora (contanto que ela tenha uma boa distribuição nas livrarias).

6 – Você pode ajudar de alguma outra forma criativa, que não consta nesta lista, contanto que seja de coração...

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[1] Não poderia deixar de agradecer imensamente ao irmão Del Debbio pela oportunidade, assim como aos demais colunistas.


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