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2.1.19

Lançamento: O Sítio do Picapau Amarelo - Reinações de Narizinho

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você a obra que inaugurou a literatura infantil no Brasil, O Sítio do Picapau Amarelo - Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Narizinho tem sete anos e é morena como jambo. Emília, a boneca de pano feita pela Tia Nastácia, acaba se tornando uma boneca falante e espevitada após engolir uma pílula mágica. Pedrinho, primo de Narizinho, mora em São Paulo com a mãe, mas adora vir passar as férias no Sítio do Picapau Amarelo, propriedade da sua avó, Dona Benta, que é exímia contadora de histórias. Esses são alguns dos personagens que têm, há quase um século, habitado o imaginário popular de muitas das crianças brasileiras, e também dos adultos que ainda não se esqueceram da sua criança interior.

Disponível em e-book na Amazon:

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31.12.18

1.000 inscritos (Reflexões no YouTube)

Chegamos aos mil inscritos, ou mil formas do Cosmos conhecer a si mesmo (como diria Carl Sagan)! Neste vídeo vamos celebrar esta marca e falar um pouco mais da história do meu blog, o Textos para Reflexão, e também das Edições Textos para Reflexão, a minha "editora"... Ainda falaremos sobre os toriis, os portais japoneses que são o símbolo do canal. Ao final, algumas mensagens muito importantes a todos vocês :)

Se gostaram, não esqueçam de curtir, compartilhar e se inscrever no canal!


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1.11.18

Lançamento: Dhammapada, O Caminho do Darma

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você o livro mais lido e traduzido do budismo, Dhammapada: O Caminho do Darma.

Segundo a tradição, ele teria sido composto pelas anotações dos discípulos que chegaram a conviver com o Buda. Ou seja, se trata do que nos foi ditado pelo próprio Buda. Monges budistas da vertente teravada registraram o Cânone Páli algumas centenas de anos após a morte do Buda. O Dhammapada é uma parte do Sutta Pitaka, que por sua vez é uma parte do Cânone Páli. Trata-se de uma coleção de 423 versos que nos demonstram como viver uma vida que conduza à iluminação. Quem consegue viver uma vida neste caminho, segue o seu Darma.

Disponível em e-book e versão impressa :

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À seguir, trazemos um trecho do Prefácio (por Rafael Arrais, tradutor da obra):


Uma criança é um Buda que não sabe que é um Buda. E um Buda é uma criança que sabe que é um Buda. (Satyaprem)

Enquanto vivia sua juventude em meio ao luxo do palácio de sua família, o príncipe Sidarta era mesmo puro, puro como a criança que tem a sorte de viver uma infância de belezas. Diz-se que seu pai, o governante de Kapilavastu (um reinado que se situava ao sul de onde hoje existe o Nepal), tentou proteger o filho de qualquer tipo de sofrimento humano, e o criou dentro dos limites do próprio palácio, sem que tivesse contato com o que havia fora dele.
Quando fez 16 anos, Sidarta Gautama se casou com uma prima da mesma idade e com ela teve um filho. Até os 29 anos, o príncipe viveu uma vida sem grandes incidentes, tendo a sua mão todo o conforto material de que poderia necessitar, embora se diga que nada disto jamais o seduziu. Talvez faltasse algo naquela vida de contos de fada, afinal...

Inquieto em meio a uma vida de perfeições palacianas, aos 29 anos Sidarta resolve sair de seu palácio (sem o conhecimento do pai), acompanhado somente por um cocheiro, que pilotava a sua luxuosa carruagem. Diz-se que ele fez quatro viagens curtas para além das muradas palacianas, finalmente tendo contato direto com o mundo lá fora:
Na primeira viagem, avistou um homem velho e decrépito, apoiado num cajado. Seu cocheiro prontamente lhe explicou que envelhecer era o destino de todas as pessoas.
Na segunda viagem, avistou um homem doente e cambaleante, ardendo em febre. Seu cocheiro complementou que muitas doenças eram inevitáveis na vida.
Na terceira viagem, avistou um corpo já em decomposição, sendo conduzido a um cemitério local. Seu cocheiro explicou que ninguém poderia escapar para sempre da morte.
Desolado e deprimido, em sua quarta viagem o príncipe finalmente avista um monge mendicante calmo e sereno, mesmo conhecendo a velhice, a doença e a morte, como todos os demais que viviam fora dos palácios. Essa visão o consola e, ao mesmo tempo, estabelece um novo sentido para a sua vida: chega de palácios artificiais, chega de infância, Sidarta desejava ser adulto em meio ao sofrimento do mundo.
Numa noite, enquanto todos no palácio dormiam, saiu novamente acompanhado de seu amigo cocheiro, cada um montando um cavalo. Desta vez, a viagem seria bem mais longa...

A alguns quilômetros de distância de Kapilavastu, Sidarta parou, cortou os próprios cabelos com sua espada, trocou as roupas luxuosas pelos trajes simples de um caçador, e se despediu do amigo, que retornou ao reino com ambos os cavalos.
Transformado em monge andarilho sob a alcunha de Gautama (o nome da sua família), dirigiu-se para Vaisali, onde um mestre bramânico indiano, Arada Kalama, ensinava um sistema filosófico que ficou conhecido como sanquia. Aprendendo-o rapidamente, mas julgando-o insuficiente, ele deixa o mestre e se dirige a Rajagarra, capital do reino Mágada, ao sul do rio Ganges. Lá conhece o rei Bimbisara, que, seduzido pelo seu já vasto conhecimento, lhe oferece a metade do próprio reinado, mas o monge Gautama gentilmente recusa a oferta, e logo se torna discípulo de outro mestre, chamado Udraka.
Após apenas um ano, domina com facilidade as técnicas e a filosofia do yoga ensinado por Udraka, e parte rumo à cidade de Gaya acompanhado por cinco discípulos, que já o tinham como mestre. Gautama se estabelece num local aprazível nas proximidades de Gaya, e lá se submete, durante alguns anos, à ascese mais severa. Chegou a se alimentar com um único grão de milho por dia.
Meditando imóvel, magro como um esqueleto coberto de parcas camadas de pele, eventualmente recebeu o título de sakyamuni (“asceta entre os Sakya”, o clã dos Gautama). Ao atingir o extremo limite da mortificação, finalmente compreendeu a inutilidade da ascese total como meio de libertação do sofrimento do mundo, e decidiu encerrar aquela prática.
Diz-se que uma mulher piedosa, ao ver o seu estado deplorável, lhe ofereceu um pote de arroz cozido. Para a imensa surpresa de seus discípulos, que naquela altura o veneravam, o monge Gautama aceita a oferta e devora o alimento. Consternados, seus cinco discípulos o abandonam a própria sorte...

Milagrosamente restaurado pelo arroz, Sidarta dirige-se a um bosque próximo, escolhe uma árvore (que eventualmente foi chamada de bodhi-druma, sânscrito para “a árvore do despertar”) e se senta ao pé de suas raízes, decidido a se levantar somente após haver obtido o “despertar”, ou seja, uma forma de se livrar definitivamente do sofrimento da existência.
Diz-se que, durante as sete semanas em que permaneceu aos pés da árvore, Sidarta foi tentado e atormentado inúmeras vezes pela entidade conhecida como Mara, que reinava sobre a morte. Ora, Sidarta ameaçava ensinar aos homens e mulheres a se libertarem definitivamente do ciclo de nascimentos, mortes e renascimentos, portanto era natural que Mara quisesse impedi-lo.
Em suas reflexões internas, Sidarta avançava rapidamente, estava a um passo de se tornar Buda, “o desperto”. O último recurso de Mara foi lhe oferecer a passagem imediata para o Nirvana, o estado além da vida onde o príncipe se encontraria livre, para sempre, dos ciclos de mortes e renascimentos. Sidarta lhe respondeu que só aceitaria entrar no Nirvana após ter estabelecido naquele mundo uma comunidade instruída e bem organizada, que soubesse ensinar o caminho da libertação...

Assim, após sete semanas aos pés da árvore do despertar, o príncipe Sidarta Gautama venceu definitivamente a tentação de Mara, e se ergueu como o Buda, o primeiro desperto, o primeiro ser que conheceu o caminho para a libertação do sofrimento.
Aos 35 anos, o Buda iniciou sua peregrinação pelos vilarejos, pequenas cidades e grandes reinados dos arredores da região onde atingiu a iluminação. A pé, carregando pouco mais que a roupa do corpo, acompanhado por dezenas de discípulos (dentre os quais, aqueles cinco que lhe haviam abandonado), o Buda passou 45 anos ensinando as chamadas quatro nobres verdades que conduziam ao Darma, o caminho para a iluminação: a existência do sofrimento; a origem do sofrimento; a interrupção do sofrimento; e o caminho que nos leva à cessação do sofrimento.
A criança havia perdido sua pureza, e conhecido as dores da vida adulta. Mas, ao contrário de tantos outros, o adulto havia encontrado um meio para se libertar definitivamente de todo o sofrimento, e alcançar novamente a pureza infantil, mesmo tendo conhecido a dor. Sidarta era novamente como uma criança, mas era também um Buda que sabia que era um Buda.
Aos 80 anos, depois de padecer de uma forte diarreia em decorrência, provavelmente, de haver ingerido carne de porco estragada, o Buda se despediu deste mundo e pôde finalmente alcançar o Nirvana. Diz-se que isto se deu no nordeste da Índia, na cidade de Kushinagar. A data provável é o ano de 483 a.C.

Assim viveu e morreu, quiçá pela última vez, Sidarta Gautama, o Buda, o homem que trouxe o budismo a este mundo.


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15.8.18

Lançamento: Luz no Caminho

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você a obra-prima da teosofista Mabel Collins, Luz no Caminho.

Não foi por acaso, quem sabe, que o grande poeta português Fernando Pessoa escolheu a dedo esta preciosa obra para realizar sua primorosa tradução do inglês. Muitos devem saber que Pessoa foi um místico relutante, e a carta que trazemos na Introdução, endereçada ao seu amigo Sá-Carneiro, nos dá uma bela ideia de como os textos teosóficos o impactaram; e este, talvez mais do que todos os outros. Somente quem já deu seus primeiros passos no Caminho, quem anda devagar porque já teve pressa, quem traz um sorriso porque já chorou demais, poderá aproveitar completamente o teor deste pequeno mistério em forma de palavras.

Disponível em e-book na Amazon e na Saraiva:

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À seguir, trazemos os vídeos do canal Nova Acrópole no YouTube, onde a professora Lúcia Helena Galvão faz uma análise minuciosa desta obra inefável (até onde é possível explicá-la por palavras, é claro):

» Comentários dos degraus exotéricos, 1 a 7

» Comentários dos degraus exotéricos, 8 a 16

» Comentários dos degraus exotéricos, 17 a 21 + esotéricos 1 a 3

» Comentários dos degraus esotéricos, 4 a 12

» Comentários dos degraus esotéricos, 13 a 21 (FINAL)


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6.7.18

Lançamento: O Livro da Reflexão, vol.4: A medida de todas as coisas

As Edições Textos para Reflexão trazem mais um presente a todos os fiéis leitores deste blog, assim como a todos que um dia também virão refletir conosco. Afinal, a luz foi criada para ser refletida!

"Textos para Reflexão é um blog que fala sobre filosofia, ciência e espiritualidade. Este é o quarto e último volume da série O Livro da Reflexão, que pretende ser uma coletânea dos melhores textos do blog. Nesta edição pretendo abordar a filosofia e algumas das questões do nosso mundo atual, todas temas recorrentes em minhas reflexões."

Um livro digital disponível para download gratuito em diversos formatos:

Baixar grátis (ePub) Baixar grátis (mobi) Baixar grátis (pdf) Ver no Scribd (pdf) Baixar grátis (Amazon Kindle) Baixar grátis (Kobo) Comprar versão impressa

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» Baixar outros volumes do Livro da Reflexão


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25.3.18

Lançamento: Cartas a um jovem poeta

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você o livro mais conhedio de um dos maiores poetas de língua alemã, Rainer Maria Rilke .

Tudo começou com uma carta despretensiosa de um jovem poeta, "iniciante de tudo", a um Rilke já em pleno domínio do seu mundo poético. Ao costumeiro pedido de avaliação, algo como, "Seriam bons os meus poemas?", o poeta respondeu simplesmente que não poderia avaliar, pois que "nada está mais afastado de uma obra de arte do que as palavras de uma crítica: elas sempre terminam em desentendimentos mais ou menos desafortunados". Foi assim que Franz Xavier Kappus, o jovem poeta, não ganhou nenhuma crítica literária exclusiva, mas sim conselhos de uma sabedoria avassaladora, tão intensos e profundos que são capazes, até hoje, de abalar nossas vidas em seus alicerces mais profundos... Assim nasceu Cartas a um jovem poeta.

Disponível em e-book na Amazon e na Saraiva:

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À seguir, trazemos a primeira carta de Rilke, na íntegra (tradução de Rafael Arrais):

Paris
17 de fevereiro de 1903


Caro Senhor,

Sua carta me encontrou apenas alguns dias atrás. Eu quero lhe agradecer pela grande confiança que depositou em mim. Isto é tudo o que eu posso fazer. Eu não posso debater acerca dos seus versos; pois que qualquer tentativa de crítica à poesia alheia seria algo estranho para mim. Nada está mais afastado de uma obra de arte do que as palavras de uma crítica: elas sempre terminam em desentendimentos mais ou menos desafortunados. As coisas não são todas tão tangíveis e exprimíveis em palavras quanto às pessoas usualmente nos fazem crer; muitas experiências estão além das descrições, elas se passam num espaço onde nenhuma palavra jamais adentrou, e não há nada que esteja mais distante das descrições do que as obras de arte, tais existências misteriosas cujas vidas perduram ao lado da nossa própria vida, pequenina e transitória.

Tendo esta nota como prefácio, devo lhe dizer que os seus versos não têm ainda um estilo próprio, ainda que possuam sementes ocultas e silenciosas de algo mais pessoal. Eu senti isso de forma mais clara no último poema, “Minha Alma”. É lá que alguma coisa de sua essência está buscando se tornar palavra e melodia. E no amável poema, “Para Leopardi”, uma espécie de parentesco com esta grande e solitária figura também parece se manifestar. Em todo caso, os poemas ainda não são nada em si mesmos, ainda não alcançaram sua independência, até mesmo estes dois que citei. Sua amável carta, essa que acompanhou seus poemas, permitiu que se tornassem mais claras para mim várias faltas que senti ao ler os seus versos, ainda que não me seja possível nomeá-las em específico.
Ora, você me pergunta se os seus versos têm alguma qualidade. Você me pergunta... Você também perguntou a outros antes de mim. Você enviou seus poemas para revistas. Você os comparou com a poesia de outros autores, e não se perturbou quando certos editores rejeitaram seu trabalho. Agora, já que você pediu o meu conselho, eu lhe imploro que pare de fazer esse tipo de coisa. Você está olhando para fora, e isso é o que mais deveria evitar nesse momento. Ninguém pode lhe aconselhar ou lhe ajudar neste caso – absolutamente ninguém. Há apenas uma coisa que você deveria fazer: adentrar fundo em si mesmo. Descubra a razão que lhe comanda a escrever, veja se ela já espalhou suas raízes pelas profundezas do seu coração, confesse a si mesmo se você preferiria morrer caso lhe fosse proibida a escrita. E, acima de tudo, pergunte a si mesmo na hora mais escura da sua noite: eu devo escrever?
Cave em seu próprio ser por uma resposta profunda, e caso essa resposta ressoe positiva, caso você solucione tal questão solene com um vigoroso e simples “eu devo”, então construa sua vida de acordo com tal necessidade. Toda a sua vida, até mesmo em suas horas mais humildes e indiferentes, deve ser como um signo e um testemunho desse impulso.
Então vá para junto da Natureza. Daí, como se nunca ninguém houvesse tentado isso antes, tente falar sobre o que vê e sente e ama e perde. Não escreva poemas de amor; se afaste desses formatos que são muito dóceis e ordinários: eles são os mais difíceis de se trabalhar, e será preciso um grandioso poder, totalmente florescido, para que consiga criar algo individual onde boas, até mesmo gloriosas tradições já existem em abundância. Assim, salve a si mesmo de tais temas gerais e escreva sobre o que o dia a dia lhe oferece; descreva suas tristezas e desejos, os pensamentos que flutuam por sua mente e a sua crença nalguma espécie de beleza. Descreva tudo isso com o sentimento que passou de fato pelo seu coração, fale de forma silenciosa, humilde e sincera.
E, quando for se expressar, faça pleno uso das coisas a sua volta, das imagens em seus sonhos e dos objetos que estão em sua memória. Acaso o seu dia a dia lhe pareça pobre, não o culpe; culpe a si mesmo. Admita que você ainda não é um poeta hábil o suficiente para perceber suas riquezas; pois que para o criador não há nem pobreza nem lugares pobres, indiferentes. Assim, mesmo que se encontre numa prisão cujas paredes isolem todos os sons do mundo lá fora, você ainda não teria contigo toda a sua infância, essa tal joia além de qualquer preço, essa casa do tesouro de memórias? Foque a sua atenção nela. Tente trazer à tona os sentimentos submersos desse imenso passado; sua personalidade se fortalecerá; sua solidão irá se expandir e se tornar um lugar onde você poderá viver no crepúsculo, onde o barulho das demais pessoas passa bem longe, à distância.
E se deste voltar-se para dentro, desta imersão em seu próprio mundo, surgirem poemas, então você jamais pensará em perguntar a qualquer um se eles são bons ou não. Tampouco tentará fazer com que as revistas se interessem por eles: pois você os verá como uma valiosa posse pessoal, como um pedaço de sua própria vida, como se ela mesma lhe falasse por palavras.

Uma obra de arte é boa se ela surgiu de uma necessidade íntima. Esta é a única forma que alguém poderá julgá-la. Assim sendo, caro Senhor, eu não posso lhe dar qualquer outro conselho além deste: que mergulhe em si mesmo e veja quão profundo é o lugar de onde flui a sua vida; é lá na sua fonte que encontrará a resposta para o que quer que deva criar. Aceite tal resposta, do modo como lhe foi dada, sem tentar interpretá-la. Talvez você descubra que foi chamado a ser um artista. Se for este o caso, então aceite tal destino, suporte o seu fardo e a sua grandiosidade, sem jamais se questionar acerca de qual prêmio deverá aparecer lá fora. Pois que o criador deve ser um mundo para si mesmo, e deve encontrar tudo em si mesmo e na Natureza, para a qual toda a sua vida é devotada.
No entanto, após haver descido em si mesmo, e em sua solidão, talvez você deva renunciar o ofício de poeta (como já disse, se alguém sente que pode viver sem escrever, então não deveria escrever jamais). Em todo caso, ainda assim, esta busca interna que eu lhe recomendei não terá sido realizada em vão. Sua vida poderá encontrar os seus próprios caminhos desta experiência, e que eles possam ser bons, ricos e largos é o que eu lhe desejo, mais do que possa colocar em palavras.
O que mais eu poderia lhe dizer? Me parece que tudo o que havia por ser abordado já o foi. Finalmente, gostaria de adicionar mais um pequeno conselho: para que continue a crescer, de forma silenciosa e fervorosa, ao longo de todo o seu caminho de desenvolvimento. Afinal, você não poderia perturbar tal caminho de forma mais violenta do que buscar lá fora pelas respostas que só podem ser encontradas em seus sentimentos mais íntimos, nas suas horas mais silenciosas.
Foi uma alegria encontrar na sua carta o nome do professor Horacek; eu tenho grande reverência por este homem tão doce e culto, e uma gratidão que resistiu ao passar dos anos. Por favor, diga a ele como me sinto; fico muito feliz em saber que ele ainda se lembra de mim, feliz e lisonjeado.
O poema que deixou aos meus cuidados, eu estou lhe enviando de volta. E eu lhe agradeço mais uma vez por suas questões e sua confiança sincera, da qual, respondendo da forma mais honesta que me foi possível responder, eu tentei fazer de mim alguém um pouco mais digno do que realmente sou.

Atenciosamente,
Rainer Maria Rilke


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10.1.18

Lançamento: O Caibalion

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você o grande clássico do hermetismo moderno, O Caibalion.

Escrita e publicada no início do século 20 por estudantes anônimos do hermetismo, esta obra introdutória traz preceitos e axiomas do antigo hermetismo, comentados e explicados para uma nova era e um novo público. Publicado originalmente em inglês, nos EUA, este Caibalion é mesmo um fruto de nosso tempo, porém ele se refere a outro Caibalion, bem mais antigo e oculto, que se perdeu nos anais da história, mas que se encontra preservado nas mentes e nas almas de todos aqueles que não deixaram morrer a chama. Acaso deseje se tornar um jogador no jogo de tabuleiro da vida, e não mais mera peça a ser movida pelas circunstâncias e influências externas, este pequeno livro cheio de luz pode ser o seu guia nas noites mais escuras.

Disponível em e-book e versão impressa :

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Se você mora fora do Brasil e deseja ter minha tradução impressa, também colocamos à venda uma versão impressa exclusiva na Amazon.com

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À seguir, trazemos um trecho do Cap. I – A Filosofia Hermética:

Nos primeiros tempos, havia uma compilação de algumas Doutrinas Herméticas Básicas, passadas de instrutor a estudante, que ficaram conhecidas como O Caibalion, cujo exato significado do termo esteve perdido por muitos séculos. Este ensinamento, entretanto, é conhecido por muitos seres ao qual ele foi derramado ao longo dos séculos, de lábios a ouvidos, sempre escoando pelo tempo. Até onde sabemos, os seus preceitos nunca foram escritos ou impressos. Se tratava de uma mera coleção de máximas, axiomas e preceitos, que soavam incompreensíveis aos estrangeiros das ordens, mas que eram prontamente assimilados pelos estudantes assim que o seu conteúdo era explicado e exemplificado pelos Iniciados aos seus Neófitos.

Tais ensinamentos constituíam de fato os princípios básicos da Arte da Alquimia Hermética, que, ao contrário da crença popular, se baseia no domínio das Forças Mentais, e não dos Elementos Materiais – portanto, a Alquimia não fala da transmutação de um tipo de metal em outro, mas da transmutação de um tipo de Vibração Mental em outra. As lendas acerca da Pedra Filosofal, que transformava qualquer metal comum em Ouro, falavam tão somente de uma alegoria relacionada à Filosofia Hermética, facilmente compreendida por quaisquer estudantes do verdadeiro Hermetismo.

Neste pequeno livro, cuja Primeira Lição é esta, nós convidamos nosso estudante a examinar os Ensinamentos Herméticos, conforme expostos no Caibalion e explicados por nós, humildes estudantes dos Ensinamentos (e que, apesar de carregarem o título de Iniciados, são tão somente estudantes prostrados aos pés de Hermes, o Mestre). Assim, nós lhe oferecemos muitas das máximas, dos axiomas e dos preceitos do Caibalion, acompanhados de explicações e comentários que acreditamos servir de auxílio para a compreensão do estudante moderno, particularmente porque o texto original se encontra propositalmente velado em muitos termos obscuros.

As máximas, axiomas e preceitos originais do Caibalion estarão sempre destacados em negrito no restante de nossa obra, e todos eles vêm diretamente dos lábios de Hermes. O restante do texto, sem destaque, pertence a nós. Esperamos que muitos dos estudantes aos quais nós hoje oferecemos esta pequena obra possam tirar tanto proveito do seu estudo e conhecimento quanto aqueles buscadores que já a seguiram através do Caminho do Adepto, ao longo dos muitos séculos que se passaram desde o tempo de Hermes Trimegisto, o Mestre dos Mestres, o Três Vezes Grande:

“Onde se encontram as pegadas do Mestre, os ouvidos daqueles preparados para os seus Ensinamentos se abrem completamente.” – O Caibalion

“Quando os ouvidos do estudante estão preparados para ouvir, logo vêm os lábios para preenchê-los de sabedoria.” – O Caibalion

Assim, conforme indicam os Ensinamentos, a divulgação desta obra se dará na medida em que os seus futuros estudantes se encontrarem em condições de compreendê-la, pois do contrário sequer lhe darão a atenção devida, e ela lhes passará desapercebida, como deve ser. E, segundo a mesma Lei, quando o pupilo estiver devidamente preparado para receber a verdade, então esta pequena obra dará um jeito de chegar ao seu conhecimento.

O Princípio Hermético de Causa e Efeito, em seu aspecto de Lei de Atração, tratará de juntar lábios e ouvidos – e muitos pupilos ainda hão de conhecer este livro.

Que Assim Seja!


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21.9.17

O Caibalion: uma nova tradução

O próximo livro das Edições Textos para Reflexão será a tradução do maior clássico do hermetismo moderno, O Caibalion, uma obra fundamental para qualquer estudante do ocultismo.

Após haver adquirido experiência na tradução de grandes clássicos da espiritualidade, como o Bhagavad Gita e o Tao Te Ching, ambos traduzidos a partir de versões inglesas, desta vez poderei traduzir diretamente do original em inglês!

"Mas O Caibalion não era uma obra lendária do antigo Egito, como pode ter sido escrita em inglês?" Bem, na verdade se trata justamente de uma compilação de espiritualistas modernos que traz alguns axiomas e princípios herméticos do Caibalion original, devidamente comentados e explicados em detalhes. Abaixo lhes trago um dos textos introdutórios da edição, que fala sobre os seus supostos autores, já que a obra foi assinada somente por um pseudônimo (e logo após, a capa!):

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Uma nota acerca da autoria desta obra

O Caibalion foi publicado pela primeira vez em 1908 na língua inglesa pela Yogi Society, ligada a um templo maçônico de Chicago, nos EUA. A obra é anônima, assinada somente pelo codinome ou pseudônimo “Três Iniciados”.

No entanto, existem indícios de que o livro esteja ligado ao Movimento Novo Pensamento, que surgiu nos Estados Unidos no final do século XIX. Esse movimento era formado por filósofos, espiritualistas, escritores e pessoas que compartilhavam crenças e participavam de estudos metafísicos associados a temas diversos da espiritualidade e da parapsicologia.

Das diversas teorias ligadas à autoria do Caibalion a mais aceita é a de que o livro foi escrito pelo espiritualista americano William Walker Atksinson (mais conhecido como Yogi Ramacharaka, e também popular por usar diversos pseudônimos em suas obras) em parceria com outros estudiosos como o maçom Paul Foster Case ou a teosofista Mabel Collins. Em todo caso, a verdade é que nunca saberemos ao certo quantos foram os colaboradores da obra, e quais os seus nomes, principalmente porque, sejam quem forem, simplesmente optaram pelo anonimato.

A mim, tradutor e editor desta obra rara, me parece que o principal objetivo dos autores originais não era adicionar “mistério” ao livro ao ocultarem seus nomes reais, mas tanto pelo contrário: a sua intenção era focar toda luz a obra em si, as palavras de Hermes Trimegisto, e não a quem as compilou e adaptou para esta era moderna.

Na elaboração da capa, chegamos a pensar em inserir a assinatura, “Três Iniciados”, mas depois optamos por incluir no lugar um subtítulo mais indicado para a sua real função: “uma iniciação ao hermetismo”.

Sim, pois é justamente disto, de uma iniciação, que esta obra se trata para todos aqueles que ainda a desconhecem. Se for o seu caso, respire fundo, relaxe, medite, dê graças a sua divindade (ou a natureza, no caso de não ter uma), e acompanhe com atenção a sabedoria que, com muito custo e muito sangue, venceu a séculos de ignorância, e conseguiu chegar aqui, neste momento, em suas mãos.

A luz foi criada para ser refletida!

Rafael Arrais

» A minha tradução já foi lançada em Janeiro de 2018. Vem dar uma olhada!

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Imagem da capa derivada de gravura de autoria anônima, vista primeiramente em um livro de Camille Flammarion intitulado L’atmosphère: météorologie populaire (1888)

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30.8.17

Lançamento: O Livro da Reflexão, vol.3: As lições da ciência

As Edições Textos para Reflexão trazem mais um presente a todos os fiéis leitores deste blog, assim como a todos que um dia também virão refletir conosco. Afinal, a luz foi criada para ser refletida!

"Textos para Reflexão é um blog que fala sobre filosofia, ciência e espiritualidade. Este é o terceiro volume da série O Livro da Reflexão, que pretende ser uma coletânea dos melhores textos do blog. Nesta edição pretendo abordar a ciência, o ceticismo, a consciência e a evolução das espécies, todos temas recorrentes em minhas reflexões."

Um livro digital disponível para download gratuito em diversos formatos (exceto na Amazon, onde custa o valor mínimo permitido pela loja):

Baixar grátis (ePub) Baixar grátis (mobi) Baixar grátis (pdf) Ver no Scribd (pdf) Baixar grátis (Amazon Kindle) Baixar grátis (Kobo) Comprar versão impressa

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1.7.17

Lançamento: A Origem das Espécies

As Edições Textos para Reflexão trazem a você a obra que mudou o mundo, A Origem das Espécies de Charles Darwin, exclusivamente para o seu Amazon Kindle.

Esta obra, apesar de essencialmente acadêmica, mudou para sempre a nossa concepção da vida e da natureza, e serve até hoje de alicerce primordial para ramos científicos como a biologia e a genética, que desabariam sem a teoria da seleção natural. Você já pode começar a ler em poucos minutos, pelo preço de um café:

Comprar eBook (Kindle)

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À seguir, trazemos alguns trechos selecionados de nossa edição digital:

[Cap. 6]

É certamente verdadeiro que se veem raramente aparecer num indivíduo novos órgãos que parecem ter sido criados com um fim especial; é mesmo o que demonstra o velho axioma de história natural de que se tem exagerado um pouco a significação: Natura non facit saltum [a natureza não dá saltos].

A maior parte dos naturalistas experimentados admitem a verdade deste adágio; ou, para empregar as expressões de Mine Edwards, a natureza é pródiga em variedades, mas avara em inovações. Para que haverá, na hipótese das criações, tantas variedades e tão poucas novidades reais? Por que é que todas as partes, todos os órgãos de tantos seres independentes, criadas, como se supõe, separadamente para ocupar um lugar distinto na natureza, estiveram tão ordinariamente ligadas umas às outras por uma série de gradações? Por que não teria passado a natureza simultaneamente de uma conformação para outra? A teoria da seleção natural faz-nos compreender claramente porque não sucede assim; a seleção natural, com efeito, atua apenas aproveitando leves variações sucessivas, não pode pois jamais dar saltos bruscos e consideráveis, só pode avançar por graus insignificantes, lentos e seguros.

[Cap. 15]

A disposição semelhante dos ossos na mão humana, na asa do morcego, na barbatana do golfinho e na perna do cavalo; o mesmo número de vértebras no pescoço da girafa e no do elefante; todos estes fatos e um número infinito de outros semelhantes explicam-se facilmente pela teoria da descendência com modificações sucessivas, lentas e ligeiras. A semelhança de tipo entre a asa e a perna do morcego, ainda que destinadas a usos tão diversos; entre as maxilas e as patas do escaravelho; entre as pétalas, os estames e pistilos de uma flor, explica-se igualmente em grande escala pela teoria da modificação gradual das partes e dos órgãos que, num antepassado afastado de cada uma dessas classes, eram primitivamente semelhantes. Vemos claramente, segundo o princípio de que as variações sucessivas não sobrevêm sempre numa idade precoce e apenas são hereditárias na idade correspondente, porque os embriões de mamíferos, de aves, de répteis e de peixes, são tão semelhantes entre si e tão diferentes no estado adulto. Podemos cessar de nos maravilhar de que os embriões de um mamífero de respiração aérea, ou de uma ave, tenham fendas branquiais e artérias em rede, como no peixe, que deve, por meio de guelras bem desenvolvidas, respirar o ar dissolvido na água.

[...] Não é possível supor que uma teoria falsa pudesse explicar, de maneira tão satisfatória, como o faz a teoria da seleção natural, as diversas grandes séries de fatos de que nos temos ocupado. Tem-se recentemente objetado que está nisto um falso método de raciocínio; mas é o que se emprega para apreciar os acontecimentos ordinários da vida, e os maiores sábios não têm desdenhado em o seguir. É assim que se chega à teoria ondulatória da luz; e a crença da rotação da Terra no seu eixo só recentemente encontrou o apoio de provas diretas. Não é uma objeção valiosa dizer que, no presente, a ciência não lança luz alguma sobre o problema bem mais elevado da essência ou da origem da vida. Quem pode explicar o que é a essência da atração ou da gravidade! Ninguém hoje, contudo, se recusa a admitir todas as consequências que ressaltam de um elemento desconhecido, a atração, posto que Leibnitz tivesse outrora censurado Newton de ter introduzido na ciência “propriedades ocultas e milagres”.

Não vejo razão alguma para que as opiniões desenvolvidas neste volume firam o sentimento religioso de quem quer que seja. Basta, além disso, para mostrar quanto estas espécies de impressões são passageiras, lembrar que a maior descoberta que o homem tem feito, a lei da atração universal, foi também atacada por Leibnitz, “como subversiva da religião natural, e, nestas condições, da religião revelada”. Um eclesiástico célebre escrevia-me um dia, “que tinha acabado por compreender que acreditar na criação de algumas formas capazes de se desenvolver por si mesmas noutras formas necessárias, é ter uma concepção bem mais elevada de Deus, do que acreditar que houvesse necessidade de novos atos de criação para preencher as lacunas causadas pela ação das leis estabelecidas”.

[...] O resultado direto desta guerra da natureza que se traduz pela fome e pela morte, é, pois, o fato mais admirável que podemos conceber, a saber: a produção de animais superiores. Não há uma verdadeira grandeza nesta forma de considerar a vida, com os seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só? Ora, enquanto que o nosso planeta, obedecendo à lei fixa da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não têm cessado de se desenvolver e desenvolvem-se ainda hoje!

(Charles Darwin; tradução de Joaquim Dá Mesquita Paul)


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4.3.17

Comunicado: Edições Textos para Reflexão e Kobo

As Edições Textos para Reflexão vêm comunicar que encerrarão, a partir de hoje, a venda de e-books pela Kobo e a Livraria Cultura. Manteremos somente os e-books já em download gratuito do catálogo. Quem por acaso já comprou uma de nossas edições pela Kobo pode ficar tranquilo, o que já foi adquirido permanecerá na conta de quem adquiriu.

O motivo: temos tido dificuldades crescentes em receber os pagamentos dos royalities pela venda dos e-books na Kobo, pois eles operam com ordens de pagamento internacionais. Acaso algum dia eles venham a emitir pagamentos dentro do Brasil, provavelmente voltaremos a trabalhar com eles.

Aproveitamos para informar que nossos e-books à venda para Amazon Kindle e Saraiva Lev permanecem nessas lojas normalmente, e sem alteração de preços.

Veja nosso catálogo completo


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Lançamento: Como alcançar o sucesso e inevitavelmente morrer

As Edições Textos para Reflexão publicam novamente um livro de Igor Teo, colunista do portal Teoria da Conspiração:

"Em Como alcançar o sucesso e inevitavelmente morrer, o autor recupera o antigo estilo libertário de Michel de Montaigne para compor uma obra que nos interroga acerca da busca pela felicidade, passando por temas como amor, amizade, sucesso profissional e até mesmo a morte. Pontuada por relatos pessoais, a discussão é mais do que um questionamento filosófico, é também o relato de um percurso próprio. Numa linguagem descomplicada sem ser simplista, o leitor não será o mesmo depois de atravessar essas páginas."

Um livro digital disponível para download gratuito em pdf, ou em versão impressa, no formato "pocket book":

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22.2.17

Lançamento: A Metafísica do Amor e outras reflexões

As Edições Textos para Reflexão têm o prazer de anunciar esta edição de trechos selecionados da obra de um dos maiores filósofos do Ocidente, Arthur Schopenhauer.

Schopenhauer encontrou nas tradições do hinduísmo, do budismo, e até mesmo do misticismo cristão, o caminho possível para vencer Maya, representação ilusória e impermanente do mundo, e nos voltarmos para a Eternidade, um pensamento de cada vez. É isto que pode ser desvendado em A Metafísica do Amor e outras reflexões. Você já pode começar a ler em poucos minutos, pelo preço de um café:

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À seguir, trazemos o prefácio da edição, por Rafael Arrais:

“O mundo é a minha representação. – Esta preposição é uma verdade para todo ser vivo e pensante, embora só no homem chegue a se transformar em conhecimento abstrato e refletido. A partir do momento em que é capaz de o levar a tal estado, pode se dizer que nele nasceu o espírito filosófico.
Possui então a inteira certeza de não conhecer nem um sol nem uma terra, mas tão somente olhos que contemplam este sol, mãos que acariciam esta terra; numa palavra, ele sabe que o mundo que o cerca existe apenas como representação, na sua relação com um ser que o perceber, que é o homem ele mesmo.
[...] Nenhuma verdade é portanto mais certa, mais absoluta, mais evidente do que esta: tudo o que existe, existe para o pensamento, isto é, o universo inteiro é tão somente um objeto em relação a um sujeito, apenas percepção, em relação a um espírito que o percebe. Ou seja, é pura representação.
Esta lei naturalmente se aplica a todo o presente, a todo o passado e a todo o futuro, tanto àquilo que está longe como ao que está próximo de nós, visto que ela também é verdadeira para o próprio tempo e o próprio espaço, graças aos quais as representações particulares se distanciam umas das outras.
Tudo o que o mundo encerra ou pode encerrar depende necessariamente do sujeito que o percebe, e existe exclusivamente para tal. Assim, o mundo é representação.”

Apesar de haver muitas vezes dialogado com o velho Platão e com o seu conterrâneo e predecessor na linhagem dos grandes filósofos alemães, Immanuel Kant, foi na sabedoria oriental que Arthur Schopenhauer encontrou sua fonte eterna – mais precisamente nos Vedas hindus, e no Bhagavad Gita, o ápice de toda a sua filosofia.
Não é o que a Academia gosta de lembrar, mas toda a obra de Schopenhauer, a começar pela sua obra-prima, O mundo como vontade e representação (do qual tiramos o trecho inicial deste prefácio), é nada mais do que um comentário dos Vedas, e em diversas passagens o autor não lhes economiza elogios.
Se o mundo é nossa representação, o mundo nada mais é do que Maya – a ilusão, a transitoriedade e a impermanência são, portanto, suas características primordiais. Neste mundo cheio de desejos que de fato nunca serão totalmente satisfeitos, tudo o que podemos experimentar é a dor e a angústia de uma grande insatisfação, um vazio no peito, uma sensação estranha de que nada tem realmente um sentido de ser. Foi por conclusões assim que Schopenhauer foi chamado de “o filósofo do pessimismo”.
No entanto, há também a Vontade, a “coisa em si”, a essência da realidade, a ânsia da vida por si mesma (como chamaria mais tarde o poeta Khalil Gibran). Perto dela, somos como marionetes, a cumprir o seu maior e mais grandioso objetivo: perpetuar a vida!
Para o pensador alemão, tudo o que fazemos em Maya é executar a vontade da própria vida de se reproduzir, e reproduzir, e reproduzir, infatigavelmente... No fundo, somos todos como espelhos apontados para uma só Vontade, comandados pelo instinto, e por conta de nossa razão e intuição empoeiradas, incapazes de observar e refletir a sua luz sagrada.
Schopenhauer encontrou nas tradições do hinduísmo, do budismo, e até mesmo do misticismo cristão, o caminho possível para vencer esta representação ilusória e impermanente, e nos voltarmos para a Eternidade, um pensamento de cada vez.
A grande questão é que, apesar de seus extraordinários esforços, o filósofo ainda foi limitado pelas palavras, pela linguagem, pela racionalidade tão comum no Ocidente. Assim, talvez tenham sido poucos os que chegaram a compreender que o seu pessimismo era antes um chamamento, um incentivo a que nós mesmos nos arriscássemos também a abandonar Maya, rumo ao Nirvana, rumo a Vontade, rumo ao que em realidade existe, sempre existiu e sempre há de existir.
Mas isso ainda seria filosofia? Não sei bem. Fato é que Schopenhauer tampouco esteve preocupado com tais classificações. No fim das contas tudo pode ser resumido em algumas poucas reflexões:

O mundo é a minha representação, mas é possível transcender esta representação? E, em sendo, é possível descrever tal transcendência com palavras? Em suma, é possível relatar a face da Eternidade?

Talvez tais perguntas só possam mesmo ser respondidas pelo ser que se aventura neste caminho. E se forem de fato respondidas, temo que só mesmo ele, o caminhante, consiga compreender as respostas.
Então não custa nada tentarmos seguir neste caminho também. Talvez esta leitura, de trechos selecionados das grandes obras de Schopenhauer, O mundo como vontade e representação e Parerga e Paralipomena, seja já um vigoroso primeiro passo, ou quem sabe mais um proveitoso material de consulta para os aventureiros.

Boa viagem!

O editor.


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26.8.16

Lançamento: Dom Casmurro

As Edições Textos para Reflexão trazem até vocês mais um clássico eterno da literatura mundial, pelo preço de um café (ou gratuito, ver abaixo)!

Desta vez o autor escolhido foi Machado de Assis, e a obra, um dos seus romances mais lidos e comentados, Dom Casmurro. Em homenagem a primeira aparição de um autor clássico nacional em nossas edições, estamos disponibilizando o e-book gratuitamente na Kobo, e a preços mínimos nas demais lojas. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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Crédito da imagem: John Singer Sargent (pintura em domínio público, a mesma usada na capa da edição)

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7.8.16

Lançamento: A Metamorfose

As Edições Textos para Reflexão trazem até vocês mais um clássico eterno da literatura mundial, pelo preço de um café!

Desta vez o autor escolhido foi Franz Kafka, e a obra, o seu conto mais lido e comentado, A Metamorfose, uma das histórias mais bizarras do século passado. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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À seguir, trazemos o Epílogo da edição (cuidado, pode conter alguns spoilers):

Um clássico da literatura mundial ou uma espécie de “pegadinha literária”, com o perdão do termo? De fato, Kafka foi genial por conseguir evitar, a todo momento, que o seu leitor conseguisse responder definitivamente a tal pergunta.

É perfeitamente compreensível que muita gente não o tenha compreendido, e que alguns tenham até mesmo se sentido enojados pela temática da sua Metamorfose, mas quem poderá dizer que este também não era o seu objetivo? Quem poderá dar por certo que esta grande brincadeira literária, por vezes doce, por vezes irritante, mas sempre primorosamente elaborada em palavras, não era justamente o que tinha em mente quando se sentava para escrever?

No entanto, há acadêmicos que se negam a admitir qualquer espécie de humor, seja oculto ou não, no texto kafkiano. Para muita gente a metáfora do trabalhador disciplinado, que faz de tudo para cuidar das finanças da família, mas que não tem de fato um sentido na vida, e termina por cair em profunda depressão, é perfeitamente compatível com o inseto estranho em que resulta a metamorfose, trancado em seu quarto escuro, sujo, e incapaz de alcançar sequer a sala da própria casa.

Mas me parece inegável haver alguma espécie de humor, seja ele doentio ou como queiram chamar, no simples fato de que, apesar do absurdo da sua situação, Gregor Samsa esteja quase sempre a pensar no cotidiano e em assuntos triviais, como quando se lamenta em ter de faltar ao trabalho, ou quando está tentando a todo custo se manter inteirado das fofocas do jantar. Gregor se encontra “perfeitamente feliz”, afinal, quando consegue se manter numa posição quase que de meditação, grudado no teto do seu próprio quarto... Ora, se isso não era para ser engraçado, mesmo que de alguma forma bizarra, definitivamente o senhor Kafka é um escritor indecifrável.

Seja como for, fato é que este pequeno conto, a sua obra mais lida, ainda será lida por muito tempo, em muitos cantos diversos e épocas futuras. Esperemos que até lá, mais gente se identifique com o Gregor que corre alegremente pelas paredes do que com o inseto esmagado pelo peso do mundo, incapaz de se arrastar sequer para baixo do sofá.

O editor.

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24.6.16

Lançamento: Desperte para uma vida melhor

As Edições Textos para Reflexão publicam novamente um livro de Igor Teo, colunista do portal Teoria da Conspiração:

"A dificuldade em lidar com certos aspectos de si mesmo é uma questão frequente na atualidade. Muitas vezes precisamos procurar ajuda porque nos sentimos sucumbidos à tristeza, não controlamos a nossa raiva, não conseguimos sentir alegria ou entusiasmo pela vida, estamos excessivamente ansiosos com certos eventos, entre outros problemas de foro emocional. Por outro lado, muitas pessoas têm encontrado também na meditação um alívio para seus conflitos.

Apesar da meditação ser comumente associada a um contexto espiritual, Igor Teo explora neste livro o aspecto científico da prática, apoiado nos estudos das neurociências. Através de um método sistemático, este livro oferece aos seus leitores, além da compreensão teórica, um conjunto de exercícios para aqueles que desejam trilhar um caminho em busca de uma melhor qualidade de vida para si."

Um livro digital disponível para download gratuito, ou em versão impressa, no formato "pocket book":

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Abaixo, segue um trecho do capítulo "Ser Humano"...


Do que somos feitos?

Talvez você já tenha se feito essa pergunta. Segundo os cientistas, somos feitos da poeira das estrelas. A combinação aleatória de uma matéria originada bilhões de anos no passado no big bang, e que ao longo do tempo, devido a sucessivas transformações e ao processo evolução da espécie, fez de nós o que somos hoje. Isto é, somos matéria. Somos corpos que andam, cheiram, tocam, são tocados e interagem entre si. Mas não somos apenas isso. Também falamos, pensamos, refletimos... sentimos! Em algum momento da história da espécie, essa matéria começou a agir e reagir mais do que por simples respostas a estímulos externos do ambiente. Esse momento se deu quando adquirimos a linguagem.

Linguagem é diferente de comunicação. Muitos mamíferos superiores, como os golfinhos e abelhas, possuem um sistema de comunicação muito bem elaborado e eficiente. Mas a linguagem propriamente dita é a capacidade de utilizar meios simbólicos para se expressar, podendo um mesmo símbolo/significante ser usado em contextos diferentes. Por exemplo, dizemos que está calor quando está quente e a temperatura está alta. Mas também falamos em calor quando queremos comunicar que uma pessoa é calorosa, demonstrando um calor humano. A linguagem, deste modo, é a capacidade da utilização de símbolos como mediação entre pensamentos, emoções e seres humanos. Como ela não é fechada e unívoca constantemente está passível a “mal entendidos”. O que faz das relações humanas serem tão complexas.


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22.6.16

Lançamento: Laroyê

As Edições Textos para Reflexão, em parceria com a Like a Sir Press, publicam a sua primeira história em quadrinhos digital. E o tema é nada mais do que Umbanda para crianças!

Escrito e ilustrado pelo casal de artistas Lucy Fidelis e Roe Mesquita (que também ilustra o nosso Tarot da Reflexão), Laroyê traz um conto singelo sobre o orixá mensageiro, Exu (*). O e-book traz, como de costume, ilustrações em cores bem vibrantes, que serão melhor apreciadas no aplicativo gratuito do Kindle para tablets e smartphones. A versão impressa pode ser adquirida diretamente na editora dos autores:

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(*) Aliás, é sempre bom lembrar o que disse Marcelo Del Debbio, grande estudioso de mitologia e religiões, sobre o orixá Exu:

Assim como Hermes, Exu é o mensageiro dos deuses, seu poder é o de receber e transportar os pedidos e oferendas dos seres humanos ao Orum, o Mundo dos Deuses. É o Senhor dos Caminhos, das encruzilhadas, das trocas comerciais e de todo tipo de comunicação. Ele representa também a fertilidade da vida, os poderes sexual, reprodutivo e gerativo. Não podemos nos esquecer de que o sexo, diferentemente do que os católicos e evangélicos dizem (uma coisa de luxúria, de pecado), é na verdade um ato sagrado. Talvez por isso, por ele ser o poder sexual, os cristãos o comparem com o Demônio.
A origem do mito de associação de Exu com o Diabo vem dos Jesuítas. Quando os escravos estavam fazendo o sincretismo de suas religiões africanas com os Santos Católicos, os Jesuítas desconfiaram que havia alguma coisa errada… nas religiões africanas, não existe a figura do diabo, apenas de deuses com características humanas. Então eles encontraram um símbolo fálico representando o Exu e tiveram a “brilhante ideia” de associar o pênis ereto com o sexo (pecado) com o diabo para completar o panteão católico.
Adicione dois séculos de deturpação católica e (posteriormente) evangélica e temos a imagem do Exu como ela é nos dias de hoje.
Sem falar que normalmente a figura do Senhor Exu é colocada com chifres, rabo, pintado de vermelho, imagem bem parecida com a que os cristãos “desenham” o Diabo… Então, o Exu verdadeiro das religiões africanas nada tem em comum com o diabo lúdico, e as esquisitas estátuas comercializadas e utilizadas arbitrariamente em terreiros são frutos da imaginação de visionários que não enxergam nada além das manifestações dos baixos sentimentos em formas deprimentes, nos seres que lhes são afins.


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5.6.16

Lançamento: O Príncipe

Finalmente chegou na Amazon a nossa edição de um dos maiores tratados políticos da humanidade, O Príncipe.

Se você quer entender melhor Game of Thrones, ou a Guerra das Rosas, ou ainda a Política de ontem e de hoje, não existe tratado mais essencial do que essa pequena e polêmica pérola literária de Nicolau Maquiavel. Você já pode começar a ler em poucos minutos, pelo preço de um café:

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À seguir, trazemos o prefácio da edição, por Frater Sinésio:

Há duas boas razões para se ler este livro:

Primeira. Assim você vai saber do que todos estão falando ao usarem o termo “maquiavélico”, particularmente nas análises políticas. Tal adjetivo se tornou tão comum que é muitas vezes usado fora de contexto. Isso se torna compreensível quando percebemos que muitos dos que o utilizam nunca leram esta carta escrita por um cortesão da renascença ao seu príncipe (o “magnífico Lorenzo de Medici”). Assim sendo, uma maior familiaridade com esta obra é sem dúvida necessária para a compreensão mais aprofundada do termo, que como devem saber, se refere ao sobrenome do autor – Maquiavel.
Segunda. Este livro descreve muito bem a maior parte das situações de poder. Da política as corporações, e onde quer que existam relações de controle e influência, as observações e regras maquiavélicas serão geralmente válidas.

Assim, se tudo correr bem, você também irá descobrir que Maquiavel não é tão mau quanto acabou sendo afamado na cultura popular. O que ele estava fazendo aqui foi simplesmente descrever “as regras do jogo do poder”, que já existiam muito antes dele ter nascido e ainda existirão por muito tempo, quem sabe durante toda a história humana – ao menos enquanto perdurar a competição e o egoísmo.

As regras maquiavélicas não são nem boas nem más em si mesmas, tudo o que elas fazem é descrever um processo. O que é bom ou mau é o uso que as pessoas que compreenderam tais regras fazem delas quando alcançam posições de poder, considerando que vivemos numa sociedade que julgará suas ações de acordo com a lei e os princípios ético-religiosos mais essenciais.

Quando esses princípios são suprimidos (como na Alemanha nazista, na “Idade das Trevas” medieval ou sob os regimes comunistas totalitários), as regras maquiavélicas vestem o seu manto demoníaco, mas isso ocorre simplesmente porque elas passam a servir os interesses demoníacos de seus “príncipes”.

Já em sociedades democráticas que são perfeitamente capazes de regular e restringir o poder de seus governantes, o pensamento contido nesta obra pode produzir excelentes resultados. Um belo exemplo foi o uso que Abraham Lincoln fez de tais regras, vencendo seus adversários políticos de forma legítima, e encerrando a escravidão em seu país.

Para apreciar devidamente as lições que podem ser tomadas desta obra, se faz necessário transportar a vivência e a linguagem medieval para nossa era moderna. Por exemplo, a forma casual com a qual Maquiavel discorre sobre a necessidade de assassinar oponentes políticos era algo que fazia todo o sentido para aqueles que desejavam alcançar o poder há 500 anos atrás. Nos dias atuais, esperamos, o termo “assassinato” poderia ser traduzido em “reduzir o poder de alguém nas decisões da empresa” e/ou “retirar aquele outro do seu cargo de ministro”.

E o que alguém ganha ao ler este livro? Ora, se trata de um mapa do caminho com reflexões e lições sobre: (1) se sobressair sobre os demais numa disputa por poder; e (2) manter e expandir seu poder sobre os demais, principalmente aqueles que desejam ocupar sua posição atual.

Esta obra fala sobre colocar a conquista de seus objetivos acima de quaisquer outras considerações, sem espaço para piedade com aqueles que se encontram na mesma competição. Muitas das máximas que encontramos na mídia e na análise política, até hoje, nasceram do livro de Maquiavel: “os fins justificam os meios”; “é melhor ser temido do que amado”; “se você vai lutar contra o príncipe, mate o príncipe” etc.

Dessa forma, se trata de uma leitura essencial para qualquer um que se encontra atualmente num meio ambiente extremamente competitivo (quiçá boa parte da humanidade), e espera prosperar de alguma forma. As regras maquiavélicas simplesmente consideram que, em todo caso, o instinto humano de todos os demais já será algo egoísta.

Certamente há muitas outras formas de prosperar e sobreviver numa competição sem recorrer a tais lições. Sobretudo na modernidade, nos países de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais elevado, temos inúmeros exemplos de empreitadas altruístas e colaborativas que têm dado muito certo, mas seria ingenuidade considerar que tais exemplos já são a regra e não a exceção. Assim sendo, esta obra continua sendo muito atual, para o bem ou para o mal.

Muitos dos políticos e diretores executivos de nosso tempo são ao menos em parte maquiavélicos. O truque é usar o poder para objetivos nobres. Assim, todos os políticos e executivos que se sobressaíram sobre os demais, vencendo eleições ou competições internas em suas empresas, se acaso contaram com a ajuda de Maquiavel, não necessariamente serão maus: tudo dependerá, no final das contas, de como eles utilizarão o poder adquirido.

Assim sendo, numa sociedade onde o poder absoluto é constantemente combatido e há certas regras e limites para o que um “príncipe” pode fazer com o seu poder, toda essa competição não será de todo mal – como numa disputa darwiniana, é esperado que aqueles que alcancem o topo sejam os que detém as melhores condições para liderar.

Se é verdade que essa obra é, portanto, uma poderosa ferramenta para galgar o poder, considere fazer uso dela com toda responsabilidade, sobretudo considerando que a maldade está muito mais no uso que os príncipes fazem do poder do que no poder em si.

O editor.


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16.5.16

Lançamento: Fausto (Clássicos eternos)

Após muita reflexão e planejamento, as Edições Textos para Reflexão decidiram que era hora de trazer para vocês os maiores clássicos da literatura mundial, pelo preço de um café!

Decidimos começar com a obra-prima de Johann Wolfgang von Goethe, Fausto. Nesta edição digital revisamos cuidadosamente a gramática da célebre e secular tradução de Antônio Feliciano de Castilho, de modo a tornar o português antigo o mais legível possível, sem no entanto interferir no contexto dos versos. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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À seguir, explicamos melhor do que se trata a nossa nova coleção:

Embora tenhamos escrito incontáveis obras desde o advento da escrita, há alguma arte que parece vencer o próprio fluxo do tempo, algumas histórias que se tornaram já mitologia por onde passaram, e que já foram lidas e encenadas pelas mentes de milhões e milhões de seres humanos.

A Coleção clássicos eternos reconhece a importância de trazer esta luz para ser refletida no maior número de espelhos possível, e cada um de nós é um espelho, e a luz foi criada para ser refletida.

Assim sendo, temos o compromisso de trazer edições cuidadosamente elaboradas dos grandes gênios de outrora, por um preço acessível – principalmente por se tratar de material em domínio público.

Também os tradutores são citados e lembrados. Ora, visto que nos valemos de traduções em linguagem já secular, foi necessário revisar o português, sobretudo com relação à gramática, procurando interferir o mínimo no contexto original da tradução.

Compreendemos que o português antigo pode trazer alguma complexidade no entendimento da obra, mas recomendamos que aproveitem dos recursos tecnológicos modernos dos e-readers ou aplicativos de leitura de e-books, que já possuem dicionários embutidos, assim geralmente basta clicar na palavra desconhecida para aprender o que significa. Se tudo correr bem, além da leitura de uma obra grandiosa, ainda sairão desta aventura sabendo um pouco mais acerca do seu próprio idioma.

Nalguns casos, onde a gramática pode ser aplicada tanto no português de Portugal quanto no do Brasil, preferimos manter o original – por exemplo, entre “génio” e “gênio”, optamos por manter a grafia original, isto é, “génio”.

E agora, fiquem com mais um clássico da literatura humana...

O editor.

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7.4.16

Que tal ler nossos clássicos digitais, de graça?

Em época de crise e de vacas magras, há que se pensar em economia, mas há também que se pensar em continuar lendo e aprendendo... Mas o ideal seria poder ler e aprender com economia, não? E que tal ler e aprender de graça?

Para incentivar leitores a experimentar o seu aplicativo, a Amazon está oferecendo um crédito de R$ 10,00 em eBooks para quem baixar o aplicativo pela primeira vez até o dia 30 de abril. O Kindle está disponível gratuitamente para download nas lojas Google Play, Apple Store e Windows, e com ele é possível ler livros digitais em qualquer dispositivo, incluindo celulares e tablets, Android e iOS.

E agora que você já baixou o Kindle pela primeira vez, criou sua conta na Amazon e ganhou o crédito de R$ 10,00 para compra de eBooks, que tal escolher até cinco dos nossos clássicos digitais, cada um ao custo módico de R$ 1,99? Nós preparamos algumas listas temáticas de leitura para ajudar na sua escolha:

Bestsellers
» O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
» A Arte da Guerra, de Sun Tzu
» Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche
» Navegar é preciso, de Fernando Pessoa
» O manual para a vida, de Epicteto

Filosofia
» Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche
» O manual para a vida, de Epicteto
» A Arte da Guerra, de Sun Tzu
» Tao Te Ching, de Lao Tse
» A Vontade de Crer, de William James

Espiritualidade
» Bhagavad Gita
» Tao Te Ching, de Lao Tse
» Os Evangelhos de Tomé e Maria
» A Voz do Silêncio, de Helena Blavatsky
» O Profeta, de Khalil Gibran

Poesia mística
» Navegar é preciso, de Fernando Pessoa
» Gitanjali, de Rabindranath Tagore
» O Profeta, de Khalil Gibran
» 49 noites antes da Colheita (Sefirat ha Ômer), de Rafael Arrais
» Tudo será Céu, de Rafael Arrais

Finalmente, você ainda poderá baixar nossos eBooks gratuitos, em formato para Kindle (mobi) ou outros leitores, como o Kobo (ePub). Boa leitura!

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Crédito da imagem: Amazon

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