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12.3.14

O reformador da Igreja do Carmo

Cerca de 2.000 pessoas assistiram à missa celebrada às 11h de 09/02/14 pelo frei Cláudio van Balen (81 anos, nascido na Holanda) na Igreja Nossa Senhora do Carmo, zona sul de Belo Horizonte. O frade, ligado à ala mais progressista da Igreja Católica e defensor da Teologia da Libertação - e que há cinco décadas celebra a missa nesse horário -, havia sido afastado em janeiro pela Arquidiocese de Belo Horizonte e Província Carmelita de Santo Elias, mas retornou à função após pressão dos fiéis.

A presença de 2.000 pessoas na missa representa o dobro do público que normalmente frequentava as celebrações das 11h de domingo na igreja. O templo, que tem capacidade para 800 pessoas sentadas, foi tomado por fiéis que acabaram ocupando espaços laterais e parte do altar, e dezenas de pessoas ficaram do lado de fora da igreja.

Depois que o sinete do altar tocou três vezes, frei Cláudio van Balen entrou e foi aplaudido com entusiasmo pelos fiéis - alguns choravam. O frade, então, levantou a mão direita pedindo silêncio, e a missa pôde começar. Balen nada falou sobre o seu afastamento... [fonte: uol]

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Neste programa da GloboNews, canal de TV a cabo, o jornalista Fernando Gabeira vai atrás dessa e de muitas outras histórias que cercam o frade holandês, que mora há tantos anos no país que, além de se considerar brasileiro, ainda fala um português adocicado pelo delicioso sotaque mineiro.

"Ele nos fala de uma nova fé, sem as antigas ideias de culpa e de medo de algum julgamento; uma fé descontraída, que caminha junto com a cidadania, onde todos os atos visam um mundo melhor, uma convivência mais amorosa" - é mais ou menos isto que os fiéis de van Balen falam dele, e até mesmo por isso fica a indagação, "E por que diabos uma ala da Igreja deseja afastá-lo do seu ofício a qualquer custo?". Gabeira nos ajuda a responder:

(clique na imagem para assistir a reportagem no site da GloboNews)


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22.10.13

Os Orixás da Estrada Velha

O grande empreendedor brasileiro, Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), mais conhecido como Barão de Mauá, recebeu em 1852, a concessão do Governo Imperial para a construção e exploração de uma linha férrea, no Rio de Janeiro, entre o Porto de Estrela, situado ao fundo da Baía da Guanabara e a localidade de Raiz da Serra, em direção à cidade de Petrópolis.

A primeira seção, de 14,5 km, foi inaugurada por D. Pedro II, no dia 30 de abril de 1854. A estação de onde partiu a composição inaugural receberia mais tarde o nome de Barão de Mauá...

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Mais de um século e meio depois, a Estrada Velha da Estrela jaz relativamente esquecida e abandonada, exceto pelos devotos da Umbanda Sagrada e do Candomblé, que utilizam a vasta Natureza da região como "templo" para seus rituais de fé; e também a Coca-Cola, que deseja comprar áreas da região onde há fontes de água potável (porque será?).

Quem nos conta mais sobre o assunto é Fernando Gabeira, em seu aspecto mais genial, o de jornalista efetivamente curioso. Conforme ele mesmo diz, "minha tática com os centros espíritas foi essa: deixar que eles descrevam as cerimônias e expliquem para mim o que está se passando":

(clique na imagem para assistir a reportagem no site da GloboNews)


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