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13.5.11

Não há fronteiras

Ainda me lembro da primeira vez que subi ao Platô, uma das montanhas turísticas de Monte Verde, adorável cidadezinha do sul de Minas Gerais. Além da bela visão das montanhas da Mantiqueira, tive a oportunidade de colocar um pé no estado de Minas e outro no de São Paulo, visto que a fronteira entre os dois estados passava exatamente por aquela pedra. Eu talvez fosse muito pequeno na época, ou talvez simplesmente não tenha dado a importância ao assunto, mas fato é que, em realidade, não havia fronteira alguma ali. A única fronteira estava em nossa própria mente, na crença de que haviam fronteiras – quando nada mais havia além de vento, pedras e tufos de grama...

Na época do advento do cristianismo, os primeiros e talvez mais fiéis seguidores dos ensinamentos de Jesus foram nomeados pelos romanos como gnósticos, embora eles mesmos se intitulassem cristãos. Sabe-se que, segundo o Evangelho de Tomé – um dos taxados mais tardiamente como apócrifo, e que foi descoberto em Nag Hammadi no século XX –, o reino de Deus pode ser encontrado debaixo de alguma pedra ou dentre um galho seco partido. Isso nada mais era do que uma metáfora, certamente bem profunda e além de análises superficiais, que demonstrava que nada poderia estar efetivamente “fora de Deus”.

Estando Deus em toda parte, a edificação de grandes templos e catedrais não seria de maior valia, para nosso reencontro com seu reino, do que uma edificação mental, uma guinada de nossa própria consciência na direção do infinito... A fronteira para o reino de Deus estava em toda parte, e em parte alguma – pois que era essencialmente um estado da consciência humana.

Para o imperador Constantino, não era interessante que o cristianismo recém instalado em Roma permitisse esse tipo de religiosidade liberta. Isso ameaçaria a autoridade dos eclesiásticos e, por tabela, a autoridade do próprio imperador, que no fim das contas era a autoridade por cima dos eclesiásticos. Por razões parecidas, muitas igrejas têm se mantido pelo dogma de que formam uma comunidade de escolhidos por Deus (do grego ekklesia), e que toda a autoridade pertence aos eclesiásticos, que falam em nome de Deus – por mais absurdo que isso soe para um cristão antigo (um gnóstico).

Mas a religiosidade, a religação (do latim religare) as nossas origens – ao Cosmos ou a Deus –, não necessita desse tipo de intermédio. Muito embora seja perfeitamente compreensível que mentes afins desejem se reunir para discutir sua própria crença em conjunto (os gnósticos, os místicos judeus, os filósofos gregos, os monges budistas, todos já tinham essa prática...), essa concepção pode ser facilmente extrapolada quando um dos religiosos pretende falar em nome dos demais, ou pior, em nome de Deus. Foi dessa forma que nasceu, por exemplo, o conceito absurdo de guerra santa – uma matança desenfreada em nome de Deus, uma ignorância suprema das leis cósmicas.

Por isso que, embora todos os eclesiásticos sejam religiosos, nem todos os religiosos estão associados a uma igreja ou doutrina em específico. Há muito religiosos que, tal qual os gnósticos, ainda conseguem ver o reino de Deus em toda parte. Para estes, não há fronteiras.

Com a radicalização das doutrinas eclesiásticas na época medieval, o racionalismo científico, que já houvera florescido na Grécia e diversos outras regiões do mundo antigo, renasce em todo o seu esplendor, junto com a arte, a literatura e os novos ideais de humanismo e liberdade de pensamento. Há muitos racionalistas que, até hoje, creem piamente que toda religião é um veneno para a mente, e que somente a razão científica deve ditar os rumos de nossa cultura e sociedades. Eles também se alistaram para uma guerra santa, não em nome de Deus, mas em nome da Natureza, em nome de uma estranha ideia que mistura ciência, racionalismo, ceticismo e negação radical da subjetividade... Obviamente, não poderia ter dado certo.

Kierkegaard, filósofo e teólogo dinamarquês, questionava-se se não era possível que sua atividade como observador puramente racional e objetivo da natureza, ou seja, sua atividade científica – conforme a ciência era erroneamente interpretada já em sua época –, pudesse limitar o seu potencial como ser humano pleno. Mais recentemente, Paul Feyerabend, filósofo da ciência austríaco, valeu-se do pensamento de Kierkegaard para sua feroz crítica a metodologia científica moderna, excessivamente metódica, sem praticamente nenhum espaço para a subjetividade: “Será que a ciência como a conhecemos hoje, uma ‘busca pela verdade’ no estilo da filosofia tradicional, criará um monstro? Não será possível que uma abordagem objetiva que desaprova contatos pessoais entre entidades irá prejudicar as pessoas, torná-las miseráveis, hostis, criando mecanismos moralistas desprovidos de charme e humor? Eu suspeito de que a resposta para muitas dessas questões seja afirmativa e eu acredito que a reforma das ciências para torná-las mais anárquicas e mais subjetivas (em um sentido Kierkegaardiano) é urgentemente necessária.”

Feyerabend estava especialmente preocupado com o fato do pensamento existencial, espiritual, filosófico, estar sendo ignorado pela nova geração de cientistas que emergiu após o fim da Segunda Guerra, em plena era da corrida nuclear: “O isolamento da filosofia em uma casca ‘profissional’ própria têm trazido consequências desastrosas. A jovem geração de físicos, os Feynmans, os Schwingers, etc., podem ser brilhantes; eles podem ser mais inteligentes que seus predecessores, do que Bohr, Einstein, Schrödinger, Boltzmann, Mach e outros. Mas eles são selvagens não-civilizados, lhes falta a profundidade filosófica – e esse é o erro da própria ideia de profissionalismo que vocês hoje defendem”. Embora possa ter sido um tanto radical, a mensagem de Feyerabend atingiu um cheio a Academia, bem em seu ponto fraco e obscuro.

Ocorre que a Academia, ou o grupo de cientistas que nomeou a si mesmos como “escolhidos da Natureza”, nada mais era do que o outro lado da moeda neste interessante jogo entre as autoridades eclesiásticas e acadêmicas que tem sido jogado no Ocidente há mais de um século. Da mesma forma que os imperadores de outrora decidiam qual texto seria sagrado, e qual seria apócrifo, quais religiosos seriam salvos, e quais seriam perseguidos e esquecidos pela história (que eles próprios escreviam), alguns dos acadêmicos de hoje em dia tem tratado de tornar a ciência – a observação e o conhecimento da Natureza – uma espécie de ideologia associada à racionalidade e objetividade extremas. Dessa forma, puderam decidir, por exemplo, que Darwin e não Wallace deveria ser lembrado pela teoria da evolução (embora sejam co-autores, Wallace era espiritualista); que a ciência ocidental deveria ter preponderância sobre as outras, que foram chamadas de alternativas ou pseudo-ciências (embora a acupuntura já seja largamente utilizada no Ocidente, inclusive em animais); que todo e qualquer estudo científico que sugerisse a existência da alma fosse tratado como algo apócrifo (embora até mesmo Carl Sagan tenha admitido que o estudo com crianças que lembram vidas passadas seja intrigante).

Obviamente, e felizmente, os acadêmicos são ainda civilizados o suficiente para atacar os de pensamento contrário apenas no campo das ideias e no escoamento de verbas para pesquisas – ainda não se teve notícia de cientistas queimando religiosos em fogueiras... O importante é que não se pense a ciência e a religião como áreas hermeticamente separadas. Assim como Einstein e Bohr foram profundos conhecedores e admiradores de doutrinas espiritualistas (o deísmo espinosiano e o I Ching, respectivamente), não há nenhum bom motivo para os cientistas de hoje tratarem da religiosidade como algo apócrifo.

A questão não é se a verdade está no dogma eclesiástico ou no método acadêmico, se está na religião ou na ciência, na objetividade ou na subjetividade. A verdade é que não sabemos toda a verdade, e talvez jamais saibamos – ou, ainda que ela nos chegue por algum texto sagrado ou mensagem extraterrestre, não a saibamos interpretar corretamente.

A única verdade é que o Cosmos é algo muito, muito grande. Que a Natureza jamais nos deixará relaxar. Que ainda temos muito, muito o que desvendar dentre átomos e quarks, galáxias em agrupamentos inimagináveis, e delicadas e fluidas engrenagens de pensamento. Seja você um jovem acadêmico, teólogo, artista, filósofo, ou neófito (e, de certa forma, todos o somos), a verdade é que não há fronteiras neste reino.

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Crédito da foto: Niels Sörensen (vista do Platô em Monte Verde/MG).

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21.1.10

Espiritualismo: o que a ciência pode estudar

Nesses mais de três anos de artigos, contos e poesias, este blog nunca pretendeu negar que trata de espiritualismo, apesar de também falar bastante sobre ciência e filosofia. Para os que me acompanham a algum tempo, devem ter notado que volta e meia falei sobre questões espiritualistas com certo ceticismo (espero que na medida certa). Isso porque acredito que não devemos impor crenças adiante, é bem melhor esperar que as pessoas se convençam por si mesmas (ou não, mas é importante não haver imposição de qualquer forma)...

Embora a questão espiritualista ainda esteja na maior parte intimamente ligada a experiência subjetiva, acredito que algumas questões podem, e devem, ser analisadas pela ciência. Ao falar sobre isso, vale lembrar que a ciência não é materialista nem espiritualista, e que tanto o materialismo quanto o dualismo são apenas teorias conceituais ainda não comprovadas. Não adiantará nada, portanto, visualizar tais questões com uma opnião (ou dogma) já formada, do tipo "espíritos não existem" ou "os espíritos de luz é que sabem das coisas" - nada disso irá contribuir para que alcancemos objetivamente a compreensão desses assuntos, que permeiam a história da humanidade desde antes da invenção das linguagens. Vamos aos casos:

1. Da consciência
Os dualistas acreditam na separação mente-corpo como duas entidades separadas. Na realidade essa separação, com o avanço da neurologia, hoje é compreendida como mente (ou consciência) e cérebro. Apesar da ciência ter conquistado avanços no estudo da mente humana, ao ponto de conseguir decodificar sinais motores e fazer macacos "pilotarem" membros robóticos a meio mundo de distância, ainda não se sabe onde está a "usina cerebral", o que exatamente ativa as correntes elétricas em questões mais complexas como decisões morais ou emoções como o amor. Este é o famoso problema difícil da consciência, mas engana-se quem pensa que todos os neurologistas sejam contrários a noção do dualismo.

Sir John Eccles, neurologista vencedor do prêmio Nobel de medicina de 1963, foi talvez o mais ilustre cientista a argumentar em favor da separação entre a mente e o cérebro. Ele dizia: "Nós, como pessoas que experienciam, não aceitamos tudo o que nos é fornecido por nosso instrumento, a máquina neuronal de nosso sistema sensorial e o cérebro, nós selecionamos tudo o que nos é fornecido de acordo com o interesse e a atenção, e modificamos as ações do cérebro, através do 'eu'" - em suma, Eccles apenas defendia uma característica até mesmo óbvia que surpreendentemente escapou ao olhar atento de muitos cientistas (e ainda escapa): que alguma coisa em nós faz escolhas, simples e complexas, e que não sabemos exatamente onde esse 'eu' está fisicamente no cérebro (se é que está lá, ou apenas lá).

Outro defensor dessa teoria é Bahram Elahi, especialisa em cirurgia e anatomia. Diz ele que embora a mente e o cérebro sejam separados, a mente (ou consciência) não é algo imaterial. Ao contrário, é composta de um tipo de matéria muito sutil que, embora ainda não-descoberta, é conceituamente semelhante às ondas eletromagnéticas, que são capazes de carregar sons e figuras (e mesmo videos - figuras em movimento), e são governadas por leis, axiomas e teoremas precisos. Ele teoriza que tudo relacionado a esta "entidade" deve ser considerado como uma disciplina científica não-descoberta, e estudada da mesma maneira objetiva que outras disciplinas (como química ou biologia, por exemplo). A consciência pode, portanto, ser formada por algum tipo de substância material sutil demais para ser medida ou detectada utilizando as ferramentas científicas disponíveis hoje.

Para saber mais: Reflexões sobre a consciência

2. Da memória de vidas passadas
Muitos acreditam que "lembrar de vidas passadas" seja um delírio ocasionado por estados de consciência alterada. Entretanto, nas práticas de Terapia de Regressão de Memória a Vidas Passadas tem sido realizada a décadas nos EUA, no Brasil e no mundo, com considerável porcentagem de sucesso - ou seja, no sentido de serem benéficas para a patologia do paciente. No entanto, é óbvio que esse tipo de experiência não pode ser analisada objetivamente, e é muito difícil encontrar casos onde adultos tenham memórias vívidas o suficiente para, por exemplo, encontrar seu endereço ou árvore genealógica de vidas passadas.

Já no caso das crianças, o assunto é bem mais interessante. Desde os estudos de Ian Stevenson nos países do sul da Ásia, a ciência tem estudado de forma mais séria essa possibilidade. Até mesmo na "bíblia do ceticismo", Carl Sagan admite que a questão merece um estudo aprofundado (embora faça questão de afirmar que não crê na possibilidade das vidas passadas). Ora, se crianças podem descrever parentes de vidas passadas com exatidão, e reconhece-los ainda vivos, além de muitas vezes poderem descrever a região e o endereço de onde viveram, é porque algum tipo de informação é passada adiante, e não de mãe para filho. Aí temos uma possibilidade intrigante, mas que é avassaladoramente ignorada pela ciência moderna, independente das evidências. Algumas dessas evidências são tão fortes que fica difícil pensar em outra hipótese, como no caso do garoto americano, filho de protestantes, e que lembrou-se de outra vida onde morreu em um combate aéreo na Segunda Guerra Mundial.

Aparentemente, são os grandes traumas ou emoções fortes os únicos capazes de fazer com que, em uma suposta "outra vida", o ser se lembre do que ocorreu na vida imediatamente anterior. Aqui temos uma hipótese onde a ciência pode começar a avalisar caso a caso, embora eles sejam raros...

Para saber mais: Crianças que se lembram de vidas passadas

3. Da mediunidade
Essa é de longe a questão mais polêmica a vista, pois é atacada por duas frentes: os céticos que se escandalizam com a possibilidade, e os evangélicos que atribuem quase todas as práticas a necromancia ou "tratos com o demônio" (ainda que Jesus tenha, aparentemente, conversado com Moisés em uma tenda). Mediunidade é a capacidade de detectar os espíritos, ou consciências fora de um corpo físico, através de sentidos que a ciência ainda não compreende bem. Lógico que, a alternativa de ser tudo delírio ou esquizofrenia dos médiuns é igualmente válida. Falta no entanto a ciência explicar que tipo de delírio é esse, que dura alguns minutos e efetivamente altera o funcionamento cerebral, mas que depois deixa o médium tão normal quanto sempre fora: sem nenhuma sequela para sua vida (o que, aliás, já descaracteriza o rótulo de "doença").

Aqui no blog estudamos as cirurgas espirituais de João de Deus, e contrastamos o estudo da Associação Médica Brasileira com as alegações do dismistificador americano, James Randi, de que as cirurgias eram "truaques de mágica": fica evidente que, independente de haver ou não cura efetiva (o que não é comprovado), as cirurgias são reais. Esperamos que mais médicos tenham a coragem de continuar com o estudo em torno desse médium conhecido internacionalmente, embora tão polêmico (e não negamos: ele não é exatamente um ser iluminado, é até bem humano).

A grande questão da meduinidade é: "de onde diabos vem as informações, talentos e habilidades desconhecidos do médium, quando este está em transe mediúnico?" - Há muito tempo mostramos um vídeo com as psicopictografias de Gasparetto, este é um exemplo, pois fora do transe Gasparetto é um pintor medíocre... E o que dizer então de um dos maiores médiuns da história moderna? Chico Xavier sequer entrou na faculdade, e tinha habilidades literárias absolutamente limitadas, no entanto escreveu centenas de livros em estilos que vão desde a poesia espiritualista a divulgação científica - no seu "Mecanismos da Mediunidade", psicografado em pareceria com Waldo Vieira, separados por centenas de quilômetros - o que não impediu que os capítulos se "casassem" perfeitamente. Ora, de onde vem essas informações? Inconsciente Coletivo de Jung? Os memes de Dawkins? Para quem não ignora as evidências, essas podem ser questões para a ciência do futuro.

Para saber mais: Introdução a psicografia

4. Da projeciologia
Waldo Vieira já foi um dos grandes parceiros de Chico Xavier na psicografia de livros em conjunto. Em dado momento, porém, se desiliudiu com os rumos do espiritismo no Brasil, provavelmente por achar que estava se tornando "demasiadamente dogmático". Decidiu então abandonar o aspecto religioso, e investir no científico: há muitos anos mantém estudos quase herméticos em seu Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia. Ele insiste em criar termos técnicos que dizem algo somente aos "iniciados", mas talvez toda a base de conhecimento que ele esteja montando seja ainda um legado para o futuro, quando a neurologia finalmente chegar a um entendimento mais abrangente da consciência e suas capacidades.

Estudos objetivos, no entanto, podem ser realizados aos montes. Em documentários internacionais, são demonstradas as experiências na "academia" de Waldo Vieira, onde pessoas em projeção tentam visualizar imagens randômicas mostradas por um monitor de computador trancado em uma sala a parte. Por menor que fosse a porcentagem de acerto, ela seria surpeendente - e ocorre que ela é bem maior do que seria de se esperar. Serão fraudes tais experimentos? Os projeciologistas não se importam que céticos apareçam para estudar o fenômeno - o problema é que esse tipo de fenômeno a ciência moderna adora ignorar.

Para saber mais: Viagem astral: fora ou dentro?

5. Outros fenômenos
Ainda temos artigos que citam outras hipóteses espiritualistas que ainda não foram analisadas com maior detalhe no blog: A aparente capacidade de certos monges de ficarem dias sem comer nem beber, ou mesmo absolutamente imóveis (embora não acredite que Ram Bonjam fique realmente tanto tempo imóvel quanto afirmam, o experimento com o yogi Prahlad Jani é absolutamente válido para a ciência); Os cristais na glândula pineal, detectados pelos estudos do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, e que podem talvez explicar finalmente o mecanismo da mediunidade pela percepção de ondas eletromagnéticas; A eficácia de tratamentos alternativos como a acupuntura e a homeopatia, que atestam que ainda falta muito para a ciência estudar acerca do efeito placebo-nocebo.

Certamente temos muitos, muitos fenômenos, que merecem um olhar mais cuidadoso da ciência, independentemente da polêmica que suscitam. Os grandes cientistas e pesquisadores são aqueles efetivamente curiosos em desvelar a natureza, independentemente de crenças e descrenças que, no final das contas, nada tem a ver com a ciência em si. Talvez um pouco de anarquia, por incrível que pareça, possa efetivamente ser benéfico para a ciência moderna, pelo menos é o que pensava Paul Feyerabend. E olhem que ainda nem falei sobre o Dr. Sam Parnia e seu estudo inovador sobre as Experiências de Quase Morte (EQMs), me aguardem!

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Leitura recomendada (livros): Twenty Cases Suggestive of Reincarnation, de Ian Stevenson; Life before life, de Jim Tucker; Varieties of religious experience, de William James; A volta, do casal Leininger (sobre um caso forte de reencarnação); O que acontece quando morremos, do Dr. Sam Parnia; O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec; As vidas de Chico Xavier, de Marcel Souto Maior; Encontros com médiuns notáveis, de Waldemar Falcão.

Leitura recomendada (online): paraPsi (blog que analisa com detalhe extremo os fenômenos ditos "paranormais"); Teoria da Conspiração (blog do ocultista Marcelo Del Debbio, que analisa muitas dessas questões de forma racional, com base na mitologia); Saindo da Matrix (blog espiritualista, nesse link temos apenas os artigos sobre espiritismo).

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Crédito da foto: Photo Blues

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