“Vivemos uma epidemia de autismo nos EUA. Se nada for feito, em 2025 um em cada dois recém-nascidos será diagnosticado com autismo.” – a conclusão não é de qualquer leigo no assunto, mas de Stephanie Seneff, pesquisadora sênior do Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory no mundialmente respeitado Massachusetts Institute of Technology (MIT). A Dra. Seneff, assim como muitos outros cientistas, afirma que o autismo não é um distúrbio neurológico apenas genético – é praticamente certo que ocorra devido a fatores ambientais. Dois desses fatores estão relacionados à exposição ao glifosato e a um coquetel de metais pesados, incluindo o alumínio. “Glifosato”, guarde este nome, pois já voltaremos a ele...
Antes, é preciso falar um pouco mais sobre o autismo. Trata-se de um distúrbio neurológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação verbal e não-verbal, assim como de comportamento restrito e repetitivo.
Ninguém “pega autismo”, como se pega uma gripe ou doença sexualmente transmissível. Ou nascemos com autismo, ou não. Os pais costumam notar sinais nos dois primeiros anos de vida da criança. Os sinais geralmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com autismo alcançam o marco de desenvolvimento em um ritmo normal e depois regridem.
Segundo Temple Grandin, uma famosa autista savant (que desenvolveu grande empatia para com os animais, e pouca para com os seres humanos), autistas como ela “pensam em imagens” e, exatamente por “não serem atrapalhados pelas emoções”, estão aptos a resolver mais facilmente diversos problemas matemáticos e detectar padrões naturais que uma mente normal usualmente deixa passar em branco, simplesmente porque sua consciência está focada em aspectos, digamos, mais sociais da existência.
Mas são poucos os autistas que conseguem se destacar, como Grandin. Muitos são condenados a viver uma vida enclausurada em seu próprio mundo interno, como uma larva que entra num casulo, mas jamais chega a virar borboleta e voar para fora.
Voltando ao assunto da epidemia, mas não ao glifosato (continuem guardando o nome), há muitos americanos que desconfiam que o autismo está sendo causado por vacinas. Apesar de aparentemente absurdo, o assunto foi levado até mesmo ao recente debate dos candidatos do partido republicano à presidência dos EUA. E foi exatamente o mais cotado nas pesquisas para concorrer pelo partido, o bilionário Donald Trump, o único a defender abertamente a ideia de que, sim, as vacinas podem ter alguma relação com a tal epidemia.
Para o desespero dos médicos americanos, este assunto vem se tornando tão popular que doenças erradicadas há décadas estão retornando aos EUA, simplesmente porque alguns pais estão se recusando a vacinar seus filhos. Ora, para derrubar tal teoria, basta comparar as vacinas de hoje com as de décadas atrás, quando não havia tantos casos de autismo diagnosticados, e veremos que não, não é culpa das vacinas, ao menos não diretamente.
É aí que voltamos a Dra. Seneff e ao glifosato... A Monsanto é uma multinacional americana do ramo da agricultura e biotecnologia, sendo de longe a líder mundial na produção e comercialização de sementes geneticamente modificadas e do agrotóxico herbicida RoundUp, o mais vendido do mundo, cuja base é exatamente o glifosato.
O glifosato é um herbicida desenvolvido para matar todo tipo de ervas, usado no mundo todo, e no Brasil desde a década de 70. Há vários indícios de que ele pode ser cancerígeno, além de causar certo impacto ambiental pela destruição de bactérias que são vitais para a regeneração do solo, assim como pela má-formação de fetos de certos animais, principalmente anfíbios. Mas nada foi oficialmente comprovado, não se sabe se com a ajuda do lobby da Monsanto ou não.
A questão é que nunca se usou tanto glifosato no mundo quanto nas últimas décadas, pois a Monsanto também desenvolveu sementes geneticamente modificadas “imunes ao glifosato”, permitindo que ele pudesse ser despejado em grande quantidade sobre as plantações.
Isso significa que todos nós temos traços de glifosato na urina, e até mesmo no leite materno. Nos EUA, essas concentrações são cada vez maiores, e é precisamente aí que a teoria da Dra. Seneff começa a fazer todo sentido.
É possível que o glifosato seja inócuo para a grande maioria de nós, ou que seu efeito nocivo não seja facilmente notado, como a possibilidade de ser um agente cancerígeno. Entretanto, a coisa muda de figura quando temos a informação que ele está presente no leite materno e, dessa forma, na única dieta de um recém-nascido em seus primeiros meses de vida. É possível que o glifosato interfira na formação cerebral, já que sabemos que o homo sapiens vem ao mundo com seu cérebro ainda em plena formação, particularmente no início da vida.
Fazendo mais um “parêntesis” nessa história, vamos dar um pulo no campo espiritual... Anos atrás, quando estudei sobre o tema do autismo, eu tinha certa convicção que se tratava de uma “doença do espírito”. Isto porque, pensemos, ele só aparecia em crianças, e afetava as relações sociais, a empatia e o aspecto puramente emocional da vida. Sempre me pareceu como que uma doença programada para aqueles espíritos que “abusaram” das emoções noutras vidas, e que precisavam passar uma vida com esse aspecto “anestesiado”.
E, se tal convicção foi agora seriamente abalada por esta notícia de que o autismo pode muito bem ser causado por fatores puramente ambientais, ela não caiu inteiramente por terra em minha “rede de possibilidades” – simplesmente pelo fato de que a principal ação do glifosato nos recém-nascidos é a interrupção do bom funcionamento da glândula pineal.
Particularmente quando acompanhado de alumínio (e esse alumínio também vem das vacinas, que podem mesmo ter algum envolvimento indireto no assunto – com toda ênfase no “podem”), o glifosato interfere diretamente na boa formação da pineal, e conforme já sabemos muito pouco sobre essa glândula, sabemos menos ainda sobre o que o seu comprometimento pode acarretar. No entanto, segundo a teoria de um cientista brasileiro, Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, a relação entre o comprometimento da pineal e a baixa empatia faz todo sentido.
O Dr. Oliveira estuda a pineal há muitos anos, e como se trata de um cientista espiritualista, não se acanha ante as possíveis “funções espirituais” associadas à glândula. O que ele encontrou em seus estudos não é nada como “a sede da alma” ou algo vago, mas cristais, cristais de apatita. Ele percebeu que algumas pessoas já nascem com a pineal cheia desses cristais, enquanto outras têm poucos ou nenhum. Assim, ele fez experimentos com ambos os grupos.
Entre aqueles que possuem os cristais, os chamados fenômenos mediúnicos, assim como a percepção de campos eletromagnéticos, são muito mais significativos. Ora, no espiritualismo sabemos que a mediunidade não deixa de ser uma percepção do mundo à volta mais desenvolvida, principalmente no que tange a empatia e as emoções. É muito comum médiuns serem alertados para “tomarem cuidado com o canal aberto”, isto é, como o fato de que, para eles, os fenômenos emocionais podem ser muito mais poderosos e, por vezes, até mesmo devastadores...
E o autismo, o que é, senão o oposto da mediunidade?
Enquanto muitos médiuns têm enorme dificuldade em erguer um casulo entre o seu mundo interior e o exterior, os autistas sofrem do extremo oposto: têm dificuldades exatamente em romperem o casulo que os mantém quase que isolados do mundo social-emocional.
Tudo bem, você pode não acreditar em nada disso, mas a questão aqui não é bem crer, mas buscar por hipóteses que façam sentido, e que não sejam absurdas a priori. E ignorar a possibilidade do autismo se originar no comprometimento das funções da glândula pineal pode não ser o melhor caminho para elucidarmos tal mistério.
Em todo caso, fato é que há sim uma característica de epidemia nos casos de autismo nos EUA. Há um aumento de 75% nos registros desde 2001, e em 2014 cerca de uma a cada 68 crianças foram diagnosticadas com algum grau de autismo (enquanto em boa parte do mundo, esse número não passa de uma a cada 500). Segundo a Dra. Seneff, esse número pode chegar a uma a cada duas, em 2015. É preciso estar de olhos abertos para que os lucros de uma multinacional americana não justifiquem o custo de termos de lidar com dezenas, centenas de milhões de autistas.
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Crédito da imagem: Google Image Search/cancerfactsheet.org
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