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2.1.19

Lançamento: O Sítio do Picapau Amarelo - Reinações de Narizinho

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você a obra que inaugurou a literatura infantil no Brasil, O Sítio do Picapau Amarelo - Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Narizinho tem sete anos e é morena como jambo. Emília, a boneca de pano feita pela Tia Nastácia, acaba se tornando uma boneca falante e espevitada após engolir uma pílula mágica. Pedrinho, primo de Narizinho, mora em São Paulo com a mãe, mas adora vir passar as férias no Sítio do Picapau Amarelo, propriedade da sua avó, Dona Benta, que é exímia contadora de histórias. Esses são alguns dos personagens que têm, há quase um século, habitado o imaginário popular de muitas das crianças brasileiras, e também dos adultos que ainda não se esqueceram da sua criança interior.

Disponível em e-book na Amazon:

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13.10.16

Parem as máquinas, um bardo acaba de ganhar o Nobel!

O cantor e compositor americano Bob Dylan foi anunciado no dia de hoje o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016.

Além de ícone da música, Dylan é poeta e já escreveu dezenas de livros, assim sendo podemos de fato anunciar: um bardo ganhou o Nobel!

Ainda que não conheça muito sobre Dylan, certamente já deve ter ouvido suas músicas, senão da própria voz do artista, de muitos outros músicos que lhe regravaram e prestaram homenagens. Em todo caso, abaixo segue praticamente tudo o que precisa para começar a conhecê-lo:

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Crédito da foto: Daniel Kramer (o bardo, quando jovem...)

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26.8.16

Lançamento: Dom Casmurro

As Edições Textos para Reflexão trazem até vocês mais um clássico eterno da literatura mundial, pelo preço de um café (ou gratuito, ver abaixo)!

Desta vez o autor escolhido foi Machado de Assis, e a obra, um dos seus romances mais lidos e comentados, Dom Casmurro. Em homenagem a primeira aparição de um autor clássico nacional em nossas edições, estamos disponibilizando o e-book gratuitamente na Kobo, e a preços mínimos nas demais lojas. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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Crédito da imagem: John Singer Sargent (pintura em domínio público, a mesma usada na capa da edição)

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7.8.16

Lançamento: A Metamorfose

As Edições Textos para Reflexão trazem até vocês mais um clássico eterno da literatura mundial, pelo preço de um café!

Desta vez o autor escolhido foi Franz Kafka, e a obra, o seu conto mais lido e comentado, A Metamorfose, uma das histórias mais bizarras do século passado. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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À seguir, trazemos o Epílogo da edição (cuidado, pode conter alguns spoilers):

Um clássico da literatura mundial ou uma espécie de “pegadinha literária”, com o perdão do termo? De fato, Kafka foi genial por conseguir evitar, a todo momento, que o seu leitor conseguisse responder definitivamente a tal pergunta.

É perfeitamente compreensível que muita gente não o tenha compreendido, e que alguns tenham até mesmo se sentido enojados pela temática da sua Metamorfose, mas quem poderá dizer que este também não era o seu objetivo? Quem poderá dar por certo que esta grande brincadeira literária, por vezes doce, por vezes irritante, mas sempre primorosamente elaborada em palavras, não era justamente o que tinha em mente quando se sentava para escrever?

No entanto, há acadêmicos que se negam a admitir qualquer espécie de humor, seja oculto ou não, no texto kafkiano. Para muita gente a metáfora do trabalhador disciplinado, que faz de tudo para cuidar das finanças da família, mas que não tem de fato um sentido na vida, e termina por cair em profunda depressão, é perfeitamente compatível com o inseto estranho em que resulta a metamorfose, trancado em seu quarto escuro, sujo, e incapaz de alcançar sequer a sala da própria casa.

Mas me parece inegável haver alguma espécie de humor, seja ele doentio ou como queiram chamar, no simples fato de que, apesar do absurdo da sua situação, Gregor Samsa esteja quase sempre a pensar no cotidiano e em assuntos triviais, como quando se lamenta em ter de faltar ao trabalho, ou quando está tentando a todo custo se manter inteirado das fofocas do jantar. Gregor se encontra “perfeitamente feliz”, afinal, quando consegue se manter numa posição quase que de meditação, grudado no teto do seu próprio quarto... Ora, se isso não era para ser engraçado, mesmo que de alguma forma bizarra, definitivamente o senhor Kafka é um escritor indecifrável.

Seja como for, fato é que este pequeno conto, a sua obra mais lida, ainda será lida por muito tempo, em muitos cantos diversos e épocas futuras. Esperemos que até lá, mais gente se identifique com o Gregor que corre alegremente pelas paredes do que com o inseto esmagado pelo peso do mundo, incapaz de se arrastar sequer para baixo do sofá.

O editor.

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16.5.16

Lançamento: Fausto (Clássicos eternos)

Após muita reflexão e planejamento, as Edições Textos para Reflexão decidiram que era hora de trazer para vocês os maiores clássicos da literatura mundial, pelo preço de um café!

Decidimos começar com a obra-prima de Johann Wolfgang von Goethe, Fausto. Nesta edição digital revisamos cuidadosamente a gramática da célebre e secular tradução de Antônio Feliciano de Castilho, de modo a tornar o português antigo o mais legível possível, sem no entanto interferir no contexto dos versos. Você já pode começar a ler em poucos minutos:

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À seguir, explicamos melhor do que se trata a nossa nova coleção:

Embora tenhamos escrito incontáveis obras desde o advento da escrita, há alguma arte que parece vencer o próprio fluxo do tempo, algumas histórias que se tornaram já mitologia por onde passaram, e que já foram lidas e encenadas pelas mentes de milhões e milhões de seres humanos.

A Coleção clássicos eternos reconhece a importância de trazer esta luz para ser refletida no maior número de espelhos possível, e cada um de nós é um espelho, e a luz foi criada para ser refletida.

Assim sendo, temos o compromisso de trazer edições cuidadosamente elaboradas dos grandes gênios de outrora, por um preço acessível – principalmente por se tratar de material em domínio público.

Também os tradutores são citados e lembrados. Ora, visto que nos valemos de traduções em linguagem já secular, foi necessário revisar o português, sobretudo com relação à gramática, procurando interferir o mínimo no contexto original da tradução.

Compreendemos que o português antigo pode trazer alguma complexidade no entendimento da obra, mas recomendamos que aproveitem dos recursos tecnológicos modernos dos e-readers ou aplicativos de leitura de e-books, que já possuem dicionários embutidos, assim geralmente basta clicar na palavra desconhecida para aprender o que significa. Se tudo correr bem, além da leitura de uma obra grandiosa, ainda sairão desta aventura sabendo um pouco mais acerca do seu próprio idioma.

Nalguns casos, onde a gramática pode ser aplicada tanto no português de Portugal quanto no do Brasil, preferimos manter o original – por exemplo, entre “génio” e “gênio”, optamos por manter a grafia original, isto é, “génio”.

E agora, fiquem com mais um clássico da literatura humana...

O editor.

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31.7.13

Sobre a leitura e os livros

Texto de Arthur Schopenhauer em "A arte de escrever” (Ed. LP&M) – trechos do capítulo “Sobre a leitura e os livros”. Tradução de Pedro Süssekind. As notas ao final são minhas.

A ignorância degrada os homens somente quando se encontra associada à riqueza. O pobre é sujeitado por sua pobreza e necessidade; no seu caso, os trabalhos substituem o prazer e ocupam o pensamento [1]. Em contrapartida, os ricos que são ignorantes vivem apenas em função de seus prazeres e se assemelham ao gado, como se pode verificar diariamente. Além disso, ainda devem ser repreendidos por não usarem sua riqueza e ócio para aquilo que lhes conferiria o maior valor.

Quando lemos, outra pessoa pensa por nós: apenas repetimos seu processo mental, do mesmo modo que um estudante, ao aprender a escrever, refaz com a pena os traços que seu professor fizera a lápis. Quando lemos, somos dispensados em grande parte do trabalho de pensar. É por isso que sentimos um alívio ao passarmos da ocupação com nossos próprios pensamentos para a leitura. No entanto, a nossa cabeça é, durante a leitura, apenas uma arena de pensamentos alheios. Quando eles se retiram, o que resta? [2]

Em consequência disso, que lê muito e quase o dia todo, mas nos intervalos passa o tempo sem pensar em nada, perde gradativamente a capacidade de pensar por si mesmo – como alguém que, de tanto cavalgar, acabasse desaprendendo a andar.

Mas é este o caso de muitos eruditos: leem até ficarem burros. Pois a leitura contínua, retomada de imediato a cada momento livre, imobiliza o espírito mais do que um trabalho contínuo, já que é possível entregar-se a seus próprios pensamentos durante esse trabalho. Assim como uma mola acaba perdendo a sua elasticidade pela pressão incessante de outro corpo, o espírito perde a sua pela imposição constante de pensamentos alheios.

E, assim como o excesso de alimentação faz mal ao estômago [...], também é possível, com excesso de alimento espiritual, sobrecarregar e sufocar o espírito. Pois, quanto mais se lê, menor a quantidade de marcas deixadas no espírito pelo que foi lido: ele se torna como um quadro com muitas coisas escritas sobre as outras. Com isso não se chega à ruminação: mas é por meio dela que nos apropriamos do que foi lido, assim como as refeições não nos alimentam quando comemos, e sim quando digerimos [3].

[...] Além de tudo, os pensamentos postos em papel não passam, em geral, de um vestígio deixado na areia por um passante: vê-se bem o caminho que ele deixou, mas para saber o que ele viu durante o caminho é preciso usar os próprios olhos [4].

Nenhuma qualidade literária pode ser adquirida pelo simples fato de lermos escritores que possuem tal qualidade. Contudo, se já as possuímos in potentia, podemos evocá-las, trazê-las à nossa consciência, podemos ver o uso que é possível fazer delas, podemos ser fortalecidos na inclinação, na disposição para usá-las, podemos julgar o efeito de sua aparição em exemplos e, assim, aprender a maneira correta de usá-las; e só assim possuiremos tais qualidades in actu.

Essa é a única maneira de a leitura ensinar a escrever, na medida em que ela nos mostra o uso que podemos fazer de nossos próprios dons naturais; portanto, pressupondo sempre a existência deles. Sem eles, não aprenderemos coisa alguma pela leitura, a não ser uma forma fria e morta, de modo que não nos tornaremos nada mais do que imitadores banais [5].

[...] Quem não sentiria vontade de chorar, à vista dos grossos catálogos editoriais, se pensasse que, de todos aqueles livros, já em dez anos não haverá nenhum vivo. Ocorre na literatura o mesmo que na vida: para onde quer que alguém se volte, depara-se logo com o incorrigível vulgo da humanidade. [...] Isso explica a quantidade de livros ruins, essa abundante erva daninha da literatura que tira a nutrição do trigo e o sufoca. Pois eles roubam tempo, dinheiro e atenção do público, coisas que pertencem por direito aos livros bons e a seus objetivos nobres, enquanto os livros ruins são escritos exclusivamente com a intenção de ganhar dinheiro ou criar empregos [6].

Nesse caso, eles não são apenas inúteis, mas realmente prejudiciais. Nove décimos de toda a nossa literatura atual não têm nenhum outro objetivo a não ser tirar alguns trocados do bolso do público: para isso, o autor, o editor e o crítico literário compactuam [7].

Um golpe pior e mais maldoso, porém mais digno de consideração, foi dado pelos literatos, pelos escritores prolixos que fazem da literatura o seu ganha-pão, contra o bom gosto e a verdadeira formação da época, possibilitando que eles levem todo o mundo elegante na coleira, tornando-o adestrado a ler no momento certo, isto é, fazendo todos lerem sempre a mesma coisa, o livro mais recente, a fim de ter um assunto para conversar em seu círculo.

[...] Como as pessoas leem sempre, em vez dos melhores de todos os tempos, apenas a última novidade, os escritores permanecem no círculo estreito das ideias que circulam, e a época afunda cada vez mais em sua própria lama [8].

Por isso é tão importante, em relação ao nosso hábito de leitura, a arte de não ler. Ela consiste na atitude de não escolher para ler o que, a cada momento determinado, constitui a ocupação do grande público [9]. [...] Quanto às obras ruins, nunca se lerá pouco quando se trata delas; quanto às boas, nunca elas serão lidas com frequência excessiva. Livros ruins são veneno intelectual, capaz de fazer definhar o espírito.

Para ler o que é bom uma condição é não ler o que é ruim, pois a vida é curta, e o tempo e a energia são limitados.

***

[1] Vale lembrar que na época de Schopenhauer os pobres trabalhavam por quase todas as horas despertas de seus dias, sobrando muito pouco tempo livre para o lazer que, em todo caso, devido ao analfabetismo geral, geralmente nada tinha o que ver com livros.

[2] O autor faz um elogio da leitura como “fuga da realidade” sem se esquecer de seu maior perigo: a alienação pela fossilização da capacidade de pensar por si mesmo. Na sequência ele fala do problema e de como remedia-lo.

[3] Apesar da metáfora meio bruta com a ruminação, Schopenhauer está falando de algo essencial a todo leitor, estudante ou buscador da sabedoria: a reflexão. Não à toa este blog tem o título que tem :)

[4] Neste curto parágrafo o autor resume todo o problema da linguagem e das palavras: serão sempre, como bem disse o poeta John Galsworthy, tão somente cascas de sentimento. Nenhum manual de natação poderá algum dia nos fazer experimentar exatamente o que sente aquele que mergulha no mar – somente saberemos ao mergulharmos nós mesmos.

[5] Khalil Gibran resumiu o tema numa frase: “Homem algum poderá revelar-vos senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento”. Alcançar, desvelar e desenvolver aos próprios dons naturais é e sempre será muito mais importante do que o mero acúmulo mental de frases, citações e histórias de outros autores.

[6] Se já criticava ferozmente a crescente produção de livros irrelevantes naquela época, imagina o que o autor acharia do atual mercado editorial!

[7] Não é de surpreender que Schopenhauer tenha feito tão poucos amigos, e tantos inimigos, no meio acadêmico de sua época. Entretanto, apesar de não medir as palavras que utilizava, ele falava muitas verdades inconvenientes. De fato, até hoje as coisas não mudaram quase nada.

[8] As Edições Textos para Reflexão foram criadas também no intuito de remediar um pouco este quadro que, afinal, dura até hoje. Lá irão encontrar grandes obras em domínio público, e pelo preço de um café (no caso das versões digitais). Obs.: Infelizmente não há nenhuma tradução de Schopenhauer para o português em domínio público, mas temos uma de Nietzsche já publicada.

[9] Muito embora, em raríssimas ocasiões, o “grande público” seja incitado a ler obras grandiosas, como por exemplo os livros de J. R. R. Tolkien, na ocasião do lançamento das versões deles nos cinemas mundiais.

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Crédito da imagem: Joel "Boy Wonder" Robinson

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27.5.13

O homem que não acreditava em rebanhos

Neste documentário português sobre o lendário Livro do Desassossego, temos não somente um retrato (ou uma tentativa de retrato) de quem foi Fernando Pessoa, como uma associação de toda a história de sua vida e de seus momentos solitários a escrita do "não livro" do seu semi-heterônimo, o "quase eu", Bernardo Soares.

Pessoa, o homem que foi muitos, e que não acreditava em rebanhos, mas sim na essência única de cada alma, deixou tais escritos inacabados, por publicar. E só foram publicados muitos anos após sua morte, em 1982. É um livro sem forma, sem tempo, um sonho parcialmente capturado pelas palavras:

Veja também:

» O ano do desassossego (trechos do livro neste blog)

» Lançamento: Navegar é preciso (neste livro digital editado por mim, há dois capítulos com vários trechos selecionados do livro)

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8.5.12

La Despedida

Em 2007 foi lançado o filme O amor nos tempo de cólera, baseado no livro homônimo de um dos maiores escritores latino americanos da história: Gabriel García Márquez (publicado em 1985). O escritor colombiano, por iniciativa própria, convidou sua conterrânea, Shakira, para compor e cantar algumas músicas na trilha sonora do filme. Esta é La Despedida, composta em parceria com Antonio Pinto (filho do cartunista Ziraldo), cantada ao vivo em Las Vegas, no evento de lançamento do filme:

Imaginem se todos os astros da música pop pudessem se dedicar mais a arte de verdade, e menos a "música comercial"? Imaginem se a música pop, e todas as outras, fossem apenas "a música"? Fosse assim, ouviríamos algo como isso nas rádios... (ok, me desculpem, foi apenas um devaneio)

***

Não há mais vida, não há
Não há mais vida, não há
Não há mais chuva, não há
Não há mais brisa, não há
Não há mais riso, não há
Não há mais pranto, não há
Não há mais medo, não há
Não há mais canto, não há

Leva-me... Aonde estiveres, leva-me
Leva-me... Aonde estiveres, leva-me

Quando alguém se vai, o que fica...
Sofre mais
Quando alguém se vai, o que fica...
Sofre mais

Não há mais céu, não há
Não há mais vento, não há
Não há mais céu, não há
Não há mais fogo, não há
Não há mais vida, não há
Não há mais vida, não há
Não há mais raiva, não há
Não há mais sonho, não há

Leva-me... Aonde estiveres, leva-me
Leva-me... Aonde estiveres, leva-me

Quando alguém se vai, o que fica...
Sofre mais
Quando alguém se vai, o que fica...
Sofre mais [x2]
Sofre mais...

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6.3.12

A Igreja do Livro Transformador

Hoje me filiei a uma nova Igreja; sou o mais novo fiel da Igreja do Livro Transformador:

A ideia foi concebida pelo escritor Luiz Ruffato primeiramente como uma brincadeira, onde as pessoas dariam seus testemunhos sobre os livros que deram outros rumos para suas vidas. Aos poucos a ideia foi ganhando mais forma e adeptos não só em eventos literários, mas também pelo Brasil afora, e vem sendo divulgada na web pelo site literário Interrogação.org.

Os fiéis desta distinta Ekklesia devem tão somente reconhecer que os livros mudaram sua vida, e dar algum depoimento acerca deste evento mágico... Então, aqui vai o meu:

Poderia citar em realidade 3 momentos distintos, igualmente mágicos, acerca do meu "despertar" para os livros nesta vida: o primeiro ocorreu ainda antes de eu saber ler, quando folheava quadrinhos de super-heróis (da Marvel e DC, publicados na época pela Ed. Abril) e compreendia alguma parte das histórias apenas admirando as figuras, isto quando não perturbava a paciência do meu pai para que ele lesse para mim; o segundo ocorreu quando li O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, pela primeira vez, o que despertou em mim uma espécie de "espanto persistente" perante aqueles mundos fantásticos de pura imaginação, embora soubesse (e ainda saiba, espero) diferenciar muito bem a fantasia da realidade; o terceiro foi quando li o Fédon (ou Da alma), de Platão, e sentia claramente que estava tão somente relendo uma história muito querida, que já conhecia - daí foi um pulo para chegar aos outros grandes livros sagrados, a filosofia, a poesia e a divulgação científica. Se tem alguma coisa de material que possa realmente chamar de "tesouro", sem dúvida são os meus livros, assim como algumas histórias em quadrinhos memoráveis.


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