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21.12.18

Espíritos obssessores

XV .:.

"Vez por outra sinto uma fortíssima vontade de fumar ou mesmo de consumir bebidas alcoólicas, já me acostumei com este fenômeno que se dá principalmente quando estou em grupos mais heterogêneos; o detalhe é que nunca fumei e tenho ojeriza ao álcool. Mas agora fico mais tranquilo, e consigo identificar que não sou eu a exata fonte de tão exóticos desejos. 

{Por favor: não cabe aqui uma recriminação contra o fumo e a bebida, ambos podem ser até mui luminosos. Existem monges especializados em produzir as melhores cervejas/vinhos do mundo, personalidades de altíssimo nível que fumam e abstêmios que são piores que o Cão chupando pimenta!}

Bares de rua, por exemplo, me são ambientes ainda mais confusos; as múltiplas setas dos vícios e entidades sedentas são mais difíceis de bloquear; tão forte é sua atuação nestes que me são visíveis como sombras feitas de agonia & escuridão, com a contraditória habilidade de se 'arrastarem com celeridade'. Por isso os evito. 

Observe que ninguém está sozinho. Ninguém faz nada sozinho! Todo hábito, toda ansiedade, desejo, gana e querença encontra no plano astral seus respectivos cúmplices, torcedores e parceiros. 

Entidades desencarnadas e entes não humanos de diferentes matizes associam-se aos encarnados para com estes degustarem os sabores da gula, do fumo, do álcool, do sexo e outros tantos, sorvendo junto a energia vital de seus hospedeiros.

Muitos casos de tristeza profunda, falta de força, perda de energia, abatimento físico e confusão mental tem nestes vampiros astrais uma de suas principais fontes. 

Eles farão de tudo para que se continue sob os grilhões do vício, dependem disto para uma sobrevida, ainda que esta custe a vida de suas 'mulas'. 

A chave está em saber identificar estes pontos fracos, substituí-los por novos pensamentos e hábitos; está em criar uma profunda conexão com os Guardiões pessoais, mantendo os olhos no Alto; está em só por hoje resistir (só por hoje!), e focar no mais elevado ideal de si."

Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz – Contato: facebook.com/ mongerosacruzcacianocompostela

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Crédito da imagem: Alexandre Godreau/unsplash

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2.1.18

A jornada dos ratos

Fico feliz de começar o ano novo do blog com esta pérola de Steve Cutts, Hapiness (Felicidade), um curta de animação sobre a jornada dos ratos em busca de felicidade e significado em suas existências:

Eu poderia, é claro, falar muitas coisas acerca deste curta que não tem de fato diálogo algum, mas creio que Alan Moore já resumiu tudo para mim, então aqui vai (trecho do documentário The Mindscape of Alan Moore):

Muitos dos magos como eu entendem que a tradição mágica ocidental é uma busca do Eu com "E" maiúsculo. Esse conhecimento vem da Grande Obra, do ouro que os alquimistas buscavam, a busca da Vontade, da Alma, a coisa que temos dentro que está por trás do intelecto, do corpo e dos sonhos. Nosso dínamo interior, se preferir assim. Agora, esta é, particularmente, a coisa mais importante que podemos obter: o conhecimento do verdadeiro Eu.

Assim, parece haver uma quantidade assustadora de pessoas que não apenas têm urgência por ignorar seu Eu, mas que também parecem ter a urgência por obliterarem-se a si próprias. Isto é horrível, mas ao menos vocês podem entender o desejo de simplesmente desaparecer, com essa consciência, porque é muita responsabilidade realmente possuir tal coisa como uma alma, algo tão precioso. O que acontece se a quebra? O que acontece se a perde? Não seria melhor anestesiá-la, acalmá-la, destruí-la, para não viver com a dor de lutar por ela e tentar mantê-la pura. Creio que é por isso que as pessoas mergulham no álcool, nas drogas, na televisão, em qualquer dos vícios que a cultura nos faz engolir, e pode ser vista como uma tentativa deliberada de destruir qualquer conexão entre nós e a responsabilidade de aceitar e possuir um Eu superior, e então ter que mantê-lo.

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Crédito da imagem: Steve Cutts/Divulgação (Hapiness)

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