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14.9.14

O lado animal

Nas tradições místicas em geral o que muitos chamam de "desejos do corpo" está associado ao chamado lado animal. Rumi o chamava de Asno. Mas o interessante é que o lado animal não é algo que exista para ser exterminado, pois neste caso o "extermínio" nada mais será do que o "varrer para debaixo do tapete da consciência". E, quanto mais demônios internos pensamos exterminar, mais e mais Inferno se forma em nosso inconsciente... Até o dia da faxina!

O lado animal não existe para ser exterminado, mas para ser domesticado. E é precisamente nesta domesticação que aprendemos a ser angelicais, por pura dualidade: nos tornamos amigos de nossos demônios internos, os compreendemos e perdoamos, e assim nos tornamos anjos... Afinal, se os anjos moram no Céu, é no Inferno que eles trabalham.

Já o pecado nada mais é do que errar o alvo. Pensar no pecado como algo intransponível e sem solução é, muitas vezes, apenas a desculpa daqueles que desistiram de acertar o alvo. "Já estou no Inferno mesmo, qual a diferença?"... Ora, a diferença é que é exatamente por estarmos no Inferno que devemos buscar o Céu.

O Céu é o alvo, mas não chegaremos lá necessariamente após a vida, nem pelo julgamento de algum deus estranho. O Céu já está espalhado por tudo o que há, só nos faltam olhos preparados para o enxergar!

***

Crédito da imagem: Katerina Plotnikova

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1 comentários:

Blogger Vinícius Dalí disse...

Já dizia Jung, excesso de instintos transforma homens cultos em selvagens; falta de instintos nos torna animais doentes.

16/9/14 20:04  

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