24.4.15

A gravidade, a eletricidade e o magnetismo

Neste momento
partículas do todo
bailam junto a gravidade,
a eletricidade e o magnetismo:
elas estão à sua volta,
elas são o seu corpo,
a divina imaginação da vida
tornada ser!

Meus irmãos e irmãs,
andarilhos e exploradores do cosmos,
nós também somos parte de tais ciclos:
o ciclo da luz,
o ciclo do carbono,
o ciclo das infinitas formas,
das mais belas espécies,
das mais belas almas,
que dançam junto a gravidade,
a eletricidade e o magnetismo...

Viemos da poeira
espalhada pelas fornalhas
que ainda salpicam, até hoje, a noitinha:
uma festa antiga,
um cosmos ancestral,
uma incomensurável procissão de sóis
rumo a sabe-se lá onde!

E, se as estrelas são deusas,
nós também somos da raça dos deuses,
e cada relva a nascer
dentre pequenas rachaduras no concreto,
e cada abelha a sugar o néctar
e polinizar o mundo,
e cada ave migratória no céu,
e cada golfinho brincalhão no mar,
e cada felino a correr
atrás de torvelinhos pelo campo:
tudo é da raça dos deuses,
todos são filhos de Gaia
e deste baile eterno da gravidade,
da eletricidade e do magnetismo...

Ó andarilhos, ó exploradores, ó sábios,
nós já compreendemos tanto...
Mas ainda falta saber
como um punhado de poeira,
de rochas e barro e água fervente
deu origem a deuses,
a deuses!

raph'15

***

Crédito da imagem: BordomBeThyName

Marcadores: , , ,

16.4.15

As maravilhas da vida

Entre os genuínos amantes da ciência e, sobretudo, da Natureza, é difícil encontrar algum que, já tendo assistido o Cosmos de Carl Sagan, não tenha se apaixonado a primeira vista...

A todos esses, a mera menção de uma frase, “o Cosmos é tudo o que é, ou foi, ou nalgum dia será”, dá um certo calafrio na alma, talvez porque seja precisamente lá, na alma, que a mensagem de Sagan nos tenha tocado da forma mais profunda.

Recentemente, Ann Druyan, viúva de Sagan e uma das redatoras do Cosmos, se juntou a National Geographic para produzir o novo Cosmos: Uma Odisseia no Espaço. No entanto, embora a série conte com o carisma de Neil deGrasse Tyson e todas as vantagens da tecnologia moderna, ainda assim não pode ser comparada ao original.

Também Morgan Freeman tem nos presenteado há alguns anos com o seu brilhante Grandes Mistérios do Universo, uma produção da Discovery Channel. Mas, mesmo tendo surpreendido a todos ao demonstrar que além de ser um ator monumental, é também um grande apresentador de divulgação científica, ainda assim, não é como Sagan...

Teria alguém, afinal, se aproximado da maestria de Sagan em 1980? Bem, eu não estaria escrevendo isso se não houvesse encontrado este cara:

Brian Cox é um inglês com pinta de Keanu Reeves. Não é para menos, apesar de parecer um cara perfeitamente normal, ele traz no seu currículo um doutorado em física de partículas, a participação, como tecladista, em ao menos duas bandas de pop rock, e o cargo de professor e pesquisador da Universidade de Manchester. Vocês devem imaginar que sujeitos com doutorado em física já não são lá tão normais, somando a isso o fato de ter iniciado a carreira como músico de uma banda de rock, bem, temos no mínimo uma mistura interessante não?

Mas o que o aproxima definitivamente de Sagan é simplesmente a sua paixão pela Natureza. Paixão essa que parece ter descoberto exatamente no Cosmos, mas que soube nos apresentar noutro formato. De fato, o professor Cox nunca pretendeu igualar Sagan, mas em suas escaladas de montanhas, em seus mergulhos no oceano, em suas explorações de cavernas e florestas tropicais, talvez tenha ido até mesmo além do mestre. É para isso que os mestres existem, afinal...

Com vocês, os 5 episódios de uma das séries que o professor Cox já apresentou para a BBC, Maravilhas da Vida [1]. O segundo episódio, em particular, é uma das conquistas mais extraordinárias da história da divulgação científica:


1. O que é a vida?
Neste episódio, Brian Cox visita o “Anel de Fogo”, no sudeste asiático. Numa região vulcânica, Brian explora a linha ténue que separa a vida da morte e coloca em xeque uma das questões mais antigas do mundo: o que é a vida? A resposta habitual remete para o sobrenatural, como é visível nas celebrações anuais do Dia dos Mortos nas terras altas das Filipinas. Brian propõe uma resposta alternativa ligada ao fluxo de energia que percorre o universo.


2. O universo em expansão
Em meio à rica história natural dos Estados Unidos, o professor Cox encontra criaturas surpreendentes que revelam como os sentidos evoluíram. Cada animal na Terra interage com o mundo de uma maneira diferente, usando um conjunto exclusivo de sentidos para detectar seu ambiente físico. A partir de organismos unicelulares para os seres sencientes, mais complexos. Brian acha que, ao longo de 3,8 bilhões anos, os sentidos têm impulsionado a vida em novas direções, nos levando a nossa própria curiosidade e inteligência.


3. Infinitas formas mais belas
O universo é quase totalmente desprovido de vida. A Terra, o planeta que chamamos de lar, parece desafiar as leis da física. Ela está repleta de vida de todas as cores, formas e tamanhos. Ninguém sabe ao certo quantas espécies diferentes estão vivas neste exato momento, o nosso melhor palpite é que seja perto de 8,7 milhões. Neste documentário, o professor Cox pergunta como, a partir de um cosmo sem vida governado pelas leis da física e da química, é possível que um planeta possa produzir tamanha maravilha.


4. O tamanho importa
Neste episódio, Brian viaja ao redor da Austrália para explorar a física do tamanho da vida. Começando com os maiores organismos do nosso planeta, de florestas de árvores gigantes de eucalipto, para os mares, nos levando até o gigante do oceano – o grande tubarão branco. A partir da segurança de uma gaiola de aço, Brian explica como os distintos contornos simplificados do grande tubarão branco foram moldadas pela física da água.


5. Nosso lar
Até onde sabemos, existe apenas um lugar no universo em que a vida conseguiu se originar: a Terra. Mas por quanto tempo esta resposta vai permanecer insatisfatoriamente conclusiva? Os astrônomos estão à beira de encontrar outros mundos semelhantes à Terra. O professor Cox pergunta o que é necessário para transformar um pequeno pedaço de rocha no espaço em um ambiente com vida.

***

[1] Outras séries do mesmo apresentador que merecem menção: Maravilhas do Sistema Solar, Maravilhas do Universo e Universo Humano.

Crédito da imagem: Google Image Search/BBC/Divulgação (Brian Cox)

Marcadores: , , , , , , , ,

14.4.15

A campanha

As estrelas são testemunha
do meu desejo de menino:
ser um grande herói,
quem sabe um sábio,
ou até mesmo um mago...
Aquele, enfim, que poderia consertar
todos os males do mundo
de um só golpe.

As estrelas são testemunha
do quanto sofri ante olhares
incapazes de ver ou sentir
ou sequer perceber, de relance,
todos os milagres atômicos
a eclodir e dançar junto a poeira cósmica,
a rodopiar pela brisa sideral,
desde a eternidade.

Mas que mago que nada!
Um sábio sabe apenas de si,
e o maior dos heróis
é aquele que vence a si mesmo,
o grande conquistador
dos reinos de adentro...

Hoje já iniciamos a nossa campanha:
os bons aventureiros foram convocados,
as provisões, estocadas nas mochilas,
as orações, guardadas no coração,
e, na mesa da taverna, o mapa aberto,
a cartografia da alma,
onde marcamos todo o percurso
desde aqui até a Grande Montanha.

Assim, na noite em que chegarmos ao cume,
lendas antigas serão cantadas,
e novas histórias serão escritas,
e todos nós celebraremos juntos,
e todas as estrelas serão testemunha
de que deixei de lado as artes mágicas
em busca de um ofício deveras mais importante:
a arte de se posicionar espelhos.

raph'15

***

Crédito da imagem: Chris Rose

Marcadores: , , ,

8.4.15

Adão e Eva eram negros

É bem provável que a maioria dos cientistas não creia, ao menos literalmente, que Adão e Eva foram os primeiros seres humanos. Mas, fato é que os primeiros seres humanos, sejam quais fossem os seus nomes, eram negros. Neste caso já não é uma questão de crença, a ciência já tinha fortes evidências de que o homo sapiens se originou na África [1], e recentemente, com o estudo do genoma humano, chegou à conclusão que a pele branca, clara ou pálida é resultado de uma mutação relativamente recente em nossa história evolutiva.

O estudo, apresentado na 84ª reunião anual da Associação Americana de Antropologia Física, realizada em março de 2015 nos EUA, oferece fortes evidências que os europeus modernos não se parecem muito com os de 8 mil anos atrás.

Um time internacional de cientistas analisou o genoma dos restos de 83 indivíduos encontrados em sítios arqueológicos espalhados pela Europa. Os resultados apontam que a população europeia moderna é uma mistura de pelo menos três antigas populações que chegaram à Europa em diferentes migrações nos últimos 8 mil anos. Comparando com dados do Projeto 1000 Genomas, os cientistas conseguiram encontrar quatro genes associados com as mudanças na pigmentação da pele que passaram por forte processo de seleção natural.

Os cientistas encontraram dois genes diferentes relacionados com a coloração da pele, além de um outro, ligado aos olhos azuis e que também pode contribuir para a pele clara e o cabelo louro. Os humanos modernos que migraram da África para a Europa há cerca de 40 mil anos tinham a pele escura, o que é uma vantagem para regiões ensolaradas. E o estudo confirma que há 8.500 anos, povos caçadores e coletores na Espanha, Luxemburgo e Hungria também possuíam a pele escura, pois eles não tinham os genes SLC24A5 e SLC45A2, que levaram à despigmentação e à pele pálida dos europeus atuais.

Mas no extremo norte, onde os baixos níveis de luz favorecem a pele branca, os pesquisadores encontraram um panorama diferente entre os povos caçadores e coletores: sete corpos do sítio arqueológico de Motala, no sul da Suécia, datados em 7.700 anos, possuíam ambos os genes ligados à pele clara, assim como um terceiro, o HERC2/OCA2, que causa os olhos azuis [2]. Dessa forma, segundo o estudo, os povos caçadores e coletores do Norte da Europa já possuíam a pele pálida, mas os das regiões centrais e sul tinham a pele escura.

Então, os primeiros povos agricultores chegaram à Europa, há 7.800 mil anos, vindos do Oriente Próximo, também carregando os dois genes em questão. Eles se misturaram às populações caçadoras e coletoras e espalharam o gene SLC24A5 pelas regiões Central e Sul da Europa. A outra variante, o SLC45A2, se manteve em níveis baixos de penetração até 5.800 atrás, quando começou a se espalhar pelo continente.

O estudo não especifica porque esses genes passaram por tamanho processo de seleção, mas existe a teoria que a despigmentação serviu para maximizar a síntese de vitamina D, conforme afirmou a paleoantropóloga Nina Jablonski, da Unversidade do Estado da Pensilvânia. Pessoas que vivem em altas latitudes não recebem radiação UV suficiente para sintetizar a vitamina, então a seleção natural pode ter favorecido duas soluções genéticas para a questão: evoluir a pele clara para absorver mais radiação e favorecer a tolerância à lactose, para se digerir os açúcares e a vitamina D encontrados no leite.

“O que nós imaginávamos como um entendimento simples sobre o surgimento da pele despigmentada na Europa, é um emocionante trabalho da seleção” — disse Nina, em entrevista à revista Science — “Esses dados são interessantes porque mostram como se deu a evolução recente.”

Enquanto em boa parte de nossa história o racismo teve suporte na cultura geral, em algumas doutrinas de religiosos equivocados, em filosofias empobrecidas, em políticas públicas desconexas, e até mesmo na própria ciência, é um alento perceber como estavam certos todos aqueles que contemplaram a Natureza e perceberam há eras, pelas mais diversas vias, que somos todos uma única raça. E foi a própria Natureza quem nos contou: o estudo do genoma humano deixa muito claro e cristalino que tudo aquilo que um dia foi chamado de “raça humana” se resume a pequenas diferenças de tonalidade da pele, além de características faciais e capilares, que nem de longe são suficientes para delimitar mais de uma raça de homo sapiens no globo.

De fato, a única outra “raça humana” com quem já convivemos já está extinta, mas há resquícios dela em partes de nossos genes. Os neandertais e os homo sapiens tiveram um breve período de coexistência no Oriente Médio, quando chegaram a gerar filhos uns dos outros. Mas, enquanto os homo sapiens partiram para dominar a Ásia, a Oceania e as Américas (através da Ponte Terrestre de Bering, que hoje derreteu), os neandertais preferiram, por alguma razão, continuar no próprio Oriente Médio e na Europa... Nalgum dia histórico da pré-história, os homo sapiens finalmente decidiram adentrar a Europa, e encontraram seus primos entre uma e outra caçada. O que terão pensado uns dos outros? Teria a tradição oral de suas tribos selvagens conservado as histórias de suas origens em comum? É quase certo que não – é quase certo que se entenderam como seres completamente distintos.

Se há uma “raça pura” entre os homo sapiens, ela é composta precisamente pelos raros povos ancestrais africanos que chegaram aos dias atuais sem jamais terem saído do Continente Mãe. Enquanto a lendária “raça ariana” é na realidade uma grande mistura de migrações genéticas, onde se incluí até mesmo parte do DNA neandertal, a única vertente “pura” dos homo sapiens é negra e africana, como Adão e Eva.

E, se a sedução de pertencer a uma suposta “raça superior” é muitas vezes motivo suficiente para que muitos de nós abandonem o bom senso e as lições de boa convivência, talvez seja a hora de levantarmos um alerta: o racismo não é uma questão de ser ou não politicamente correto, de se ter ou não uma boa capacidade de convivência, o racismo é uma questão de profunda, profundíssima ignorância.

Se nos dias atuais nossos irmãos que carregam os genes de nossa pele original já conseguem ser aceitos e amados quando são craques em seus times de futebol, ou até mesmo quando se tornam presidentes de potências mundiais, isso é muito bom, mas ainda não é o bastante...

Pois se mesmo tais craques da bola volta e meia ainda são obrigados a conviver com torcidas de mentalidade pré-histórica, que se aprazem em atirar bananas nos gramados, e mesmo se em países de primeiro mundo, governados por um presidente de pele negra, nossos irmãos ainda são mortos por policiais com tiros pelas costas, é porque ainda há muita ignorância ainda por ser depurada.

E como vencer a ignorância da alma, senão pela educação da alma?

E como perpetuar a ignorância, senão por uma educação corrompida?

Sim, Adão e Eva, e todos nós, somos negros, pois é negra a nossa cor original, e é negro o continente de onde todos nós um dia saímos para conquistar a Terra. Sim, o Éden, afinal, também é africano... Está na hora de começarmos a reconstruí-lo, no mundo inteiro.

***

[1] Embora também existam outras teorias que afirmam que ele pode ter se originado tanto na África quanto na Ásia Central e na Europa. Em todo caso, o que nos importa neste artigo é que há fortes evidências de que os primeiros homo sapiens eram negros, seja onde tenham surgido.

[2] Novos estudos científicos e antropológicos levam a crer que a própria distinção da cor azul é algo recente em nossa história.

Crédito da imagem: Karin Miller

Marcadores: , , , , , , , , , , ,

6.4.15

Lançamento: A espiritualidade do dia a dia

As Edições Textos para Reflexão retornam com nosso primeiro livro em coautoria.

Em A espiritualidade do dia a dia, Marco Marcon, teólogo e ex-participante do BBB15, convida Rafael Arrais, autor deste blog, para um diálogo acerca de Deus, do sentido da vida, da fé, da espiritualidade e do sacrifício.

Um livro já disponível nas versões digital (Amazon Kindle) e impressa (Clube de Autores):

Comprar o eBook (Kindle) Comprar a versão impressa*

(*) Obs.: Recomendamos que realizem a compra no Clube de Autores através de um Laptop ou PC, pois o site tem problemas com a versão para celulares e tablets. Podemos garantir que a compra é segura.

***

A seguir, um trecho da Introdução da obra:

Por muitos anos eu assisti o Big Brother Brasil, da Rede Globo, esperançoso que em meio às intrigas e fofocas, e a despeito de ser um jogo social, alguns participantes mais esclarecidos pudessem levantar temas importantes para o debate nacional, ou que falassem de arte, filosofia, religião etc.

Quando meu amigo, Marco Marcon, foi chamado para o programa deste ano de 2015, achei que minha esperança finalmente se concretizaria. Afinal, eu já havia conversado com ele sobre a mística católica [1] e diversos outros assuntos espirituais, filosóficos e até mesmo políticos, e eu sabia que ali estava, enfim, “um sujeito esclarecido no BBB”.

Mas me decepcionei de início. Percebi que seria praticamente impossível que algum assunto mais profundo pudesse ser discutido após os participantes passarem a madrugada enfurnados num carro. Então, num belo dia (na verdade, numa noite) eu sintonizei no canal Multishow da minha TV a cabo e, durante cerca de 15 minutos de transmissão ao vivo da casa, pude apreciar um belo diálogo sobre a arte sacra no país, entre Marco, seu amigo poeta, Adrilles, e o casal Fernando e Aline.

A conversa, que falava sobre como a experiência da contemplação da arte, particularmente a arte sagrada, não poderia ser “normatizada” pela razão, nem tampouco ser descrita em palavras, mas tão somente vivenciada, não devia em nada a documentários sobre o tema, ou mesmo a entrevistas com especialistas. Finalmente, um assunto realmente profundo dentro do BBB...

Mas nenhum segundo desses 15 minutos jamais entrou na edição do programa para a TV aberta. Ali de fato percebi que o BBB não era exatamente o habitat natural de alguém como meu amigo Marco: ele havia entrado ali para plantar uma semente.

Eu me chamo Rafael Arrais e, assim como Marco, tenho tentado plantar sementes. Sei bem que não podemos obrigar as pessoas a gostarem de filosofia, muito menos as evangelizar forçadamente a alguma doutrina religiosa. Tais gestos brutos podem até mesmo reproduzir um exército de clones, ou seja, pessoas que pensam aquilo que lhes mandaram pensar. A nossa missão é um tanto mais complexa: precisamos plantar sementes para que as pessoas aprendam a pensar e sentir por si mesmas. É uma tarefa árdua, que exige muitos sacrifícios de ambas as partes envolvidas. De fato, a espiritualidade genuína necessita ser plantada e regada, constantemente praticada, dia após dia, mas é a única arte verdadeiramente recompensadora...

***

[1] Eu e Marco já participamos do Hangout Gnóstico sobre o misticismo católico e o Papa Francisco.


Marcadores: , , , ,

Acompanhar

Digite seu e-mail abaixo para receber atualizações do blog:

O Autor

Rafael Arrais

ver profile

design by Ayon

Nova Acrópole

Guiato

Blogger

blogspot visit counter



Licença Creative Commons Alguns textos publicados neste blog encontram-se registrados na Biblioteca Nacional