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3.10.13

Lançamento: Rumi - A dança da alma

Após cerca de 9 meses de seleções, traduções e comentários, o meu livro acerca da assombrosa poesia de Rumi está pronto e disponível nas versões impressa e digital:

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***

Jalal ud-Din Rumi foi um poeta e teólogo sufi que viveu na Anatólia (atual Turquia), no século XIII. Embora sua obra tenha sido escrita originalmente em persa, a importância de Rumi transcendeu fronteiras étnicas e nacionais. Seus poemas foram extensivamente traduzidos em várias das línguas do mundo e transpostos em vários formatos. Em 2007, Charles Haviland o descreveu como "o poeta mais popular da América" em artigo publicado no site da BBC.

Ele não estava distante da verdade, em 2013 uma única página dedicada a Rumi no Facebook contava cerca de um milhão de seguidores. Apesar de pouco conhecido no Brasil, os livros com a poesia de Rumi são best-sellers nos EUA há décadas. Numa pesquisa na Amazon.com por "Rumi", encontramos mais de 5 mil resultados. E aqui no Brasil, as traduções de Rumi podem ser contadas nos dedos de uma só mão. Estou entrando nesta dança também para fazer justiça a este poeta tão magnífico, e tão pouco traduzido para o português.

Acompanham os poemas, selecionados e traduzidos por mim, meus comentários inspirados em sua luz grandiosa. Ao longo do livro, falo também sobre a vida de Rumi, e de seu encontro com Shams de Tabriz, o catalisador de toda a sua divina embriaguez no Amor...

Rafael Arrais

***

Seguem abaixo trechos curtos de alguns poemas, escolhidos intuitivamente:


Além das ideias de certo e errado,
há um campo. Eu lhe encontrarei lá.

Quando a alma se deita naquela grama,
o mundo está preenchido demais para que falemos dele.
Ideias, linguagem, e mesmo a frase “cada um”
não fazem mais nenhum sentido.

***

Bata suas asas de amor e as faça fortes.
Esqueça a ideia das escadas religiosas.
O amor é o telhado. Seus sentidos são calhas d’água.

Beba a chuva diretamente do telhado.
Calhas são facilmente quebradas
e por vezes precisam ser trocadas.

Recite este poema em seu peito.
Não se preocupe como ele soa
passando por sua boca.

***

No momento em que ouvi minha primeira história de amor
eu comecei a procurar por você, mal sabendo
quão cego estava.

Os amantes não se encontram finalmente nalgum lugar.
Eles sempre estiveram um dentro do outro.

***

Tentei encontra-lo na cruz do Cristo, mas ele não estava lá.
Fui até os templos dos hindus e visitei os antigos pagodes (templos orientais),
mas não achei nem mesmo o seu rastro...

Eu escalei montanhas e o busquei nos vales
mas nem nas alturas nem nas terras baixas consegui encontra-lo.

Fui até a Caaba em Meca, mas não o vi.
Questionei os eruditos e os filósofos,
mas ele estava além do seu entendimento...

Então finalmente olhei para o meu coração
e lá estava ele.

Foi onde ele morava que o vi;
ele não poderia ser encontrado em nenhum outro lugar.

***

Veja também no Facebook:

» Galeria com as imagens internas do livro

» Rumi Brasil

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10 comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Muito inspirador!

1/10/13 08:31  
Blogger Faanta Laraanja disse...

Parabéns, amei, eu fiquei apaixonada pelo Rumi depois de assistir Drácula e ver seus votos de casamento " Não pense separadamente nesta e na próxima vida, pois uma dará para a outra a partida" Simplesmente Perfeito.

19/3/15 22:56  
Blogger Claudia Machado disse...

Onde encontrar o que perdi? Porém não se perde o que na dança se procura. Ele sempre esteve e estará lá. Eternamente girando, girando no presente sempre estará.

28/12/15 06:49  
Blogger Estrada da Harmonia disse...

As salam, Os sufis ansaris do Brasil
www.estradadaharmonia.blogspot.com

18/1/16 17:28  
Blogger raph disse...

Olá, muito grato pela divulgação, é sempre bom conhecer mais sufis por essas bandas de cá :)

Salam!
raph

19/1/16 09:35  
Blogger Emerson Cavalcanti da Silva disse...

Show!

20/3/16 18:39  
Blogger Sheila disse...

Linda missão traduzi-lo,bom gosto inquestionável.Parabéns!

29/7/16 18:12  
Blogger raph disse...

Obrigado Sheila, foi também um imenso prazer :)

29/7/16 20:20  
Blogger Madá disse...

Me lembrei do Santo Agostinho arde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova!
Tarde demais eu te amei!
Eis que habitavas dentro de mim e eu te procurava fora!
Eu, disforme, lançava-me sobre as belas formas das tuas criaturas.
Estavas comigo, mas eu não estava contigo. Retinham-me longe de ti as tuas criaturas, que não existiriam se em ti não existissem.
Tu me chamaste, e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou minha cegueira.
Espargiste tua fragrância e, respirando-a, suspirei por ti.
Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de ti.
Tu me tocaste, e agora ardo no desejo de tua paz.
Santo Agostinho

12/9/16 20:27  
Blogger raph disse...

Não foi a toa Madá, todos os poetas da alma, afinal, falam sobre a mesma Alma :)

13/9/16 09:07  

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