16.1.12

Um católico "estranho"

Pedro Siqueira é um advogado, escritor, católico, casado, pai, nascido e criado na zona sul do Rio de Janeiro, que "por acaso" tem visões de anjos da guarda, santos e "almas a espera no purgatório" desde criança. Diz até que por vezes consegue ver a própria Nossa Senhora... Seriam apenas alegações subjetivas, sem lá muita plausibilidade, se Pedro não "falasse coisas" sobre a vida e até o futuro próximo das pessoas que cruzam o seu caminho. A sua fama se deve precisamente ao espanto das pessoas mediante o seu dom.

Na entrevista abaixo, concedida a Marília Gabriela (que permanece imparcial todo o tempo, fazendo muitas perguntas céticas e pertinentes), compreendemos um pouco mais acerca da história deste católico "estranho"... Talvez não tão estranho assim para quem estuda o espiritualismo. Um dos erros frequentes dos espiritualistas com certa aversão a religiões institucionalizadas, ou Igrejas, é a de supor que todos os eclesiásticos estão totalmente fechados em seus dogmas - um caso como esse demonstra que precisamos manter os olhos abertos e considerar todas as possibilidades. Afinal, a espiritualidade fazendo parte da Natureza, há de se manisfestar em qualquer um que esteja aberto para ela:


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3 comentários:

Anonymous Mariana disse...

Besta de quem tenta calar a espiritualidade ou dizer que sua religião é a única a se comunicar com ela. O mundo espiritual é que nem água de mina: sempre sai por onde a terra faz menos resistência.

16/1/12 13:48  
Blogger raph disse...

Boa analogia :)

16/1/12 16:29  
Anonymous Anônimo disse...

Muita gente ainda está presa ao seu sistema de crenças e por isso se nega a enxergar algumas coisas: a experiência "mística" é comum em todos os sistemas e tem o mesmo valor em qualquer um deles. O que um vê como "Nossa Senhora", outro poderia ver como a "Deusa Mãe", outro como a "Mãe Terra", ou a "Mãe-Céu-Infinito/Nuit". O infinito tá "pouco se lixando" se você se diz católico, wiccano, ocultista, evangélico, budista ou se resolveu reviver o culto olimpiano... Como o mundo astral é plástico, a mensagem chega de acordo com a mente do veículo. O infinito não tem forma, mas como o infinito poderia passar uma mensagem e ser entendido?
A feminilidade, a masculinidade, qualquer arquétipo não tem forma, mas como se manifestaria para se fazer entender? Seria igual para cada um?
A luz que tenta se transmitir, infelizmente, se refrata diferentemente, dependendo da composição da água na qual resolveu descer e isso é tudo. Não vejo diferenças entre a experiência´"mística" do católico, do evangélico, do umbandista, do "ocultista" ou de qualquer outro sistema. As visões astrais são um engano? Não são verdadeiras no sentido literal, obviamente, mas aposto que ainda se pode entender mais a vida com elas e com os sentimentos que exprimem, se associadas ao conhecimento racional, do que com a racionalidade crua, pois é isso que distingue um processador de dados ou uma calculadora, de uma mente... Vejo muita gente se vangloriar de ser um HD de ponta... ainda prefiro uma mente viva, pulsante, vibrante...
E como a Mariana bem lembrou, da fonte ao chão, há uma pressão que faz a luz percorrer esses caminhos e ela vai percorrer. O quão difratada chegará, vai depender do veículo...

17/1/12 10:59  

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