Por que a noite é escura? Para responder a esta pergunta, eu e os outros participantes do Bate-papo Mayhem fizemos uma jornada até o início de tudo, num episódio cheio de ciência, mitologia e espiritualidade. Assista abaixo:
No episódio 11 do Lupus in Fabula: Pele de Cordeiro, Cris Dornelles e Marcos Keller conversam com Raph Arrais e Caio Chagas sobre a meditação do Sefirat ha Ômer. Foi muito engrandecedor participar do bate-papo com pessoas que entendem e praticam a Contagem:
No dia 10/02/2022 fui convidado a falar sobre Cabala e Sefirat ha Ômer no canal Consciência Próspera. Trata-se de um programa de entrevistas capitaneado pelo educador e escritor Samuel Souza de Paula. Desde 2010 ele já entrevistou mais de 700 espiritualistas de diversos ramos e vertentes, de Monja Coen a Marcelo Del Debbio.
Tive a oportunidade de falar sobre o início do meu caminho espiritual, de como cheguei a conhecer o Sefirat ha Ômer através do Del Debbio, e de como minha Contagem de 2014 acabou gerando um livro de poemas intitulado 49 noites antes da Colheita:
Bem-vindos a primeira Live do canal Textos para Reflexão! Nesta Live, transmitida conjuntamente com o canal Escola Mazalot, fui o convidado do apresentador Gustavo Tirelli. Tive a oportunidade de falar sobre o início do meu caminho espiritual, de como conheci a poesia de Rumi e, através da publicação de traduções da sua obra, acabei eu mesmo me tornando um praticante do sama, a dança do giro sufi, e me iniciando na Ordem Sufi Naqshbandi. Espero que gostem:
No dia 20/07/2021 fui convidado a falar sobre Rumi e o sufismo no canal Consciência Próspera. Trata-se de um programa de entrevistas capitaneado pelo educador e escritor Samuel Souza de Paula. Desde 2010 ele já entrevistou mais de 700 espiritualistas de diversos ramos e vertentes, de Monja Coen a Marcelo Del Debbio.
Tive a oportunidade de falar sobre o início do meu caminho espiritual, de como conheci a poesia de Rumi e, através da publicação de traduções da sua obra, acabei eu mesmo me tornando um praticante do sama, a dança do giro sufi, e me iniciando na Ordem Sufi Naqshbandi. Espero que gostem:
Oi pessoal. Recentemente fui novamente convidado a participar do programa Bate-papo Mayhem, apresentado pelo meu amigo Marcelo Del Debbio. Desta vez eu falei sobre os mistérios da poesia, da sua relação com a magia, e também sobre Rumi, Shams, Rabia Basri e o misticismo sufi:
Oi pessoal. Recentemente eu tive mais uma oportunidade de participar do
programa Bate-Papo Mayhem, conduzido pelo meu amigo Marcelo Del Debbio. Dessa
vez eu fui convidado para comentar o programa que teve o Léo Lousada, do canal
Conhecimentos da Humanidade (no YouTube), falando sobre as sete leis do
hermetismo. Assim, foi uma verdadeira conversa hermética entre irmãos:
Oi pessoal. Enquanto não volto a postar vídeos no canal do Textos para Reflexão, vocês podem aproveitar para assistir a minha participação no programa Bate-papo do Projeto Mayhem, onde fui recebido pelo meu amigo Marcelo Del Debbio e falei sobre o aspecto emocional do Sefirat ha Ômer, uma prática de meditação do misticismo judaico:
Em meu segundo vídeo na TV Aberta das Internetz, falo um pouco mais sobre as diversas formas de se conceber a Deus, tanto as ocidentais quanto as orientais. Também veremos como Joseph Campbell foi um sujeito fod@, e como os sábios hindus já debatiam assuntos divinos complexos desde pelo menos a época de Cristo:
Se gostaram, não esqueçam de curtir, compartilhar e se inscrever no canal!
Começo minha carreira no YouTube trazendo uma pergunta muito interessante da época do Orkut, e aproveito para falar um pouco de ceticismo, espiritualidade, médiuns, desmistificadores e, como não poderia faltar, Deus:
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Obs.: Até que para um vídeo inicial ficou bem razoável. Tive problemas com a definição da imagem (que só foram realmente percebidos após o envio do vídeo), mas pelo menos o áudio já ficou ok. Não liguem para a "estante torta" ao fundo; minha casa não está desnivelada, mas talvez ainda leve alguns vídeos para eu deixar tudo mais "horizontal".
Ontem tive o privilégio de ver ao vivo, na Câmara Municipal de Campo Grande/MS, a palestra do maior pensador vivo do país, que por acaso é uma mulher, e se chama Viviane Mosé.
Iniciando seu discurso há 100 mil anos, desde o surgimento da consciência humana, passando pela descoberta de nossa mortalidade, pela agricultura e pela invenção de imprensa, Mosé chega enfim a grande revolução de nosso tempo, a internet, com todo o seu potencial maravilhoso e todas as suas revelações monstruosas de nós mesmos: uma sociedade deprimida em busca de algum rumo, em geral dominada pelos discursos fáceis, radicais, mas que tem a sua frente a imensa tarefa de aprender a viver em rede, a educar e ser educada, e a abandonar uma visão excessivamente racional da vida em prol de uma presença emocional, aqui e agora...
Tudo isso tentou falar a filósofa e poetisa de um fôlego só. Estejam preparados, não é vídeo para se ver sem prestar atenção. Se trata de um verdadeiro vendaval filosófico:
Obs.: Ela começa a falar em 00:14:50. Infelizmente o Facebook não permite inserção de tempo inicial num vídeo compartilhado desta forma.
Após ter acompanhado seu nascimento e crescimento desde o início, é com muita honra que hoje prosseguimos com a parceria deste blog com o canal Conhecimentos da Humanidade no YouTube, apresentado por Bruno Lanaro e Leo Lousada.
Neste roteiro, adaptei um antigo homônimo recente que foi criado já na intenção de servir ao canal. Nele, conhecemos mais sobre a escola epicurista de filosofia, e sobre a imensa diferença entre a ataraxia e o hedonismo:
Fico feliz de começar o ano novo do blog com esta pérola de Steve Cutts, Hapiness (Felicidade), um curta de animação sobre a jornada dos ratos em busca de felicidade e significado em suas existências:
Eu poderia, é claro, falar muitas coisas acerca deste curta que não tem de fato diálogo algum, mas creio que Alan Moore já resumiu tudo para mim, então aqui vai (trecho do documentário The Mindscape of Alan Moore):
Muitos dos magos como eu entendem que a tradição mágica ocidental é uma busca do Eu com "E" maiúsculo. Esse conhecimento vem da Grande Obra, do ouro que os alquimistas buscavam, a busca da Vontade, da Alma, a coisa que temos dentro que está por trás do intelecto, do corpo e dos sonhos. Nosso dínamo interior, se preferir assim. Agora, esta é, particularmente, a coisa mais importante que podemos obter: o conhecimento do verdadeiro Eu.
Assim, parece haver uma quantidade assustadora de pessoas que não apenas têm urgência por ignorar seu Eu, mas que também parecem ter a urgência por obliterarem-se a si próprias. Isto é horrível, mas ao menos vocês podem entender o desejo de simplesmente desaparecer, com essa consciência, porque é muita responsabilidade realmente possuir tal coisa como uma alma, algo tão precioso. O que acontece se a quebra? O que acontece se a perde? Não seria melhor anestesiá-la, acalmá-la, destruí-la, para não viver com a dor de lutar por ela e tentar mantê-la pura. Creio que é por isso que as pessoas mergulham no álcool, nas drogas, na televisão, em qualquer dos vícios que a cultura nos faz engolir, e pode ser vista como uma tentativa deliberada de destruir qualquer conexão entre nós e a responsabilidade de aceitar e possuir um Eu superior, e então ter que mantê-lo.
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Crédito da imagem: Steve Cutts/Divulgação (Hapiness)
Após ter acompanhado seu nascimento e crescimento desde o início, é com muita honra que hoje prosseguimos com a parceria deste blog com o canal Conhecimentos da Humanidade no YouTube, apresentado por Bruno Lanaro e Leo Lousada.
Neste segundo roteiro, me vali da minha experiência com o estudo e a tradução dos poemas de Rumi para traçar uma espécie de apresentação poética da sua vida e obra. Não é de forma alguma um mergulho profundo na sua poesia oceânica, mas antes um breve passeio de barco por um riacho que, para aqueles que se sentirem tocados no coração, pode de fato levar até o mar da Alma:
Desde que comecei a acompanhar com mais atenção aos youtubbers em geral, após a rápida ascensão de inscritos no canal Conhecimentos da Humanidade, de dois amigos meus, tenho percebido que o futuro da comunicação mainstream certamente passará por lá (ou já passa). Muitas residências brasileiras hoje mal sintonizam a TV Aberta, e algumas delas não têm nem TV a Cabo, ou seja: tudo se resume aos serviços de streamming de mídia, e dentre eles o YouTube é não somente o maior, como o mais promissor.
Apesar da maior parte dos youtubbers de maior audiência viverem de humor (muitas vezes, bem duvidoso), há sem dúvida muitas pérolas nas nuvens, e algumas delas serão eventualmente divulgadas por aqui. Além do próprio Conhecimentos da Humanidade, do qual já falei, o primeiro canal que queria trazer é o da Carol Moreira, formada em cinema e nerd de carteirinha. Ela é mais conhecida hoje, provavelmente, pelos excelentes comentários acerca da série Game of Thrones, da HBO, junto com sua amiga Mikannn, mas o seu canal vai muito além disso.
Um bom exemplo é este breve resumo que ela faz, com relativa propriedade, da Jornada do Herói (ou Monomito), uma teoria elaborada pelo grande Joseph Campbell. Dá gosto ver que, em meio ao mar de informações irrelevantes ou superficiais nos grandes canais de mídia, hoje temos a chance de, aqui e ali, pescar coisas tão belas e preciosas quanto a Carol:
Como um trovador dos dias atuais, eu viajo a incontáveis locais e encontro inspiração em diversas culturas sem me identificar especificamente com uma única nação ou país, mas antes com a riqueza cultural de todo o mundo. Minha música é o reflexo de uma estrutura clássica, com técnicas do flamenco, raízes ciganas, e características latinas. Meu nome é Estas Tonne.
Estas Tonne, apesar de nascido na Rússia, é um músico do mundo. Já tem diversos álbuns gravados que são distribuídos gratuitamente na web, mas o que é mais interessante é como eles foram gravados – como afirma o próprio músico: "Cada álbum é um demo gravado ao vivo. O que significa caminhar em um estúdio e tocar o que se sente."
Recentemente ele publicou no YouTube uma espécie de poema seguido de belíssimas imagens e, é claro, do seu violão mágico. Respire fundo, aperte o play, e sinta Internal Flight, the movie (Voo Interno, o filme):
Após ter acompanhado seu nascimento e crescimento desde o início, é com muita honra que hoje inauguramos a parceria deste blog com o canal Conhecimentos da Humanidade no YouTube, apresentado por Bruno Lanaro e Leo Lousada.
Neste primeiro roteiro enviado ao canal, eu me baseei no meu artigo Hipátia e Sinésiopara trazer ao universo dos youtubbers uma narrativa historicamente fiel desta verdadeira musa da Filosofia, a grande Hipátia de Alexandria. Musa, não por sua lendária beleza, ou não somente por ela, mas tanto mais pela sabedoria que refletiu adiante em muitos de seus discípulos que, como pode ser visto no vídeo, jamais a esqueceram, e a trataram por “mestra” até o fim de suas vidas.
Então, sem mais delongas, fiquem agora com Hipátia, a Grande Mestra:
Nunca fui exatamente um grande fã de desenhos japoneses, mas isto durou até assistir ao filme que ganhou o Oscar de Melhor Animação em 2003, A Viagem de Chihiro. Desde então me tornei mais um dos fiéis seguidores do grandioso Hayao Miyazaki e do Studio Ghibli, a empresa que ele criou para transformar em desenho sua obra-prima dos quadrinhos, Nausicaä do Vale do Vento, que por acaso é também uma das melhores histórias em quadrinhos que li na vida (e li muitas, desde criança).
Após Nausicaä felizmente se seguiram muitas obras grandiosas, onde além de Chihiro, ainda se contam Meu Amigo Totoro, Princesa Mononoke, O Serviço de Entregas da Kiki e muitas outras, além dos desenhos da Ghibli que não contaram com a assinatura de Miyazaki na direção, mas que também seguem a mesma filosofia.
Há algo de profundamente misterioso em boa parte dos filmes da Ghibli, e nem sempre é fácil identificar do que exatamente se trata este "mistério". Sem dúvida, em muitos desenhos há menção a mitologia japonesa, principalmente ao xintoísmo e a sua crença de que espíritos habitam toda a parte da natureza. Há desenhos onde sonhos se tornam realidade, e onde a realidade é tão fantástica que mais parece um sonho. Ao mesmo tempo, há também uma perene conexão com a realidade humana, com nossa essência mais profunda, algo que Miyazaki herdou do Pequeno Príncipe de Saint-Exupéry, do qual é fã confesso. Mas ainda nos faltam palavras para descrever melhor do que se trata...
Felizmente para nós, Max Valarezo e o pessoal do canal EntrePlanos no YouTube nos trazem um belo vídeo onde este "mistério" é, quem sabe, melhor vislumbrado. Com vocês, Ma, ou "a importância do vazio":
Dave Matthews nasceu e viveu na África do Sul até os seus 10 anos de idade, quando seu pai faleceu devido a complicações de saúde. Sua família então se mudou para Nova York. Porém, ainda aos 12 anos ele voltou à sua terra natal, onde permaneceu mudando de escola em escola, se preocupando mais com a música do que com os estudos. Terminado o ensino médio, Dave retornou aos EUA e se estabeleceu em Charlottesville, Virgínia. Novamente um americano, incerto do que iria fazer da vida, acabou se tornado um conhecido e querido barman local.
Encorajado pelo amigo e guitarrista Tim Reynolds, Dave começou a mostrar sua música e, a partir de canções que havia escrito, convidou dois colegas instrumentistas para gravar uma demo tape. Assim nasceu a Dave Matthews Band, uma das bandas de maior sucesso de público e vendagem desde o final do século passado e, não obstante, uma banda essencialmente folk (popular, local), principalmente em seus primórdios. Talvez por conta de suas conexões africanas, Dave aprendeu a observar o espírito da América, em todas as suas nuances. Foi desta contemplação, acredito, que surgiu uma de suas letras mais belas e inquitantes, Ants Marching (Formigas Marchando), que fala basicamente de nós, os ocidentais, e do que temos feito de nossas vidas...
Neste show beneficiente em prol da agricultura local (ou familiar), literalmente no centro dos EUA, Dave nos apresenta Ants Marching ao vivo, acompanhado de seu antigo amigo (que por acaso é um dos maiores guitarristas vivos):
Ele se levanta pela manhã
Escova os dentes, belisca alguma coisa, e está pronto
Ele nunca muda coisa alguma
A semana termina, e outra começa
Ela pensa: nós nos entreolhamos
Imaginando o que o outro está a refletir
Mas nunca falamos coisa alguma
E estes crimes entre nós vão se aprofundando
Ele vai visitar sua mãe
A comida é boa, logo ele se esquece dos problemas
E se lembra de quando era pequeno
Brincando debaixo da mesa e sonhando
Você pega todas essas chances
E as guarda numa caixa, esperando dias mais tranquilos
Então as luzes se apagam, e você se levanta, e morre
Dirigindo por esta estrada
Há todos esses carros, e pela calçada Pessoas vagueiam em todas as direções
Nenhuma palavra é trocada, não há tempo...
Oh! e todas as formigas estão marchando
Anteninhas vermelhas e pretas balançando
Todas elas seguindo do mesmo jeito
Todas elas seguindo no mesmo... caminho!
O doceiro instiga os pensamentos de um
Desejo por doces torturado pelo programa
De perda de peso que nos martela a cabeça
Corte o doce, corte, corte
Fique em cima do muro, não vá ofender ninguém
Corte, corte, corte, corte...
Você pega todas essas chances
E as guarda numa caixa, esperando dias mais tranquilos
Então as luzes se apagam, e você se levanta, e morre
Ants Marching (Formigas Marchando), por Dave Matthews Band (trad. Rafael Arrais)
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Crédito da imagem: Google Image Search/Divulgação (Tim Reynolds e Dave Matthews)
Kayleigh Rogers é uma garota tímida que compõe o time de 200 estudantes da Killard House School, em Donaghadee, no Reino Unido. Ela tem um tipo de autismo moderado e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, mas sua professora de música, Lloyd Scates, notou que "quando ela canta, ela simplesmente se abre" e encorajou a garota a cantar e ganhar confiança através do treinamento vocal.
Neste ensaio gravado que se tornou viral na Europa e eventualmente em todo o mundo, Kayleigh interpreta de forma magistral e até mesmo assustadora (ela parece "tomada" pela canção) a belíssima música de Leonard Cohen, Hallelujah:
O interessante é que a letra original de Cohen fala mais sobre os infortúnios da paixão do que propriamente sobre uma temática puramente cristã (há até mesmo um trecho que diz, "Bem, talvez haja um Deus lá em cima"). Cohen foi budista e chegou a viver por cerca de 5 anos num mosteiro próximo a Los Angeles, chegando a ser ordenado monge.
Já a versão tocada acima, conhecida como Christimas version (versão de Natal) foi escrita pela banda americana Cloverton, e é totalmente focada na história do nascimento de Jesus em Belém.
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Crédito da imagem: Killard House School/Divulgação