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21.3.12

Citações (4)

Algumas citações minhas e de outros autores. Elas geralmente já terão aparecido anteriormente na página do Textos para Reflexão no Facebook...


Quando os cosmologistas propuseram a teoria de que todo o universo se originou de um "ponto" menor do que um cubo de açúcar a bilhões de anos, sua teoria mereceu um nome de chacota: o Big Bang! Mas eles estavam certos, e o nome funcionou bem. De uma "explosão" inicial, o próprio tecido do espaço-tempo vem se expandindo desde então, algumas áreas infladas a tanta velocidade que nem mesmo a luz poderá um dia chegar até elas: se o Cosmos é infinito ou finito, para nosso padrão tecnológico não faz muita diferença prática - jamais saberemos "do outro lado, onde a luz jamais chegará".

Segundo o Caibalion, "o todo é mental": o universo originou-se de um pensamento, que não dependia de nada "de fora" para existir. Segundo Espinosa, o espaço-tempo nada mais é do que a substância "que não pode criar a si mesma, e que tudo o mais irradiou"... Mas qual seria o "combustível" de tal pensamento? Qual seria a "mola" que fez essa substância "explodir" em tudo o que há?

Pessoalmente, até hoje só me deparei com uma ideia, um conceito, uma espécie de fogo que jamais finda, e que quanto mais queima, mais cresce... O amor é fogo que arde sem se ver, que a tudo incendeia, e queima, mas jamais destrói: renova e engrandece!

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Certamente não nascemos santos, mas nascemos um tanto distantes da visão do Pecado Original. E não custa lembrar: se todos os oprimidos, os marginalizados, os miseráveis, os favelados, fossem naturalmente violentos e assassinos, boa parte do mundo estaria em guerra, e o Rio de Janeiro seria uma região semelhante, ou pior, a regiões em guerra, como o Iraque e o Afeganistão do início do século.

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Ser imperador não de territórios, mas de si mesmo. Que conquistar o mundo e estender um império até que o sol jamais se ponha nada significa, se em nossa alma o sol ainda sequer nasceu.

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Palavras são apenas cascas de sentimento, elas não explicam tudo... Mas é extraordinário que consigam, de alguma forma, passar algum sentimento inexplicável adiante.

Então, não se preocupe propriamente em explicar, sentir é o mais importante!

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A única certeza que temos todos é a de que a morte não existe: o máximo que pode existir é vida após a vida. E, em não existindo uma continuidade, a morte também é nada. No entanto, há muitos de nós que vivem como se estivessem mortos, sem o pleno domínio de sua vontade, imaginação, intuição, liberdade, etc. A esta “morte” poderíamos chamar estagnação – e a Natureza detesta estagnação, daí que a dor é o melhor remédio para aqueles que temem simplesmente amar.

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Talvez a principal razão do período de depressão no final do ano se deva a crença de que "nossa chance de ser feliz neste ano terminou"... E talvez ajude lembrar que há sempre tempo de recomeçar.

Assim como toda noite precede uma nova manhã, todo fim de ano em realidade não é o final de coisa alguma. Creia nisso e saberá. Saiba, e passará a perceber cada novo raio de sol, cada nova brisa, como algo essencialmente renovado, essencialmente vivo.

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É estranho as pessoas não quererem saber sobre o presente, de cuja existência ninguém pode duvidar, mas estão sempre ansiosos para saber sobre o passado ou o futuro, ambos desconhecidos. O que é nascimento e o que é morte?

Por que ir ao nascimento e à morte para entender o que se experimenta todos os dias ao dormir e acordar? Quando dormimos, este corpo e o mundo não existem para nós, e essas questões não nos preocupam e, contudo, existimos, o mesmo eu que existe agora quando estamos acordados.

É quando acordamos que temos um corpo e vemos o mundo. Se entendermos o acordar e o dormir apropriadamente, entenderemos vida e morte. Mas o acordar e o dormir acontecem todos os dias, então as pessoas não percebem como é maravilhoso, e só querem saber sobre nascimento e morte.

Ramana Maharshi, que nunca escreveu nenhum livro

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Crédito da imagem: Cameron Davidson/Corbis

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2 comentários:

Anonymous Franco-Atirador disse...

Por favor, Raphs, me dê a definição de Pecado.

Valeu, mesmo.

9/8/12 14:32  
Blogger raph disse...

Interessante eu acabei de falar sobre isso no post de hoje (Citações #6)...

Eu gosto de duas ideias acerca do pecado:

A primeira vem da etimologia da palavra, e diz simplesmente que "pecar é errar o alvo". Isso pressupõe que havia um alvo, um objetivo a ser alcançado.

A segunda vem do espiritualismo e diz que "somos ao mesmo tempo o juiz e o escravo de nossa própria causa". Isso significa que o maior tribunal e o maior julgamento já ocorrem dentro de nossa própria consciência. E não há como fugir. Quanto maior o amor, mais dolorido é pecar. Porém, aqueles que erram o alvo e não se importam, é porque ainda estão nos primeiros degraus do amor, o grande objetivo!

9/8/12 18:54  

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