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4.7.12

A melodia

É como o lamento da flauta na floresta
Um tamborilar a ecoar pelo tempo
A persistente harmonia em tudo que nos resta
Quando nos voltamos para dentro

É como a calmaria antes da tempestade
No mar do ser: na praia de cada ilha
No céu: as estrelas em sua majestade
Cintilam na alma: “bem vinda, querida filha”

E então ela dança: cada movimento
É como a história de uma vida
A girar por este momento

Quantos passos de dança, quantas vidas e amores,
Compostas pela eterna melodia
A ecoar como um chamamento: “tenha esperança!”


raph’12

***

Crédito da imagem: Raghu Rai

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2 comentários:

Blogger Natalia B. disse...

Gosto das suas reflexões, mas as poesias são imbatíveis. Essa remete ao autoconhecimento - "nos voltamos para dentro". Pude ouvir o lamento da flauta na floresta, e ouvir o chamado da esperança. Amei!

6/7/12 20:15  
Blogger raph disse...

Oba, adoro quando comentam dizendo que ouviram alguma coisa também :)

Bjs e obrigado pela generosidade...
raph

8/7/12 22:20  

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