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9.9.13

Lançamento: A Arte da Guerra

Neste lançamento luxuoso das Edições Textos para Reflexão, trazemos outra obra milenar da antiga China, A Arte da Guerra.

O grande paradoxo do célebre tratado militar de Sun Tzu é exatamente o de expor os horrores da guerra enquanto aconselha a melhor forma de realizá-la.

A grande questão oculta nele, emprestada do taoísmo, é o reconhecimento de que a guerra é terrível, mas também inevitável, e o seu aconselhamento se dá precisamente numa abordagem de "suavização do horror". Ora, se a guerra é inevitável, cabe ao bom governante e estrategista tratá-la com muita seriedade, e só enviar seus soldados para as batalhas que possam efetivamente ser vencidas.

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***

Abaixo, segue uma amostra com um dos capítulos do livro (a tradução é de Frater Sinésio):

Capítulo 3: Estratégia ofensiva

[1]

Sun Tzu disse: Na arte da guerra, o melhor é tomar o país do inimigo por inteiro e intacto, sem arrasá-lo, sem destruí-lo.

Por isso, é melhor recapturar um exército inteiro que destruí-lo; é melhor capturar um regimento, tropa ou companhia inteiras do que destruí-las.


[2]

Portanto, lutar e conquistar em todas as batalhas não é a excelência suprema; a excelência suprema consiste em minar a resistência do inimigo e vencê-lo sem que haja qualquer batalha.


[3]

Assim, a forma mais elevada de comando é interromper os planos inimigos; a segunda melhor é prevenir a junção das forças inimigas; a seguinte nesta ordem é atacar o exército inimigo no campo; e a pior é montar cerco a cidades muradas.


[4]

A regra é não atacar cidades muradas se isso puder ser evitado.

A preparação de proteções, abrigos móveis e dos diversos equipamentos de guerra irá demorar até três meses; e empilhar montes contra os muros demorará outros três.


[5]

O general, incapaz de controlar a sua raiva, lançará os homens para o assalto como um enxame de formigas, como resultado um terço dos seus homens serão abatidos, enquanto o interior da cidade permanecerá intocado.

Tais são os efeitos desastrosos de um cerco.


[6]

O líder habilidoso domina as tropas inimigas sem nenhuma batalha; captura as suas cidades sem lhes pôr em cerco; derrota o seu reino sem operações de campo prolongadas.


[7]

Com as suas forças intactas ele disputará o domínio do Império, e assim, sem perder um único homem, o seu triunfo será completo.

Esta é a maneira de se atacar através da estratégia.


[8]

É regra na guerra, se as nossas forças são dez e as do inimigo um, rodeá-lo; se as nossas são cinco e as do inimigo um, atacá-lo; se formos duas vezes mais numerosos, dividir o nosso exército em duas frentes de ataque.


[9]

Se o inimigo nos igualar no campo, podemos entrar em batalha, mas se formos ligeiramente inferiores em número, o ideal é evitar o conflito em campo aberto.

E se formos muito inferiores em todos os sentidos, a melhor estratégia é a fuga.


[10]

Assim, apesar de uma luta obstinada poder ser realizada por uma pequena força, no fim ela será capturada por uma força maior.


[11]

O general é um bastião do Estado; se o bastião for completo em todos os pontos, o Estado será forte; se o bastião for defeituoso, o Estado será fraco.


[12]

Há três maneiras de um líder trazer má sorte sobre o seu exército:

Comandar o exército a avançar ou recuar, ignorando que ele não pode obedecer. A isto chamamos “fazer mancar o exército”.

Tentar governar um exército da mesma forma que se administra um reino, ignorando as duras condições em que se encontra um exército em campanha. Isto causa revolta nos soldados.

Empregando os seus oficiais sem avaliar suas capacidades, ignorando o princípio militar da adaptação às circunstâncias. Isto mina a confiança dos soldados.


[13]

Dessa forma, quando o exército está inseguro e desconfiado, é certo que outros problemas virão de outros príncipes feudais.

Isto é simplesmente trazer a anarquia ao exército, atirando a vitória para longe.


[14]

Assim sabemos que há cinco pontos essenciais para a vitória:

Será vitorioso aquele que sabe quando lutar e quando não lutar.

Será vitorioso aquele que sabe lidar com forças superiores e inferiores.

Será vitorioso aquele cujo exército seja animado pelo mesmo espírito em toda a sua hierarquia.

Será vitorioso aquele que, protegendo-se, aguarda para atacar um inimigo desprotegido.

Será vitorioso aquele que tem capacidade militar e não sofre interferência do seu soberano.


[15]

Daí o ditado: “Se conhece o inimigo e conhece a si próprio, não precisará temer pelo resultado de uma centena de batalhas.

Se conhece a si mesmo, mas não ao inimigo, para cada vitória sofrerá uma derrota.

Se não conhece o inimigo nem conhece a si próprio, sucumbirá em todas as batalhas”.


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1 comentários:

Blogger Josias disse...

Muito boa esta postagem.

Aqui tem um texto sobre o livro e o e-book online http://nerdwiki.com/2013/12/19/arte-da-guerra/

"Arte da Guerra ” pode te ajudar a ser um estrategista, tocar uma empresa, ganhar uma guerra...

23/1/14 22:07  

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