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7.10.08

O dinheiro que não existe

Estive viajando a trabalho, e agora que voltei, não posso deixar de comentar que o meu artigo sobre "A história do ouro" é perfeitamente válido para essa situação econômica atual. De fato, poderia discorrer aqui novamente sobre riquezas reais e imaginárias, assim como sistemas financeiros e sistemas morais... Mas felizmente o excelente jornalista Luciano Trigo me poupou o trabalho. Abaixo segue um trecho de seu artigo entitulado "O mundo não é plano":

A felicidade, aliás, virou uma obrigação individual — medida, naturalmente, em índices de consumo. Nossa felicidade deve passar por cima das mazelas sociais, dos sofrimentos alheios, da mesma forma que o imperativo do lucro fácil despreza prejuízos causados a terceiros, incluindo as gerações futuras. Elas que se virem. Neste novo modelo — sutilmente coercitivo — de comportamento, os bem-sucedidos têm direito à insensibilidade e à irresponsabilidade, e quem não consegue ser feliz é simplesmente um incompetente. Os excluídos deixaram de ser vítimas inocentes, aliás: são agora culpados de sua própria miséria. Eles, os não-consumidores, nem entram mais na pauta de discussões de quem manda de verdade no planeta.

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