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21.3.13

Campos de informação

Eis um vídeo magnífico. Contemple isto por 4 minutos, e a Natureza certamente lhe parecerá ainda mais misteriosa do que antes:

Nesta bela revoada de pássaros em sincronia, podemos ver o que acontece quando um grupo consideravelmente grande de animais se movem de forma tão organizada, que chegam a se comportar como um só corpo. Isto evidencia que deve haver algo que faz a conexão e a unificação de todos os animais do grupo, de forma a que cada um deles se sincronize de acordo com o restante. Todos os pássaros são "governados" de tal forma que a velocidade e a direção em que voam são tão sincronizadas que nenhum deles se choca ou se perde do grupo. Isto só pode ser explicado por algum tipo de "consciência coletiva" do grupo, que é capaz de influenciar a todos, simultaneamente, e de forma unificada.

Segundo o biólogo britânico Rupert Sheldrake, esta sincronia pode ser explicada através dos campos mórficos ou morfogenéticos, espécies de campos hipotéticos de informação, que preenchem o universo de forma análoga ao badalado campo de Higgs (formado pelos bósons de Higgs, as "partículas de Deus", que conferem massa as demais partículas, de acordo com o Modelo Padrão). Sheldrake também os compara aos campos eletromagnéticos. Vejamos um breve resumo desta teoria:

Átomos, moléculas, cristais, organelas, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua atuação é semelhante à dos campos eletromagnéticos. Quando colocamos uma folha de papel sobre um ímã e espalhamos pó de ferro em cima dela, os grânulos metálicos distribuem-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do ímã afeta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo diretamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direcionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

A analogia termina aqui, porém. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e eletromagnético. O que se transmite através deles é pura informação.

Neste trecho de um episódio da série "Grandes mistérios do universo", do Discovery Channel, Sheldrake fala mais sobre o assunto, e ainda postula que os campos mórficos podem ser a maneira pela qual exercemos o chamado "sexto sentido":

Veja também:

» Cardumes de peixes nadando em sincronia (vídeo)

» O pensamento analógico

***

Crédito da foto: Michael Buholzer/Reuters

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2 comentários:

Blogger Joakim Antonio disse...

Ótimo post Rafael, motiva a pesquisar mais sobre, além do ótimo momento de contemplação.

Abraços.

21/3/13 12:44  
Blogger raph disse...

Estas revoadas são o tipo de coisa que as palavras não conseguem transcrever inteiramente... Até mesmo porque nem me parecem ser algo que possa ser transcrito em palavras :)

Abs!

21/3/13 14:01  

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