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26.6.08

Pai Nosso

Pai Nosso que estais no céu,

Um ser onipresente está em toda parte.

santificado seja o vosso nome,

Quem determina se um nome é santificado?

vem a nós o vosso reino,

O "reino", seja lá qual for, já está entre nós, pois vivemos cada segundo de nossas vidas em sua Criação.

seja feita a vossa vontade

Um ser onipotente terá sua vontade sempre feita, independente de repetirem uma oração ou não.

assim na terra como no céu.

Um ser onipresente está em toda parte.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje,

Decerto o pão não "cai do céu", e se um ser infinitamente justo desse o pão apenas para quem o adora, e não para quem merece, entraria em contradição.

perdoai-nos as nossas ofensas,

Nós que temos de perdoar uns aos outros, o que Ele tem a ver com isso?

assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,

Essa parte, finalmente, tem sentido!

não nos deixei cair em tentação

Quem cai em tentação somos nós mesmos, o que Ele tem a ver com isso?

mas livrai-nos do mal.

Quem se livra do mal somos nós mesmos.

Amém.

Assim seja? Engraçado como terminam todas as orações dando ordens a Ele... Será que Ele segue nossas ordens?

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1 comentários:

Blogger raph disse...

O Pai Nosso, segundo a interpretação de Voltaire.
Leiam esse texto:

Eu poderia encontrar heresias na própria Prece Dominical ensinada por Cristo, se ela tivesse sido composta por um jesuíta.

Assim:

"Pai Nosso, que estás no Céu" - uma proposição que tende para a heresia, porque Deus está em toda parte.

"Venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu" - outra heresia, porque as Escrituras repetem que Deus já reina eterna e universalmente; além disso, é temerário pedir que seja feita a Sua Vontade, desde que nada é ou pode ser feito sem a vontade de Deus.

"Perdoai as nossas ofensas como perdoamos aos que nos têm ofendido" - proposição também temerária, pois dá o homem como exemplo a Deus. Além disso, nenhum convento jamais perdoou a seus lavradores um só centavo.

"Não nos deixeis cair em tentação" - uma proposição escandalosa e manifestamente herética, pois não há tentador senão o demônio.

Vêem, portanto, que não há nada, por mais respeitável que seja, que não se possa torcer para o pior.


(Voltaire, Dicionário Filosófico)

coletado por Luciano

15/8/08 12:46  

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