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14.12.10

Pai Nosso em aramaico

Há alguns anos, começaram a ser divulgadas na internet algumas versões alternativas do que se intitula ser o diálogo do Pai Nosso na língua aramaica. Em verdade são mais interpretações, ou "traduções livres" (porque não dizer, também inspiradas e criativas), do que traduções acadêmicas.

Por outro lado, o aramaico tem uma peculiaridade: nesse idioma, cada "palavra" é formada pela junção de diversos símbolos. Ou seja, cada palavra é formada de outras palavras. Pode-se fazer uma tradução simples, ou buscar "as palavras que formam" cada palavra, buscando as origens, o "fundo" da mensagem. O interessante é que talvez Jesus quisesse exatamente que cada um buscasse o "fundo" de sua oração, e não ficasse preso há uma única interpretação (que aliás hoje já é arcaica). Lembremos também que Jesus falava aramaico, mas a Bíblia originalmente teve o grego como língua-base.

Eu mesmo já havia postado no blog minha interpretação do Pai Nosso há alguns anos, mas confesso que esta enviada pelo Samuel (amigo que a compartilhou nos comentários do blog) é bem mais bela e profunda do que a minha:


» Ver também esta outra versão no blog do Marcelo Del Debbio, aliás bem próxima desta acima.

***

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2 comentários:

Blogger M. Sueli Gallacci disse...

Olá Amigo!

Interessante a sua postagem.

Gostaria, com a sua permissão, de acrescentar algumas observações que talvez complemente seu raciocínio.

Quando Jesus proferiu a oração do Pai-Nosso estava na verdade estabelecendo um “modelo” de oração, uma vez que lhe foi perguntado de qual maneira devemos orar. Ele estabeleceu prioridades numa ordem impressionante e tenho absoluta certeza que ele não tinha em mente que devíamos repeti-la na forma decorada, como fazem a grande maioria das igrejas.

A oração é o momento de nos dirigirmos a Deus de uma maneira sincera e plena, e a cada dia, temos necessidades diferentes, agradecimentos diferentes a Lhe dizer, não cabe algo decorado, sem essência, que muitas vezes recitamos automaticamente.

Porém, nunca devemos nos esquecer da ordem estabelecida por Jesus:

Pai nosso que está no céu: Mostra que devemos dirigir nossas orações somente a Ele – O Pai.

Santificado seja o Teu nome: Devemos santificar o NOME de Deus antes de qualquer coisa.

Venha a nós o Teu Reino: Estamos aqui pedindo pelo Reino (governo) de Deus, cujo Rei é Seu filho, Jesus Cristo.

Seja feita a Sua vontade na terra como no céu: Deixa claro que a vontade Dele já foi feita no céu, resta a terra e devemos orar por isso.

Dá-nos o pão de cada dia: É hora de pedirmos pelas coisas materiais as quais necessitamos para nos mantermos vivos.

Perdoai as nossas dívidas: Hora de pedir perdão pelos pecados (dívidas com Deus).

Assim como perdoamos nossos devedores: Evidente que para merecer o perdão de Deus, temos que praticar o perdão.

Não nos deixe cair em tentação: Reconhecimento humilde das nossas fraquezas e que precisamos Dele para que o “mal” não nos influencie.

Livra-nos do mal: Prova de que o “mal” existe.

Amem: Assim seja. (confirmação)

Essas são as prioridades exatamente nessa ordem, mas se desejamos que nossas orações sejam aceitas por Deus, devemos nos dirigir diretamente à Ele, mas “em nome de Jesus”, como o próprio Jesus declarou em outra ocasião: “Tudo que pedirdes ao pai em meu nome, Ele vos concederá”.

Eu particularmente costumo citar o nome de Jesus junto com os meus agradecimentos antes do “Amém”.

Um Grande abraço.

14/12/10 14:31  
Blogger raph disse...

Oi Sueli,

Fico feliz que tenha compreendido que a importância da oração não é repetir palavras mas sintonizar-se a Deus ou ao Cosmos.

Nós espiritualistas em geral costumamos analisar o conteúdo de textos, ensinamentos, poeais e orações espiritualistas por sua profundidade, não necessariamente pela autoridade devida, ainda que seja a de Jesus.

Nesse sentido poderemos orar a Deus não somente através de Jesus - que muitos reconhecem como o maior dos sábios -, mas também através de Krishna, Buda, Lao Tsé, Maomé, etc.

Acredito que no fim, independente de quem seja o "intermediário", o que importa é nossa própria vontade, amor e honestidade para nos conhecermos e melhorarmos cada vez mais. Não creio que Deus deixe de ouvir orações de xamãs indígenas que jamais ouviram falar sequer no nome de Jesus.

Deus é apenas um, afinal de contas :)

Abs!
raph

14/12/10 14:45  

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