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23.5.14

Tiferet shebe Yesod

Neste caminho há um abismo
aparentemente intransponível.

Até a sua escarpa
a via foi dura e sofrida,
mas ao menos os livros ainda nos aconselhavam
sobre a melhor forma
de desviar deste ou daquele obstáculo,
e de evitar este ou aquele perigo.
Depois desta passagem, no entanto,
não há nada que as palavras possam fazer,
e nem mesmo os nosso instrutores mais sábios
poderão nos ajudar...

Ó, desbravadores de novas terras,
aventureiros de adentro,
não há quem possa erguer a ponte
e dar o primeiro passo desta travessia –
ninguém, além de nós mesmos!


Neste caminho há um abismo
vasto e profundo.

Até a sua beira
a jornada ocorreu em nossa própria margem;
mas do outro lado,
onde a música ecoa sem cessar,
iremos transbordar
e inundar o mundo inteiro!

Ó, construtores de pontes,
engenheiros da Alvorada,
certifiquem-se de que a sua corda
esteja bem fincada do outro lado;
e, ao dar o primeiro passo nesta travessia,
não se voltem para o que deixaram para trás
e nem olhem para baixo,
mas se concentrem, isto sim,
nos passos que ainda têm pela frente.


Neste caminho há um abismo
a separar os dois mundos.

Até este lado
a vida seguiu fria e sem sentido,
mas na outra margem
os sol já aquece as campinas,
a música já nos convida para a festa,
os deuses já se vão a dançar embriagados
e as cornucópias já estão postas à mesa...


raph’22.05.14

***

A cornucópia (imagem que ilustra o poema) é um símbolo representativo de fertilidade, riqueza e abundância. Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores fluindo de seu interior.

Crédito da imagem: Wonderpolis.org/Google Image Search

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