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2.4.15

Entre a esquerda e a direita: os comentários (parte 1)

Parte da série “Entre a esquerda e a direita”, onde Alfredo Carvalho e Igor Teo responderam minhas perguntas, e agora estou comentando os assuntos abordados. Para conhecer mais sobre a proposta da série e seus participantes, não deixe de ler nossa apresentação.

O futuro em primeiro lugar
Recentemente assisti o programa Clube dos Correspondentes na GloboNews, onde três jornalistas correspondentes de outras partes do mundo falavam sobre suas impressões acerca das manifestações do dia 15/03/15, e de como a crise política brasileira era vista no exterior.

Uma das correspondentes era Lotten Collin, jornalista de uma rádio sueca. Tendo coberto in locco as manifestações em Copacabana, no Rio de Janeiro, ela me pareceu ter uma opinião muito embasada acerca do que viu por lá:

“O que era muito impressionante para mim é que tinha algumas pessoas pedindo intervenção militar. E eram jovens, que nem sabem como foi a época da Ditadura.”

Que este tipo de pessoas, ainda que minoria, estivessem em uma manifestação democrática, que na quase totalidade criticava a gestão do atual governo, não pareceu algo absurdo somente para Collin, mas para boa parte dos analistas políticos do país, sejam eles alinhados a ideais de esquerda ou de direita. Afinal, só se faz Política numa democracia, numa Ditadura o que vale é a opinião de quem tomou o poder à força.

Ora, é exatamente para não chegarmos a esse ponto que devemos exercitar a Política, a verdadeira, que é basicamente a arte do diálogo entre ideologias e ideias contrárias, visando sempre o melhor consenso possível, para que todo um país caminhe à frente, tanto economicamente quanto socialmente, sem deixar de ouvir as opiniões e as demandas de seus grupos e setores sociais e ideológicos, sejam eles minoritários ou majoritários. Exigir a intervenção de uma força armada, para que “a sua opinião do que é o melhor para o país prevaleça”, é exatamente a receita para a não-política, o não-diálogo, o desastre completo...

O que pretendi, ao convidar para esta série dois genuínos pensadores a esquerda e a direita, que certamente entendem muito mais de Política do que eu, foi precisamente demonstrar o quanto os verdadeiros embates se dão no campo das ideias, e que sempre que saímos deste campo para o campo do embate pessoal, é a Política que sai perdendo, é o país como um todo que perde. Imaginem se as nossas eleições trouxessem debates tão civilizados como este que ocorreu ao longo das respostas e dos comentários desta série – daí já estaríamos na Suécia [1].

Voltemos ao relato de Collin:

“Eu senti que as pessoas entrevistadas tinham queixas reais, sobre a economia, a política, a corrupção, a qualidade dos serviços públicos... Mas em geral eram muito emocionais, não sabiam explicar exatamente qual era o problema. Por exemplo: ninguém fala dos problemas mais concretos da economia, como o papel do BNDES na Copa e noutros momentos, que nunca está muito claro. Elas querem os corruptos na cadeia, mas isso é exatamente o que já vem ocorrendo, os processos judiciais que podem prender muitos corruptos estão ocorrendo neste momento... Eu achei o protesto um pouco superficial.”

Para uma sueca, acostumada com altos níveis de escolaridade, civilidade e, particularmente, politização de sua população, deve ter sido realmente um choque constatar o quanto ainda estamos no início deste longo caminho, que infelizmente ainda pode levar gerações, mas que não obstante precisa ser trilhado, e cada passo dado há que ser comemorado.

Mas, enquanto não chegamos lá, vale considerar com muito carinho o que Collin considerou “a principal lição que o Brasil tem a aprender com a Suécia”, já ao final de sua participação no programa:

“Nesse momento na Suécia há uma negociação entre a direita e a esquerda, porque a eleição de setembro [2014] teve um resultado muito apertado, com margem muito pequena entre os dois principais blocos políticos... Bem, isso seria uma coisa boa para ocorrer aqui no Brasil também.”

De fato, o ambiente político sueco, normalmente estável, entrou em convulsão em dezembro [2014], quando o primeiro-ministro Stefan Lofven disse que planejava voltar às urnas após seu orçamento ter sido rejeitado pela oposição de centro-direita e os democratas suecos. Lá o principal debate se dá no âmbito das leis imigratórias, e do custo da imigração para os cofres públicos. O atual governo, de centro-esquerda, conseguiu costurar um acordo de até 8 anos com a oposição, de centro-direita, para garantir que a extrema direita, grande crítica da imigração, não “travasse” o país ao criar entraves para a aprovação do orçamento de 2015.

Segundo Lofven, “o acordo é um jeito de mostrar que nós tomamos responsabilidade por garantir que a Suécia possa ser governada; que colocamos o futuro do país em primeiro lugar”.

Enquanto isso, aqui em nossas terras tropicais, a nossa noção de “governabilidade” se resume praticamente a “agradar o PMDB”... Ainda falta muito para chegarmos a ser uma Suécia tropical. Mas, será que tal ideia já não seria uma ilusão a priori?


A Suécia tropical
Esta expressão curiosa foi cunhada por Roberto Mangabeira Unger, filósofo brasileiro respeitado em todo o mundo, e atual ministro de assuntos estratégicos. Ele a criou como forma de crítica ao que considera “uma ilusão perigosa”:

“A Suécia real passou por décadas de luta sobre o acesso ao poder político e as oportunidades econômicas. Depois, ao final, veio a organização de políticas sociais. Nós queremos ter o epílogo sem ter a narrativa anterior. Isto é a Suécia tropical. Nós temos uma vida política viciada nesta retórica barata. Os dois partidos que se tem na conta de modernos no Brasil, PT e PSDB, são as duas vertentes, as duas vozes desta ideia. O que se dá como moderno no Brasil é na verdade retrógrado. Para mudar, teríamos de romper com isto.”

De fato, se hoje o modelo econômico dos países escandinavos (norte europeu) é aquele que atinge os maiores índices de desenvolvimento humano, tal conquista não se deu de um ano para o outro, tampouco pela mera decisão política de um ou outro governante.

Nas décadas de 1970 e 1980 eles eram, em geral, estados inchados, com altos impostos e baixa competitividade, embora já dessem grande importância para o aspecto social. A guinada que os alçou ao pedestal de “modelo a ser seguido” veio nas últimas décadas...

Para começar, os estados racionalizaram seus gastos e criaram as mais fantásticas políticas de transparência do mundo, permitindo à população fiscalizar seus governantes e reduzir a gastança. Na Suécia, políticos de alto escalão moram em quitinetes, lavam a própria louça e usam transporte público ou bicicleta. Além disso, a burocracia caiu quase a zero e esses países viraram paraísos do empreendedorismo, de fazer inveja ao Vale do Silício com suas histórias de sucesso (Skype, Angry Birds, Spotify etc.).

Mas isso foi feito sem sucatear o estado nem prejudicar a população. As reformas do estado foram feitas com um objetivo claro: manter a qualidade do serviço público, ou, se possível, aumentá-la. Essa lógica ajuda a entender o que aconteceu com a saúde e a educação pública nesses países. O governo continua atuando, provendo serviços de qualidade, mas empresas privadas também podem entrar na competição. Os cidadãos recebem do governo vouchers de saúde e educação e podem decidir usá-los em escolas e hospitais públicos ou privados. Na Escandinávia, o estado continua grande, mas uma coisa fundamental mudou: ele agora funciona [2].

Se começássemos agora, talvez em 20 a 30 anos conseguíssemos chegar perto do estágio atual da Suécia e seus vizinhos. Mas então não seríamos uma Suécia tropical, mas quem sabe, finalmente, o país do futuro...

Segundo Mangabeira, o modelo de redistribuição de renda do socialismo brasileiro não se sustenta por muito tempo com o atual sistema tributário e somente com programas sociais voltados para as camadas mais pobres. É um contrassenso, realmente, crer que somente programas como o Bolsa Família, embora vitais, possam resolver a equação das injustiças sociais do país. Ainda falaremos mais sobre isso, mas não faz o menor sentido distribuir bolsas de um lado, enquanto de outro temos talvez o sistema tributário mais injusto do mundo, fortemente ancorado em impostos indiretos, que independem da renda. Vivemos no país onde um milionário paga exatamente o mesmo imposto que um miserável quando vai ao supermercado comprar um quilo de arroz ou feijão.

Mangabeira também nos dá sua receita para que um dia cheguemos a ser “uma Suécia”:

“O binômio perverso – juros altos, câmbio baixo – deve ser substituído pelo binômio virtuoso – juros baixos, câmbio alto. A condição para isso é reduzir drasticamente o gasto público, sem deixar de pagar os juros da dívida pública. Essa mudança deve ser combinada com reforma tributária que extraia renda dos endinheirados para financiar uma política social compensatória, dirigida aos brasileiros mais pobres. Afora isso, basta educar o povo e melhorar a eficiência do governo. O mercado e o social produzirão juntos a Suécia tropical.”

Temos certa dificuldade em situar pensadores como Mangabeira Unger “a esquerda ou a direita”. Penso que isso também ocorra com muitos outros analistas políticos e econômicos de ideias mais profundas, e até mesmo com alguns políticos... Não quer dizer que os centristas sejam “superiores”, quer dizer que talvez a rotulação costumeira de esquerdista ou direitista seja bidimensional, em suma, pobre demais.

No fundo, a única boa Política possível é a que é conduzida tendo sempre em vista não somente dois lados, mas todos os lados.

» Em breve, falaremos sobre bois e diagramas...

***

[1] Em nome dos participantes "oficiais" da série, Alfredo Carvalho e Igor Teo, agradeço a todos os que comentaram, tanto no blog quanto no Facebook, e tornaram o debate mais aprofundado e produtivo. Alguns de vocês vão perceber que também estou levando em consideração seus comentários ao longo do restante da série... Claro que os textos continuarão online, de modo que qualquer um ainda pode adicionar comentários em qualquer parte desta série.

[2] Os dois últimos parágrafos foram retirados do excelente artigo de Denis Russo Burgierman, diretor de redação da Superinteressante: A maldição do esquerdo-direitismo.

***

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Crédito da foto: Marcos de Paula/Estadão

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8 comentários:

Blogger Alfredo Carvalho disse...

Oi Raph! Que bom que você começou a postar seus comentários!

Sobre o pessoal da intervenção militar, gostaria de colocar minha perspectiva sobre a questão. Eu participei de duas passeatas aqui em brasília nos últimos meses incluindo a de 15/03. Em ambas apareceram esses que a gente convencionou chamar de intervencionistas.

Na primeira eu me senti bastante incomodado com a presença deles. Embora fossem pessoas de aparência inofensiva e pacífica, não pude me conter em bater boca com uma mulher que portava uma faixa com os dizeres "intervenção militar já".

Após minha repreensão, o rapaz que a ajudava a esticar a faixa pareceu ter se dado conta da bobagem que fazia e a abandonou. Entretanto, ela conseguiu convencer um outro rapaz, que parecia meio confuso e perdido por ali, a substituir o "desertor".

Eu realmente não sabia o que fazer. Ela tinha o direito de estar ali, mesmo que sua faixa estivesse desagradando a todos que estavam em volta. Recorri então a um dos organizadores do evento, que tinha um megafone, e pedi que ele tentasse constranger a moça de alguma forma com aquele aparelho. Mas ele, advogado, sabia que não tinha muito o que fazer, exceto entoar algumas palavras de desaprovação que pouco efeito surtiam.

Chegou a um ponto que não aguentei mais e fui embora da manifestação, resmungando e esbravejando aos quatro ventos. Incomodadíssimo com a possibilidade de ser reconhecido ou mesmo fotografado junto com aqueles cartazes.

Eis que na manifestação de 15/03 os intervencionistas foram ainda mais abusados. Eles até alugaram um carro de som! E o pior: quando um dos organizadores do evento principal solicitou à polícia que retirasse aquele carro de lá o policial simplesmente não pôde fazer nada, pois eles, também tinham autorização das autoridades para estarem lá.

No fim das contas, na semana seguinte tive a oportunidade de participar de uma reunião com os líderes dos movimentos envolvidos na organização da passeata de Brasília e uma das coisas que foi discutida lá foi justamente a frustração de não poder fazer nada para retirar os intervencionistas da passeata.

Resumindo: o que eu acabei aprendendo com o processo todo foi que tolerar os cartazes ingênuos de senhorinhas que ganham pensão do falecido marido coronel ou de alguns jovenzinhos confusos que estudaram no colégio militar não é algo absurdo, como você disse, mas é o que a nossa lei e o caráter democrático das manifestações exigiram. Nenhum deles, com exceção de um grupinho esquisito em são paulo, deu demonstrações de que fosse utilizar violência ou algo do tipo. Nenhum pedia, de fato, a volta da ditadura, mas uma estrovenga chamada "intervenção constitucional", que eles honestamente acreditavam ser válida, possível e efetiva (eu não creio nisso, mas fazer o que?).

Enfim, é isso.
Abraço.

3/4/15 04:01  
Blogger raph disse...

Oi Alfredo,

Eu também senti algo muito parecido quando fui, como "observador", as manifestações de 15/03 aqui em Campo Grande/MS...

Em todo caso, achei por bem substituir o "fossem toleradas" por "estivessem" no texto acima, já que assim acredito que ele esteja mais de acordo com a realidade, até mesmo por conta do seu próprio depoimento.

Mas o termo "absurdo", este deve continuar, pois por mais que seja algo próprio da democracia, não deixa de ser um grande absurdo né.

Abs!
raph

3/4/15 13:02  
Blogger Igor disse...

Olá, Raph
Acho que a questão se resume bem quando você diz:

"Para começar, os estados (do norte europeu) racionalizaram seus gastos e criaram as mais fantásticas políticas de transparência do mundo, permitindo à população fiscalizar seus governantes e reduzir a gastança. Na Suécia, políticos de alto escalão moram em quitinetes, lavam a própria louça e usam transporte público ou bicicleta. Além disso, a burocracia caiu quase a zero (...).

Mas isso foi feito sem sucatear o estado nem prejudicar a população. As reformas do estado foram feitas com um objetivo claro: manter a qualidade do serviço público, ou, se possível, aumentá-la. Essa lógica ajuda a entender o que aconteceu com a saúde e a educação pública nesses países. O governo continua atuando, provendo serviços de qualidade, mas empresas privadas também podem entrar na competição. Os cidadãos recebem do governo vouchers de saúde e educação e podem decidir usá-los em escolas e hospitais públicos ou privados. Na Escandinávia, o estado continua grande, mas uma coisa fundamental mudou: ele agora funciona."

Lembrou-me de algo que postei recentemente lá na página do facebook:

"O Estado brasileiro não é grande, justamente ao contrário do que diz a propaganda neoliberal. Pouca gente é empregada no setor público e os impostos são medianos quando comparamos com países como a Dinamarca e a Suécia.

O problema do Estado brasileiro é que ele possui mecanismos os quais são feitos para beneficiar a classe média alta e, acima de tudo, a grande burguesia.

Antes de pensar em diminuir ou aumentar o Estado, deveríamos questionar na verdade o quanto democrático ele realmente é."

Abraço!

3/4/15 13:10  
Blogger raph disse...

Oi Igor, ainda falarei mais sobre os impostos, mas é bem por aí mesmo, com um adendo importante: este trecho que citou é precisamente o trecho que copiei diretamente do artigo do Denis Russo Burgierman - portanto, não é meu, é dele :)

Abs!
raph

3/4/15 16:02  
Anonymous Felipe R disse...

Bem,

Agora já é possível cogitar a inclinação política do caro blogueiro. Eu espero apenas, Raph, que você evite, ao máximo, defender modelos que imponham a outras pessoas pacíficas o que você acha que é certo.

Aguardarei as outras partes.

20/4/15 08:24  
Blogger raph disse...

Oi Felipe,

Desculpe, não entendi o "pessoas pacíficas"?

Quer dizer que uma inclinação política determina se alguém é ou não pacífico?

Abs
raph

20/4/15 10:17  
Anonymous Felipe R disse...

"Quer dizer que uma inclinação política determina se alguém é ou não pacífico?"

Não. O problema não é inclinar para este ou aquele lado. Agora, se coagir outras pessoas a viverem o sistema ao qual se inclina, aí, sim, temos um grande problema, porque deixa de ser um pensamento e passa a ser uma ação.

Por exemplo: você prefere culinária japonesa, e eu prefiro a chinesa. Temos inclinações diferentes, porém estaremos convivendo pacificamente enquanto um não impedir o outro de escolher o tipo de alimento que queremos. Podemos criticar, falar mal, mas jamais iniciar a força para um impor uma preferência ao outro.

De forma análoga, você pode achar justo e efetivo que uma instituição deva arrecadar dinheiro para ajudar os mais necessitados, e ofereça saúde e educação. Eu também acho. Felizmente existe a chamada "doação", e pessoas que a praticam (inclusive eu). É uma prática voluntária e cristã, que eu apoio.
O problema começa quando a pessoa, ou uma maioria, paga e defende um grupo armado para que peguem à força o dinheiro de pessoas pacíficas, que escolheram não doar, para realizar atos humanitários. Podemos criticar, argumentar, tentar convencer, porém, jamais obrigá-las.

O estatismo sueco, que me pareceu te apetecer, é um exemplo de coerção sobre pessoas pacíficas. É válido discuti-lo, estudá-lo, ou até mesmo romantizar sua existência (para fins didáticos). Mas, na hora que você o implementa, o crime de coerção é consumado.

De qualquer forma, eu peço para que seja evitado pregar o estatismo e o bem-estar social, pois acredito nisso como uma forma de diminuir essa prática coercitiva. A decisão final, naturalmente, é sua : )

Abraço.

20/4/15 15:53  
Blogger raph disse...

Bem, a Suécia detém um dos maiores índices de desenvolvimento humano do planeta. Há muitos analistas que entendem muito mais de Política e Economia do que eu que concordam que isto se deve, ao menos na maior parte, ao que você talvez chame de "estatismo".

Agora, conforme diz Mangabeira Unger, o atual Estado sueco se formou após uma série de ajustes que, dentre outras coisas, o tornaram um dos Estados mais eficientes e transparentes do mundo. O problema do Brasil é querer chegar lá sem tais reformas, que levaram décadas.

Você pode não concordar com a ideia de "Estado grande", isso é uma coisa... Mas dizer que isso é uma coerção ou uma violência não faz sentido. Primeiro porque a vida na Suécia é em geral muito boa, e isto pelo menos está estatisticamente comprovado pelo IDH; Segundo porque ninguém é obrigado a permanecer na Suécia - ela não á uma ditadura, e as fronteiras estão abertas para quem quiser ir viver em países onde os impostos são menores e o Estado é menor.

Ou seja, desde que haja uma democracia real, e o povo ESCOLHA ter um Estado grande pois acredita que, quando ele funciona, há um bem estar para todos, não há coerção ou violência alguma, apenas o debate de ideias e as eleições livres, ou seja, a democracia em si. Quem não concorda, basta sair da Suécie ué...

Abs
raph

20/4/15 17:10  

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