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19.12.09

O universo conhecido

Vídeo pelo Museu Americano de História Natural. Texto original por Kentaro Mori, no blog 100 nexos.

"O Cosmos é tudo o que há, tudo o que algum dia foi e tudo o que nalgum dia será."
Carl Sagan

São imagens poderosas, afinal, é todo O Universo Conhecido, um filme produzido pelo Museu Americano de História Natural em uma viagem do monte Everest e as gargantas do rio Ganges até os limites de todo o cosmo conhecido.

No caminho, enquanto nos afastamos do planeta vemos o azul profundo do Pacífico, a Terra como um todo, as órbitas de milhares de satélites que lançamos em órbitas baixas e então um anel daqueles em órbita geostacionária; rapidamente focando o brilho de nosso Sol, o sistema solar, a bolha de nossas transmissões de rádio com décadas de anos-luz de raio, a nossa galáxia, a estrutura filamentar de milhões de outras galáxias próximas até o limite do Universo observável, na radiação de fundo composta dos ecos do Big Bang.

Viajar pelo espaço nesta escala é também viajar no tempo, enquanto a esfera final do Universo conhecido marca também os primeiros instantes de tudo. Caso se sinta alguma vertigem, basta se segurar nos assentos porque logo fazemos todo o caminho de volta ao pálido ponto azul.

Esse tipo de visualização não é particularmente novo, e sua versão mais famosa é o clássico Potências de 10 (1977), sendo que uma versão recente particularmente bela inicia o filme Contato (1997). A diferença é que desta vez, “a estrutura de O Universo Conhecido é baseada em observações e pesquisas precisas e cientificamente acuradas”. Isto é, enquanto todas as outras versões anteriores contavam com uma boa dose de licença artística e imaginação, nesta versão a beleza é derivada diretamente de dados científicos concretos. É por isto que em certo momento a visualização de galáxias e quasares forma uma espécie de ampulheta, porque só podemos observar em grandes distâncias em planos perpendiculares ao disco de nossa Via Láctea – isto é, “para cima ou para baixo”, porque “dos lados” todas as estrelas de nossa galáxia bloqueiam a visão.

» Post orginal no blog 100 nexos

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2 comentários:

Blogger Ricardo disse...

Caro amigo Rafael:
Assumo que estou em dívida com você. Já li o seu post que tratava da "desnecessidade" de uma religião positiva específica... mas falta comentá-lo.
Além disso, não tenho registrado nada nos seus posts, aqui. Espero, entretanto, que reconheça a dificuldade que é esta época de fim de ano. Além disso, ainda tive um projeto pessoal a cumprir, que me tomou bastante tempo.
De qualquer forma, espere pelas minhas "chateações" (rsss) em breve.
Quero desejar-lhe boas entradas e um Feliz 2010!
Abração.

29/12/09 09:05  
Blogger raph disse...

Oi Ricardo, não tenha pressa, nessa época do ano inclusive é melhor aproveitar para descansar e refazer as idéias, deixar para voltar com idéias renovadas no novo ano :)

Abração e feliz 2010!
raph

29/12/09 12:14  

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