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31.1.23

Terra, fogo, água e ar (parte final)

« continuando da parte 4


Esta é uma verdade

Ainda antes que os homens fossem homens, espécies ancestrais de hominídeos conheceram o fogo. A primeira visão dele deve ter sido inesquecível, eterna: primeiro, mais um relâmpago no céu; depois, um trovão assustador ressoando pela terra inteira. Mas isso já era conhecido, a novidade é que havia logo ali, bem à frente, um arbusto em chamas. Uma sarça ardente e sagrada, queimando, abençoada com um pedacinho do sol.

Foi pela domesticação do fogo que os seres arcaicos aprenderam a caçar de modo mais eficiente e, principalmente, a cozinhar a carne caçada. Foi isso que possibilitou que as imensas quantidades de energia gastas na ingestão de carne crua pudessem ser canalizadas para o cérebro. O resultado disso foi o surgimento dos homens: nós somos os filhos e as filhas do fogo.

Desde que a chama não se apague, qualquer templo, qualquer concepção divina, qualquer nova religião poderá perdurar para sempre, atemporal como o fogo e o sol e a natureza. Em suas chamas, em incessante mutação, os xamãs de outrora tinham muitas visões, e delas extraíam conselhos para a sobrevivência da tribo. Eles filosofavam pelo fogo, se devotavam a ele de corpo e alma, para que seus irmãos pudessem prosperar na terra.

Até hoje não há artista, sensitivo ou pastor que saiba exatamente de onde vem sua intuição, aquela vontade antes do próprio querer, aquela voz que diz, “Será assim”, e para a qual eles respondem, “Que assim seja”.

Imersos na atemporalidade do fogo, tais guias da humanidade se assemelham aos primeiros contadores de histórias em torno da fogueira da aldeia. É pela palavra que eles encaminham seu rebanho, mas mesmo a palavra antes foi luz em suas almas. Luz vinda de onde? Luz feita do quê? Não importa, a luz foi criada para ser refletida, não explicada.

Somente eles aprenderam, de alguma forma que mal sabem explicar, a roubar o fogo dos deuses, e compartilhá-lo com os seres de baixo. Você pode achar que tal regalia coube somente aos grandes santos, profetas e gurus, mas infelizmente não foi assim: há também muita sombra e escuridão entre os arautos do fogo.

Pense nas atrocidades que já foram cometidas em nome daqueles que afirmavam falar em nome de algum deus, ou mesmo alguma ideologia infalível. Até mesmo os cientistas se tornaram submissos àqueles que dizem representar o seu deus, o deus-da-matéria-que-a-tudo-explica. Não é preciso dar detalhes: você sabe do que estou falando.

Aos que brincam com fogo, coube a maior das responsabilidades, que é evitar que ele consuma a tudo e a todos. Na escala correta, ele pode iluminar o templo do coração de muitas almas; na errada, ele pode destruir vilarejos, bibliotecas, templos alheios, países inteiros.

Somente a água pode equilibrar tal balança. É só com o exercício constante da empatia que aquele que se depara com as verdades universais poderá se abster de dizer, “Esta é a verdade”; e, no lugar, constatar, “Esta é uma verdade”.

Pois se o seu deus é algum senhor de exércitos, que demanda que todos se curvem à sua vontade ou desapareçam da terra, então que os deuses tenham piedade de nós. Mas, se o seu deus é como o sol que aquece a manhã, e jamais deixa de vencer a noite, e que não descansará até que toda a tribo se torne céu, então, meu irmão, minha irmã, bem-vindo, bem-vinda ao caminho.

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Bibliografia
Kabbalah Hermética (Marcelo Del Debbio). Wikipédia.

Crédito das imagens: [topo] Kimson Doan/unsplash.

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30.1.23

Terra, fogo, água e ar (parte 4)

« continuando da parte 3


As palavras mágicas

Imaginem a surpresa dos aldeões iletrados ao simplesmente observarem os escribas, os construtores e os magos em geral: gente que conseguia se comunicar somente pelo ar. Um construtor desconhecido chega num vilarejo e, ao apresentar um pedaço de papiro para outro construtor que nunca viu na vida, logo ambos parecem ser não somente colegas de longa data, como sabem exatamente o que irão construir a seguir, nos mínimos detalhes. Pura magia!

Era, então, a era da civilização humana. Os primórdios de um tempo em que nem todos precisavam sobreviver à duras penas, ao custo do trabalho braçal, do suor do corpo: havia também alguns poucos afortunados que, por conhecerem as palavras mágicas, por saberem lê-las em paredes, letreiros ou papéis, podiam se dar ao luxo de se dedicar somente ao ar, enquanto os analfabetos cuidavam da terra.

Decerto inúmeros sábios caminharam pelo mundo, mas foram somente os poetas, os filósofos e os escritores que foram lembrados pelas demais gerações, pois foram eles que dominaram a tecnologia primordial das brisas, o livro. Com o livro, seja sagrado ou não, eles eternizaram suas lendas, suas ideais mais iluminadas e sombrias, seus relatos mais fantasiosos e verdadeiros, sua visão de mundo, enfim, sua própria história. Pouco se sabe do que pensavam os xamãs ancestrais, os pajés e líderes de tribos selvagens, dentre outras coisas porque a eles jamais foi permitido contar sua própria história às gerações e aos povos futuros.

Sim, a história sempre foi escrita pelos vencedores, mas também havia dois tipos de conquistadores de terras: aqueles que davam pouco valor à cultura alheia, e aqueles que, de alguma forma, entendiam que todos os povos eram um só, que toda a humanidade deveria, mais dia menos dia, se entender, equalizar seus mitos de origem, mesclar seus deuses uns com os outros, ou seja: tornar-se uma só tribo, pois que o mundo é um só. Isso não significa aniquilar culturas, substituindo um deus pelo outro, pelo contrário: isso quer dizer que todos os deuses podem se irmanar, como os primeiros construtores, e para tal basta que sejam capazes de falar a mesma língua.

Porém, mesmo passados os tempos da guerra da fome e da morte, mesmo com o mundo se encaminhando para uma terra de cooperação, e não de matança e disputas inúteis, o ar ainda guardaria muitos perigos invisíveis em suas elucubrações infindáveis.

O homem redescobriria a ciência, e a chamaria de “moderna”, e começaria a declarar coisas sem sentido. Por exemplo: que a cor vermelha não existe, pois é somente um comprimento de onda eletromagnética; ou que dois amantes apaixonados jamais podem realmente se tocar, pois que os átomos se repelem entre si; ou ainda que a noite não é salpicada de deuses luminosos, que todas aquelas luzes são apenas sóis de outros sistemas, irradiando algo da mesma consistência que aquilo que sai de uma lamparina.

Ora, tais burocratas do conhecimento já não eram mais capazes de compreender toda a beleza da poesia romântica, nem todos os matizes das pinturas grandiosas, muito menos o que os antigos sentiam ao contemplar a noitinha, sem ter nenhum aparelho para registrar tamanha beleza que não seus próprios olhos.

Decerto eles mal sabiam que até mesmo os xamãs, os magos e os druidas tinham suas bibliotecas em plena floresta, e que sabiam “ler” cada filamento de uma planta, cada ranhura de uma casca de tronco, cada signo de uma flor. Que os sábios antigos também sabiam se mover pelo ar, sem, no entanto, ter de abandonar a terra. Com seus pés firmes, tal qual raízes, eles elevavam seus pensamentos aos céus, mas nenhuma tempestade era capaz de lhes levar embora.

Com suas facas, espadas e foices, eles sabiam quais galhos cortar, e quais preservar: quais dariam frutos saborosos, e quais estavam acometidos de ervas daninhas. Mas, acima de tudo, eles jamais abandonavam a terra, pois eram incapazes de esquecer a sua origem.

Nós só podemos contemplar o céu porque estamos aqui, bem posicionados, na terceira pedra do sol.

» Na sequência, os mistérios do fogo.


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Bibliografia
Kabbalah Hermética (Marcelo Del Debbio). Wikipédia.

Crédito das imagens: [topo] CHUTTERSNAP/unsplash.

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27.1.23

Terra, fogo, água e ar (parte 3)

« continuando da parte 2


Profundo, misterioso, infindável, inenarrável

Embora tenhamos perambulado por grande parte da terra, nenhuma grande civilização foi capaz de florescer longe da água. Mares primordiais, abarrotados de peixes, rios de água límpida descida do alto: nenhum Éden poderia existir sem eles. Acima de tudo, o que os antigos caçadores-coletores logo entenderam, é que água é sinônimo de vida.

Assim, tão logo descobriram a agricultura, também perceberam que não bastavam só as sementes e a terra, era preciso a fertilização das águas que caíam do céu. Se a terra era uma deusa de onde nasciam frutos infindáveis, eram os deuses do céu que garantiam a germinação.

Mesmo os grandes deuses montanhosos choravam, constantemente, emocionados com tantos milagres. Foi assim que muitos rios se tornaram sagrados, com suas águas correntes, filhas das grandes rochas; e há quem diga que alguns filósofos ancestrais foram capazes de atravessar as águas de uma deusa! Ora, nem mesmo Heráclito foi capaz de conceber tal maravilha.

E todas as águas correm rumo ao oceano, a grande divindade, e também a mais humilde delas: estando no nível menos elevado, recebe todos os afluentes das terras altas. A única associação que os primeiros nadadores-pensadores poderiam fazer era ao amor. Assim como o mar, o amor é profundo, misterioso, infindável, inenarrável.

Afinal, não há manual para o amor: o seu reino é alienígena, cheio de corais multicolores e correntes invisíveis e nefastas. Só o mergulhador que se arriscou em suas ondas pode saber de toda a maravilha e todo o perigo que há no mundo da água. Nada disso se ensina em cartilhas ou escolinhas de natação, tampouco nas grandes universidades ou nos laboratórios mais modernos.  

Estando além de qualquer capacidade lógica de catalogação, as ondas do amor quebram indistintamente sobre os nadadores iniciantes ou experientes. Mas há também os grandes sábios, em suas pranchas antigas, que aprenderam a observar o movimento das marés, e surfam acima de todas as mágoas e desentendimentos, jamais se apegando a esta ou aquela praia, pois sabem muito bem que ainda hão de atravessar muitas e muitas ilhas.

O grande perigo é crer que não precisaremos jamais aprender a nadar, que poderemos subir no pico mais elevado e viver em nossa caverna pequenina, tal qual eremitas, renunciantes do amor. É então que os deuses são forçados a enviar um verdadeiro dilúvio, para que todos sejam batizados, sem exceção.

Um dia, todos seremos como Noé, a pilotar nossa arca em meio à tempestade. E a única forma de se guiar pelas águas turbulentas é compreender que elas seguem sempre os desígnios do ar. Há ventos que vêm para causar naufrágios, é verdade, mas até mesmo esses podem ser bem aproveitados, se formos capazes de construir um mastro, e uma imensa vela, em nossa arca. Daí bastará usar a própria força do ar para nos levar para longe dos mares tumultuosos.

O amor é poderoso, inefável, capaz de nos carregar como náufragos para longe de toda e qualquer razão. Mas o amor tem muitos nomes, e é somente pela mesma razão que conseguiremos saber mais sobre eles. O amor é a lei dos mares, mas os mares ainda obedecem à vontade das brisas e dos vendavais. Não há grande navegador que tenha alcançado o Novo Mundo sem tal conhecimento.

Foi ao mar que os deuses deram o perigo e o abismo, mas também foi nele que espelharam o céu.

» Na sequência, as elucubrações do ar.


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Bibliografia
Kabbalah Hermética (Marcelo Del Debbio). Wikipédia.

Crédito das imagens: [topo] Google Image Search.

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26.1.23

Terra, fogo, água e ar (parte 2)

« continuando da parte 1


Tudo estava cheio de deuses

Para os antigos caçadores-coletores, a terra significava sobrevivência. Seja em que parte do mundo caminhassem, era dela que extraíam os frutos, plantas e raízes. Afora isso, havia os demais animais: alguns, presas fugidias; outros, feras selvagens, que tornavam caça os caçadores. Era a guerra da fome e da morte, onde tudo o que importava era atravessar mais um dia vivo; e, se possível, bem alimentado.

Se existia algum espaço para se pensar na vida e nos deuses, era na noite, onde dançavam e entoavam seus rituais em torno da fogueira do xamã da tribo, o único que tinha o privilégio de poder se dedicar inteiramente à vida, e não à sobrevivência. Naquele tempo, a vida era mágica, e tudo o que existia fazia parte do sopro divino. Não havia grandes lamentações acerca do passado, que era apenas ontem, nem angústia pelo futuro, que ainda não chegou a existir. Apenas o presente era concreto. O pão nosso de cada dia era de fato sagrado, de fato celebrado, pois não se sabia do amanhã.

Então, algum cientista pré-histórico percebeu que onde a tribo jogava as sementes dos frutos consumidos, por vezes surgiam novas árvores e novos frutos. Um grande espanto se sucedeu ante tamanho milagre tecnológico: para aquelas plantas já não havia aniquilação, e sim morte e renascimento. Elas poderiam crescer em qualquer solo fértil para sempre, e abastecer os antigos nômades de dias futuros, de um amanhã garantido. Era o começo da vida e o fim da sobrevivência.

Os deuses já não habitavam somente as estrelas distantes da noite, agora eles estavam aqui, na própria terra. As plantações eram sagradas, eram oferendas dos deuses da terra para os andarilhos cansados de perambular por vales e desfiladeiros. Tudo, em toda a volta de onde se assentaram para plantar, estava cheio de deuses. Não era mais preciso batalhar por mais um dia de comida: agora, era possível relaxar, e pensar na existência em si. Até hoje, os artistas, os poetas e os magos são devedores deste dia.

Este poderia ter sido o Éden prometido, se os homens não tivessem se cansado da contemplação dos deuses, se não tivessem chegado a acreditar que uma pedra era somente uma coisa sólida qualquer. Em sua ganância, eles ansiavam por pedras mais bonitas, e silos cada vez mais abarrotados de grãos. Eles descobriram que havia tribos que tinham mais coisas, mais riquezas, mais terras, e outras menos. Eles passaram a acreditar, enfim, que algum homem poderia ser dono dessas coisas.

Por isso, jamais houve paz, e sim mais e mais guerra. Não o embate sagrado do homem contra si mesmo, mas a estupidez das batalhas externas, pela conquista de mais e mais coisas que não significavam nada no fim das contas: eram apenas coisas. O homem já não vivia mais junto aos deuses, seu entusiasmo havia sumido, lentamente, de tal forma que ele já não se lembrava mais o que era estar entusiasmado, preenchido de sentido, cheio de espírito.

Mas não foram todos que padeceram da doença de crer que a terra era tudo o que há. Alguns conservaram a chama acesa, carregada cuidadosamente em tochas acesas nas fogueiras dos primeiros xamãs. Com o fogo, eles eram capazes de renovar inteiramente a natureza dos homens, em cerimônias de morte e renascimento, que ocorriam no refúgio das cavernas, escondidas da ignorância do mundo.

Rebatizados no ventre da terra, tais homens se tornavam irmãos pelo resto da existência. Foram tais guias que mantiveram a família dos deuses na memória dos homens, de modo que não pudessem se esquecer definitivamente de sua origem. Foram eles que não nos deixaram esquecer do caminho.

Era preciso o fogo para tornar a terra sagrada outra vez. E todos que aprenderam tais segredos se tornaram irmãos e irmãs: não somente amigos de deuses, mas da família, da linhagem divina.

Por isso todo xamã ancestral que é capaz de andar descalço pela terra, e sentir toda a imensidão da rocha, sem se desconectar dos deuses da noite, do sagrado que há acima, e abaixo, e por todos os lados, bate no coração e diz:

“Eu também sou da raça dos deuses.”


» Na sequência, as marés da água.

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Bibliografia
Kabbalah Hermética (Marcelo Del Debbio). Wikipédia.

Crédito das imagens: [topo] Hikersbay Hikersbay/unsplash

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24.1.23

Terra, fogo, água e ar (parte 1)

Um convite para a caminhada

Tales de Mileto, possivelmente o primeiro grande filósofo do Ocidente, considerava a água a substância primordial, de onde se originaram todas as coisas. Já um de seus discípulos, Anaxímenes, afirmou que era o ar o princípio de todas as coisas. Parmênides de Eleia, nascido quando Tales já era idoso, defendia que a tal substância é imutável, e que suas transformações visíveis, tudo o que vemos no mundo a nossa volta, era mera ilusão. Heráclito de Éfeso, que viveu na mesma época, discordava totalmente, e dizia que “não podemos atravessar duas vezes o mesmo rio”, pois que tudo na natureza está em constante mudança.

Para um materialista atual, é muito difícil compreender o que todos esses pensadores da nossa antiguidade estavam realmente discutindo. Para a ciência moderna, os elementos são formados pelos diferentes tipos de átomos que formam as moléculas. A água, por exemplo, é composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Nos primeiros minutos após o big bang, o evento cósmico que originou o universo conhecido, havia de fato uma abundância de hidrogênio (e hélio), mas o oxigênio só surgiu centenas de milhões de anos depois. A terra e o ar podem ser formados por uma infinidade de materiais sólidos e gasosos, e o fogo sequer pode ser considerado “matéria”, uma vez que é o resultado de reações químicas.

Falta à visão moderna, obviamente, a concepção metafórica do mundo. Ora, é claro que Tales não supunha que o mundo inteiro era uma espécie de ilha surgida, de alguma forma estranha, de um oceano primordial infinito. A “água” a que o pensador antigo se referia não era somente a água que encontramos nos rios, ou que usamos para beber e tomar banho, mas uma ideia, um conceito. Para Tales, fazia mais sentido que todas as coisas tivessem se formado a partir de uma substância tão plástica quanto àquela que encontramos em um jarro de cerâmica – e que, se despejada, por exemplo, numa caneca de latão, assumirá imediatamente a nova forma.

O que os antigos compreendiam pelos quatro elementos – terra, fogo, água e ar – era essencialmente um conjunto de metáforas, usualmente associadas a ideias grandiosas, como substâncias primordiais ou deuses, mas igualmente a tipos psicológicos e qualidades e características puramente humanas. Nesse sentido, tais elementos ainda estão presentes no nosso dia a dia, em nossa linguagem e simbologia, quiçá com outros nomes, sem que percebamos.

Minha intenção aqui é, portanto, investigar a origem de tais associações simbólicas. Se puderem me acompanhar nessa viagem de pura imaginação, ela nos levará aos primórdios da civilização humana – da escrita, da religião, da filosofia etc. –, não importando realmente a região do planeta ou etnia específica. Dito isso, vale lembrar que inúmeros povos antigos chegaram a sistemas parecidos de quatro ou cinco elementos, por vezes se valendo de tipos diversos, como madeira, metal, vácuo ou éter. Minha intenção não é dar uma explicação definitiva para tudo isso, o que seria impossível, mas tão somente refletir sobre a terra, o fogo, a água e o ar.

Nossa viagem percorrerá cavernas iniciáticas, onde o fogo engravida a terra; mares calmos e raivosos, governados pelos espíritos do vento; pensamentos elevados, que necessitam de âncoras densas para permaneceram no mundo; e, finalmente, aos mistérios das chamas que caíram do céu.

Nada disso será acadêmico, no sentido de tentar explicar metáforas antigas, mas talvez uma experiência literária interessante. Se lhe interessa, vamos caminhar juntos por aí.


» Na sequência, a iniciação da terra.

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Bibliografia
Kabbalah Hermética (Marcelo Del Debbio). Wikipédia.

Crédito das imagens: [topo] Google Image Search.

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16.1.23

Lançamento: Ad infinitum, edição comemorativa de 10 anos

Quatro personagens. Um diálogo sobre o Uno: o infinito da existência, o universo, a evolução das espécies na Terra, religião, ciência, filosofia, fé e ceticismo. Saiu a edição comemorativa de 10 anos do lançamento da obra filosófica mais relevante de Rafael Arrais.

Um e-book já disponível para o Amazon Kindle, e também na versão impressa:

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» Conheça a simbologia do Ouroboros e da Árvore da Vida (capa do livro)

» Veja o release de lançamento original


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1.1.23

Lançamento: Autobiografia de um Iogue

As Edições Textos para Reflexão publicam um grande clássico espiritual do séc. XX: Autobiografia de um Iogue, por Paramahansa Yogananda, na tradução de Rafael Arrais.

Este é um livro de muitas jornadas, há nesta obra muitos livros dentro de um só. Publicado logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, mas escrito ainda ao longo do terror, ele sinaliza uma nova esperança, uma nova era para a espiritualidade humana: que tenha sobrevivido ao tempo, e que seja até hoje um bestseller global, é um sopro de alívio para todos aqueles que despertaram da ilusão material.

Um ebook já disponível para o Amazon Kindle, Google Play e outras lojas; e também na versão impressa:

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» Leia o Epílogo desta edição: As aventuras de Makunda

» Leia um trecho da tradução


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