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21.11.19

Lançamento: O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda

As Edições Textos para Reflexão publicam o livro mais conhecido do primeiro escritor a tratar da Umbanda em detalhes: Leal de Souza.

O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, publicado originalmente em 1933, no Rio de Janeiro, continua sendo uma surpreendente fonte de informação acerca dos primórdios da primeira religião genuinamente brasileira (a despeito de alguns termos da língua portuguesa que caíram em desuso, e foram substituídos por sinônimos mais atuais em nossa edição).

Um ebook já disponível para Amazon Kindle e Kobo (estaremos tentando publicar também na versão impressa pela Amazon):

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Abaixo, segue uma amostra com o capítulo XVIII da obra:


XVIII. As Sete Linhas Brancas

A Linha Branca de Umbanda e Demanda compreende sete linhas:

A primeira, de Oxalá.
A segunda, de Ogum.
A terceira, de Oxóssi.
A quarta, de Xangô.
A quinta, de Iansã.
A sexta, de Iemanjá.
A sétima é a linha de santo, também chamada de Linha das Almas.

Essas designações significam, na Língua de Umbanda:

A primeira, Jesus, em sua invocação de Nosso Senhor do Bonfim.
A segunda, São Jorge.
A terceira, São Sebastião.
A quarta, São Jerônimo.
A quinta, Santa Bárbara.
A sexta, a Virgem Maria, em sua invocação de Nossa Senhora da Conceição.
A linha de santo é transversal, e mantém a sua unidade através das outras.

Cada linha tem o seu ponto emblemático e a sua cor simbólica:

A de Oxalá, a cor branca.
A de Ogum, a cor encarnada [ou avermelhada].
A de Oxóssi, a cor verde.
A de Xangô, a cor roxa.
A de Iansã, a cor amarela.
A de Iemanjá, a cor azul.

Oxalá é a linha dos trabalhadores humildes; tem a devoção dos espíritos de pretos de todas as regiões, qualquer que seja a linha de sua atividade; e é nas suas falanges, com Cosme e Damião, que em geral aparecem as entidades que se apresentam como crianças.
A linha de Ogum, que se caracteriza pela energia fluídica de seus componentes (caboclos e pretos da África, em sua maioria), contém em seus quadros as falanges guerreiras de Demanda.
A linha de Oxóssi, também de notável potência fluídica, com entidades frequentemente dotadas de brilhante saber, é, por excelência, a dos indígenas brasileiros.
A linha de Xangô pratica a caridade sob um critério de implacável justiça: quem não merece, não tem; quem faz, paga.
A linha de Iansã consta de desencarnados que na existência terrena eram devotados de Santa Bárbara.
A linha de Iemanjá é constituída dos trabalhadores do mar, espíritos das tribos litorâneas, de marujos, de pessoas que perecem afogadas no oceano.
A Linha de Santo é forma de pais de mesa, isto é, de médium de “cabeça cruzada”, assim chamados porque se submeteram a uma cerimônia pela qual assumiram o compromisso vitalício de emprestar o seu corpo, sempre que seja preciso, para o trabalho de um determinado espírito, e contraíram “obrigações” equivalentes a deveres rigorosos e realmente invioláveis, pois acarretam, quando esquecidos, penalidades duras e inevitáveis.
Os trabalhadores espirituais da Linha de Santo, caboclos ou negros, são egressos da Linha Negra, e tem duas missões essenciais na Linha Branca – preparam, em geral, os despachos propícios ao Povo da Encruzilhada, e procuram alcançar amigavelmente, de seus antigos companheiros [da Linha Negra], a suspensão de hostilidades contra os filhos e protegidos da Linha Branca. Por isso, nos trabalhos em que aparecem elementos da Linha de Santos disseminados pelas outras seis [linhas], estes ostentam, com as demais cores simbólicas, a preta, de Exu.
Na falange geral de cada linha figuram falanges especiais, como na de Oxóssi, a de Urubatan, e na de Ogum, a de Tranca-Rua, que são comparáveis as brigadas dentro das divisões de um exército.
Todas as falanges têm características próprias para que se reconheçam os seus trabalhadores quando incorporados. Não se confunde um caboclo da falange de Urubatan com outro de Araribóia, ou de qualquer outra legião.
As falanges dos nossos indígenas, com os seus agregados, formam o “povo das matas”; a dos marujos e espíritos da linha de Iemanjá, o “povo do mar”; os pretos africanos, o “povo da costa”; os baianos e demais negros do Brasil, o “povo da Bahia”.
As diversas falanges e linhas agem em harmonia, combinando os seus recursos para a eficácia da ação coletiva. Exemplo:

Muitas vezes, uma questãozinha mínima produz uma grande desgraça...

Uma mulatinha que era médium da magia negra, empregando-se em casa de gente opulenta, foi repreendida com severidade por ter reincidido na falta de abandonar o serviço para ir a esquina conversar com o namorado. Queixou-se ao dirigente do seu antro de magia, exagerando, sem dúvida, os agravos, ou supostos agravos recebidos, e arranjou contra os seus patrões um “despacho” de efeitos sinistros.
Em poucos meses, marido e mulher estavam desentendidos, um, com os negócios em descalabro, a outra, atacada de moléstia asquerosa da pele, que ninguém definia, nem curava. Vencido pelo sofrimento e sem esperança, o casal, aconselhado pela experiência de um amigo, foi a um centro da Linha Branca de Umbanda, onde, como sempre acontece, o guia, em meia hora, esclareceu-o sobre a origem de seus males, dizendo quem e onde fez o “despacho”, o que e por que mandou fazê-lo.
E, por causa desse rápido namoro de esquina, uma família gemeu na miséria, e a Linha Branca de Umbanda fez, no espaço, um de seus maiores esforços.
Ofertou-se as entidades causadoras de tantos danos um “despacho” igual ao que as lançou ao malefício; e, como o presente não surtiu resultado, por não ter sido aceito, os trabalhadores espirituais da Linha de Santo agiram, junto aos seus antigos companheiros de Encruzilhada, para alcançar o abandono pacífico dos perseguidos, mas foram informados que não se perdoava a ofensa à médiuns da Linha Negra.
Elementos da falange de Oxóssi teceram as redes de captura, e os secundaram, com o ímpeto costumeiro, a falange guerreira de Ogum; mas a resistência adversa, oposta por blocos fortíssimos de espíritos adestrados nas lutas fluídicas, obrigou a Linha Branca a tomar recursos extremos, trabalhando fora da cidade à margem de um rio.
Com a pólvora sacudiu-se o ar, produzindo-se formidáveis deslocamentos de fluidos; apelou-se, depois, para os meios magnéticos; e, por fim, as descargas elétricas fagulharam na limpidez puríssima da tarde.
Os trabalhadores de Iemanjá, com a água volatizada do oceano, auxiliados pelos de Iansã, lavaram os resíduos dos malefícios desfeitos e, enquanto os servos de Xangô encaminhavam os rebeldes submetidos, o casal se restaurava na saúde e na fortuna.


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19.11.19

Lovecraft e os deuses monstruosos

Neste vídeo falaremos sobre "O Chamado de Cthulhu", a obra mais conhecida do mestre do horror cósmico, H. P. Lovecraft. Através de uma análise da vida do autor, de seu isolamento social, do amor pela literatura clássica e a aversão as culturas não europeias, tentaremos explicar como o próprio Cthulhu pode ser um deus em seu aspecto colérico - como dizia Joseph Campbell. Seriam os deuses monstruosos de Lovecraft uma mensagem do seu inconsciente para ele mesmo?

Se gostaram, não esqueçam de curtir, compartilhar e se inscrever no canal!


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6.11.19

Indicações de livros

Quando comecei este blog, há mais de uma década, jamais imaginei que ele poderia durar tanto, e que eu pudesse escrever tanto nele. Nesses anos todos os leitores assíduos, assim como os ocasionais, puderam ver como o meu caminho através da espiritualidade, da filosofia e da ciência foi se tornando mais e mais aprofundado. Isso, obviamente, não caiu do céu.

Não me entendam mal: como poeta, eu sei muito bem do valor da intuição e das ideias voadoras que volta e meia são capturadas em sua rede. Para isto, de fato, os livros não ajudam tanto. Mas, para todo o resto, os livros são o que há de mais precioso no auxílio do nosso caminho. Por isso eu resolvi, finalmente, trazer a vocês uma lista extensa e definitiva dos livros, sejam físicos ou digitais, que formam os alicerces do Textos para Reflexão.

Todas as listas se encontram hospedadas no site da Amazon. De lá vocês podem comprar e-books e ler através do app gratuito Kindle, ou comprar os livros impressos – muitos deles com frete grátis para quem tem o Amazon Prime (que pode ser assinado gratuitamente por 30 dias).

Mas não para por aí: se vocês comprarem qualquer um deles através dos links desta página (e somente dos links desta página), eu receberei uma parte da sua compra, e isso ajudará muito o blog, o canal e as Edições Textos para Reflexão.

Assim sendo, aqui vão os links para as listas com as minhas indicações de livros e e-books, separadas em categorias específicas para facilitar a navegação:

» Filosofia
De Platão a Byung-Chul Han, os livros de filosofia e da história da filosofia que foram essenciais em meu caminho.

» Literatura
De Tolkien a Alan Moore, as histórias e os quadrinhos que foram essenciais em meu caminho.

» Poesia
De Safo a Gibran, os poemas que foram essenciais em meu caminho.

» Espiritualidade, Mitologia e Magia
De Lao Tse a Joseph Campbell, os livros sagrados, ou nem tão sagrados, que foram essenciais em meu caminho.

» Ciência
De Darwin a Carl Sagan, os livros de ciência e divulgação científica que foram essenciais em meu caminho.

» Economia, História e Política
De Huizinga a Yuval Harari, os livros que me ajudaram a entender nossa história, e foram igualmente essenciais em meu caminho.

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Obs (1).: Vale lembrar que eu receberei uma parcela de qualquer compra que fizerem na Amazon se vocês a acessarem usando qualquer um dos links desta página, mesmo que seja um smartphone, uma camiseta ou um produto de limpeza :)

Obs (2).: Se preferirem, podem deixar esta URL salva nos seus favoritos para acessarem mais tarde, sempre que forem fazer uma nova compra na Amazon (ela contém os mesmos links acima):

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Boa Leitura e Bom Caminho!
raph


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