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31.5.13

As mãos sujas de plástico podem ser limpas

Ocean Cleanup Array

Há alguns anos postei aqui no blog um vídeo do Fantástico sobre o chamado "Lixão do Pacífico", uma imensa ilha de plástico e outros detritos leves formada pela circulação das correntes marítimas. Era um alerta sobretudo para nós mesmos, e por isso achei por bem intitular o post "As mãos sujas de plástico"... De fato, uma notícia desanimadora, mas que precisava ser dada. Pensemos em quanto plástico usamos e descartamos todos os dias, e até algum tempo atrás nenhum plástico produzido no mundo era biodegradável; e mesmo nos dias atuais, devido ao custo um pouco mais elevado, o plástico biodegradável ainda está muito longe de se tornar a norma. Além disso tudo, ficava difícil imaginar que o "Lixão do Pacífico" poderia um dia deixar de existir. Pelo contrário, a tendência seria aumentar cada vez mais e mais, com grande dano para o meio ambiente e sobretudo para a fauna marinha e as aves, que usualmente confundem os pequenos detritos plásticos com alimento, e acabam se envenenando...

Mas isto foi até hoje. Hoje conheci Boyan Slat, um jovem holandês estudante de engenharia. Ele desenvolveu o projeto de uma máquina que seria capaz de retirar mais de 7 milhões de toneladas de plástico dos oceanos. O invento se chama Ocean Cleanup Array, e se trata de uma estrutura (parecida com uma arraia marinha) que se comporta como um gigantesco filtro. Ela seria posicionada em pontos estratégicos dos oceanos, onde há maior concentração de lixo, e seria capaz de recolher todo o material flutuante levado pelas correntes do próprio oceano. Após isso uma equipe recolheria o material coletado e separaria a vida marinha do plástico. Como o lixo recolhido ainda fica em contato com a água, a fauna oceânica ficaria segura, mesmo sendo recolhida. O plástico “limpo” restante seria encaminhado a reciclagem.

De acordo com Boyan, seu invento seria capaz de limpar os oceanos em um período de 5 anos, tornando os mares completamente livres dos plásticos flutuantes e eliminando a ilha de lixo presente no Oceano Pacífico. Mas o mais impressionante de tudo é que a venda do plástico recolhido dos oceanos e reciclado traria um lucro maior do que o gasto com a implementação e manutenção do projeto. Noutras palavras, o projeto de Boyan não somente pode limpar boa parte do oceano, salvando milhares de animais, como ainda seria rentável!

Então, é com alegria que agora posso lhes dizer que as mãos sujas de plástico podem ser limpas. Basta vontade para mudar. Se vale a pena manter alguma esperança? "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena"...

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Veja o estudante explicando como funciona o seu invento no TEDxDelft (para ver as legendas em português, clique no botão "Legendas" na barra inferior e selecione a opção "Português (Brasil)"):

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Crédito da imagem: Ocean Cleanup Array (Divulgação)

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8.6.09

As mãos sujas de plástico

Vejam essa excelente (e triste) reportagem da Globo, e reflitam sobre a possibilidade de usar sacos plásticos com maior moderação:

Lixão se forma no meio do Oceano Pacífico

Entre o litoral da Califórnia e o Havaí, uma área enorme ganhou um triste apelido: o Lixão do Pacífico. Levadas pela corrente marítima, toneladas e toneladas de sujeira, produzidas pelo homem, se acumulam num lugar que já foi um paraíso.

Um oceano de plástico, uma sopa intragável, de tamanho incerto e aproximadamente 1,6 mil quilômetros da costa entre a Califórnia e o Havaí e que, segundo estimativas, seria maior do que a soma de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.

É o Pacífico, o maior dos oceanos, agredido pela humanidade onde a humanidade raramente chega. Há plástico e plâncton, lixo e alimento, tudo misturado. Poluindo o paraíso, confundindo as aves, criando anomalias - como a tartaruga que cresceu com um anel de plástico em volta do casco - e matando os moradores do mar.

Mas qual será afinal o tamanho exato gigantesca massa de lixo que se acumula no Oceano Pacifico? Será que a gente ainda tem tempo para limpar tudo isso? E os animais? Se adaptam ou sofrem as consequências?

Veja a matéria completa aqui.

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"E não dá para dizer que exista um ou outro culpado, estamos todos com as mãos completamente sujas de plástico." - trecho da reportagem da Globo.

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