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27.7.11

Livro: A pergunta de Aristóteles

Já foi lançado o livro "A pergunta de Aristóteles", pela Editora Baraúna. O livro não é meu, mas de autoria de um amigo - Abenides Afonso de Faria. No entanto, se trata de uma grandiosa compilação de uma das mais longevas e interessantes discussões online de que já participei. Abenides foi também o iniciador do tópico "A pergunta de Aristóteles", que vem sendo discutido na comunidade Física Quântica - A Revolução, do Orkut, desde 25/05/07 (e hoje conta com mais de 15 mil respostas, e contando, apesar do Orkut não ser mais o mesmo de anos atrás).

Eu fico muito feliz de poder dizer que sou um dos "personagens principais" da discussão (apesar de só aparecer inicialmente lá pela página 60); E, se lerem o livro todo, verão que muito do que foi debatido lá serviu de base para inúmeras reflexões que foram posteriormente desenvolvidas em maior profundidade no meu blog (este blog). Além disso, eu também escrevo o prefácio do livro.

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A pergunta de Aristóteles
O pensamento central do livro é a coleta de informações sobre o que pensa um grupo de pessoas que se propõe a trocar idéias sobre a polêmica aproximação entre a ciência oficial e a espiritualidade. Nos diálogos aparecem opiniões das mais variadas correntes do pensamento representadas por pessoas dos mais variados tipos psicológicos. Até aí nenhuma novidade, mas o que mais impressiona é que a troca de informações vai sendo conduzida de tal forma que se estabelece o respeito e a liberdade entre os membros da comunidade, não sem antes passar por algumas rusgas que se resolvem no decorrer dos diálogos. Observa-se também que a intenção de fazer proselitismo de uma corrente ou outra não tem lugar, pois a essência de um diálogo de alto nível intelectual não admite dogmatismo ou fanatismo.
A pergunta de Aristóteles: Como o espírito se une ao corpo? É o pano de fundo e o combustível para os debates que se traçaram entre o espiritismo, teosofia, ocultismo, ceticismo, logosofia, e até palpites desprovidos de qualquer racionalidade, mas que dão uma pitada de humor. As respostas foram apresentadas de acordo com o que até o momento pensam os representantes de cada corrente. Nenhum dos membros sustentou a imposição de suas opiniões e surgem várias respostas: o espírito se une ao corpo através da glândula pineal, do perispírito, da faculdade de sonhar, do cordão de prata, etc. Inclusive aqueles que se declararam contra qualquer idéia de dualidade. Porém, como o objetivo não é doutrinar, a resposta ficará a cargo do leitor que certamente meditará sobre o assunto. Fica no ar o vazio que surge da necessidade de se desenvolver uma mente mais capaz.

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13.2.11

Prefácio para "A pergunta de Aristóteles"

Texto escrito a convite do amigo Abenides, iniciador do tópico "A pergunta de Aristóteles", que vem sendo discutido na comunidade Física Quântica - A Revolução, do Orkut, desde 25/05/07. Este possivelmente será o prefácio de um livro organizado por ele, onde constarão algumas das primeiras centenas de respostas ao tópico (que hoje já tem mais de 14 mil).

Tudo começou com uma curta pergunta, algumas palavras em uma frase de simples entendimento, apenas alguns bits de informação; Mas a resposta – ou as inúmeras tentativas de resposta – se estendeu por centenas de posts ao longo dos anos.

E estávamos todos na crista da modernidade, em um fórum sobre física quântica e suas possíveis relações com a espiritualidade, hospedado em algum servidor na Califórnia, num site de redes sociais criado nas horas vagas por um engenheiro turco do Google.

O modo como nos comunicamos e trocamos informações pode ter mudado bastante desde que Aristóteles fez essa mesma pergunta a séculos atrás, mas nossa inquietação perante ela continua praticamente a mesma – afinal, como exatamente o espírito se une ao corpo?

Em um ambiente freqüentado por físicos e simpatizantes da ciência em geral, obviamente primeiro era preciso definir o que diabos era o espírito. Para os céticos de negação, de opinião cristalizada, era fácil zombar de quem aparentemente acreditava em coisas imateriais, não detectadas, fantasmas e assombrações... Outros, porém, de olhos mais atentos, ficaram um tanto curiosos quando alguns de nós falavam em materialidade do espírito, em partículas fluidas, não detectáveis pela luz (como os outros 96% da matéria e energia do universo), a compor corpos dentro de corpos, corpos vestindo corpos, como nós mesmos vestimos alguma roupa.

Mas ainda era necessário compreender de que forma este espírito se manifestava no mundo que conhecemos, que é afinal de contas o mundo que estamos agora, onde fomos colocados, onde bem ou mal precisamos estudar e amar como todos os outros mundos deste Cosmos infinito. Daí a física quântica parecia a princípio deslocada...

Está certo, Feynman já havia dito que ninguém havia entendido nada de física quântica, mas certamente os físicos entendiam pouco mais do que os leigos. E ainda que Hameroff e Penrose tenham um dia postulado que nosso aparente livre-arbítrio na verdade deriva de reações descritas pela mecânica quântica em minúsculos tubos constituídos de proteínas dentro de nosso cérebro, isso não era suficiente para associar a física quântica ao espírito – até mesmo porque esta teoria não dispunha de muita credibilidade no meio acadêmico, a despeito de prestígio de seus criadores.

A ciência moderna envolveu-se neste monumental paradoxo: primeiro, no campo da neurologia, foi obrigada a postular a existência da consciência, para somente então tratar de reduzi-la ao mero tilintar de neurônios no cérebro, a um fruto de reações químicas já estabelecidas, a suprema ilusão de todos os seres – que crêem que possuem efetivamente a capacidade de escolha.

Mas a neurologia não resolveu o problema difícil da consciência, não faz sequer idéia do porque tomamos decisões morais ou imorais, altruístas ou egoístas, enfim, do porque diabos um bombeiro arrisca sua vida para salvar a vida alheia em ambientes inóspitos como um prédio em chamas... Da mesma forma, não é capaz de criar máquinas que interpretem informações, que falem sobre a “vermelhidão” do vermelho, que expliquem por meio de algoritmos porque gostaram mais de uma poesia do que da outra, que determinem o exato valor com que aquela menina ama seu cachorrinho...

Máquinas jamais serão consciências. Nós não somos máquinas, e mesmo que fossemos, ainda estaríamos muito distantes da engenharia reversa – de sermos capazes de construir a nós mesmos.

Então, algo nos escapa, a natureza não nos deixa relaxar. Se fomos criados por um Deus desconhecido ou pelo acaso, pouco importa, porque não compreendemos muito bem nem um nem outro. Se a consciência é mera ilusão e se tudo é definido por uma dança neuronal aleatória, então somos obrigados a seguir tal dança, e uns crêem e outros não, e uns matam e outros não, e uns amam e outros não, simplesmente pelos desígnios da deusa Fortuna.

Mas, se existe a consciência, se existe a alma, se existe o espírito, temos que nos re-conectar a nossa essência, ao nosso inconsciente oculto, para que possamos viver esta vida do aqui e agora, mundana, de maneira mais rica, mais profunda, mais poética, mais espiritual.

Se ainda temos alguma escolha, ainda que vivamos num reino estranho onde partículas ora são onda, ora são pontos, e tem apenas uma probabilidade de estar aqui e acolá, escolhamos compreender o incompreensível, mergulhar no mar revolto da natureza – revolto, mas convidativo.

Sejamos espiritualistas, físicos, ocultistas, céticos, filósofos, ou ainda tudo isso ao mesmo tempo, esta é uma pergunta que não podemos nos dar ao luxo de ignorar.


Rafael Arrais, 13/02/2011

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» Veja mais posts sobre "A pergunta de Aristóteles"

Crédito da foto: Juliana Aloia

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6.2.09

A história de um tópico

Vai fazer um ano que o tópico "A Pergunta de Aristóteles" vem sendo discutido na comunidade Física Quântica - A Revolução, do Orkut. Como havia postado anteriormente, o tópico trata de possível existência do espírito, e de como este se ligaria ao corpo. Nesse interim, o tópico obteve mais de 5 mil respostas, e formou algumas amizades... nem todas apenas entre espiritualistas.

A comunidade em questão trata de física quântica e sua possível, e polêmica, relação com a consciência humana. Isso dá margem para algumas discussões sérias sobre os paralelos entre ciência e espiritualidade, algumas discussões extritamente científicas e, como era de se esperar, um monte de "baboseira quântica" que, na maior parte das vezes, não é nem científica nem espiritualista - "florais quânticos", "bissexualidade quântica", dentre outros... Com o tempo, e o acúmulo de tópicos fora da proposta da comunidade, os moderadores decidiram deletar os novos tópicos que não tivessem nenhuma relação com a quântica, mas este de que falo felizmente foi respeitado e mantido "vivo".

Minha reflexão não é sobre nada do que é discutido no tópico em si, mas sobre sua relação com o restante da comunidade, ou seja, com os céticos que lá frequentam. Por vezes, me peguei a imaginar o que será que pensavam sobre o tópico, pois sei que muitos as vezes davam uma olhadela - "O que será que esses malucos devem estar falando agora?" - deveriam pensar... Mas não é interessante que tenham aprendido a conviver com isso? Que, ao contrário de alguns "céticos evangelizadores", não tenham julgado-nos imbecis de antemão, ou completos ignorantes em ciência e física quântica? Talvez o fato de um dos que respondiam frequentemente ser um físico-ocultista tenha ajudado, mas não acho que tenha sido essencial. O fato é que os céticos aprenderam a conviver com os espiritualistas "ali na sala estranha da comunidade".

Acredito que nós (espiritualistas confessos) aprendemos também que nem todos os céticos são "evangelizadores" - "Vocês não podem acreditar em X e Y, essas teorias não são científicas e os farão cada vez mais estúpidos, vocês devem acreditar em W e Z, que são de acordo com a ciência!" - e que mesmo alguns operam quase numa relação de curiosidade descompromissada em relação a espiritualidade, como Bohr fez com o I Ching, como decerto muitos cientistas da história tenham feito, e tirado alguma inspiração daqui e dali.

No meio do caminho, também apareceram os "crentes", do tipo que acredita que já encontrou a Verdade Absoluta em um livro. E eles, a semelhança dos "evangelizadores" do parágrafo acima, também falaram - falaram - falaram - e não ouviram absolutamente nada - e se retiraram.

Que possamos, céticos e espiritualistas, tirar alguma lição desse tópico - que é possível que o outro, mesmo tendo uma crença (ou descrença) aparentemente absurda para nós, nos ensine algo, ou mesmo muitos "algos" - melhor falar sobre o que acreditamos ser nossa verdade atual, mas manter os ouvidos "destravados" para também ouvir, afinal aquele que diz "cheguei a Verdade Absoluta" é possivelmente o maior ignorante.

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Completo com a reflexão do amigo Abenides, que deu origem ao tópico em questão:

Este tópico sobreviveu por vários motivos.
Pela liberdade de manifestar o pensamento;
Pelo treinamento do respeito às idéias alheias;
Pelo combate ao fanatismo;
Pelas idéias coerentes, embora contrárias ao nosso pensar;
e também pela qualidade dos participantes, por que não?

Aqui as pedras se batem para polir e não para soltar faiscas.

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Crédito da imagem: TheAlieness GiselaGiardino (clicando na imagem ela abre em tamanho maior - trata-se da relação entre o I Ching e o Genoma)

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11.4.08

A pergunta de Aristóteles

Esse tópico resultou em uma discussão bem interessante na comunidade Física Quântica, a Revolução, do Orkut.

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Abenides
Faz mais de 2.500 anos que Aristóteles perguntou: Como o espírito se une ao corpo? Esta pergunta já foi respondida?

Ivan
Essas ainda nao me responderam: Espiritos existem? Como EXATAMENTE eles sao?

Abenides
MENTE EXISTE? Como exatamente ela é?

Ivan
Mente eh o nome que damos a nossa capacidade de sabermos que existimos e de perceber o nosso meio. Mas realmente nao sabemos ainda como ela funciona (mas a neurociencia ja esta chegando a bons resultados).
Quanto a espiritos, cabe a voce mostrar que eles existem (o onus da prova eh de quem afirma e nao de quem nega).

Abenides
Eu busco saber como a mente funciona. Veja o meu raciocínio: O homem para conhecer o seu corpo físico, dissecou-o e descobriu que tinha vários sistemas funcionando tais como: sistema circulatório, sistema disgestivo, etc. Para conhecer a composição psicoespiritual necessita-se dissecar a mente, a sensibilidade para descobrir os sistemas que faz com que ela funcione.
Quando eu falo de espírito eu não estou me referindo ao espírito do espiritismo. Me refiro ao prolongamento da mente, onde ainda não chegamos para conhecer. Ou você acha que o limite da mente humana é o conhecimento onde se chegou? A mente vai além daquilo que conhecemos atualmente, entra pelo lado da consciência, e vai além. Eu estudo uma mente que pode ir além. Como não tenho outra palavra melhor me utilizo da palavra espírito, mas poderemos batizá-la como um nome mais apropriado quando descobrirmos mais da sua essência. Me entende?

Ivan
Mas pode nao ser. Um dia tudo ja teve uma explicaçao mistica, mas aos poucos foi se mostrando que a natureza eh simples e tem um funcionamento preciso independente de existirmos ou nao. A mente ainda eh algo pouco explorado porque o sistema neurologico eh extremamente complexo e dificil de estudar. Eh muito consideravel que sejamos produto das leis naturais e nossa mente uma consequencia da evoluçao da nossa especie (no sentido biologico).
Nao vejo logica em uma mente sem corpo. Primeiro porque ja foi mostrado que os fenomenos cerebrais estao diretamente ligados a reaçoes quimicas e sinapses. Depois porque nao vejo como algo possa ter alguma influencia material se esse algo nem sequer eh regido pelas leis naturais (alias, outra pergunta: quais leis naturais regem os expiritos?).

Otávio
Quanto à questão da mente ser produzida pelo cérebro e o cérebro ser composto de matéria, a questão é saber se a matéria não está sujeita à interferência e isso vai depender da relação entre matéria e campo, se uma partícula gerar um campo, então encerramos o assunto e a mente está sujeita à matéria, se uma partícula for gerada pelo campo, então uma intervenção no campo modifica o funcionamento da matéria e o intelecto pode estar subordinada a alguma outra propriedade mais básica...

raph
Eu acredito que, em se falando de espíritos ou consciência dentro da ciência, e essa é uma comunidade científica porisso estou falando, é necessário sim falar em lógica científica, pois senão é como tentar explicar para um evangélico da impossibilidade de se colocarem todos as espécies animais do mundo em uma Arca.
Acredito eu que a Física Quântica bateu na ponta do iceberg ao comprovar que certos experimentos, ainda que básicos, dependem da participação de uma consciência para se desenrolarem. Ora, o chamado Observador, ninguém ainda sabe onde se encontra, no cérebro, ou onde quer que seja dentro do corpo humano.
O problema atual da neurociência e do materialismo é que eles pretendem explicar não apenas isso, mas como se formam as consciência e as emoções complexas (como amor e coragem) através de reações químicas e memórias registradas no hipocampo, além de um pouco de genética.
Ora, genes formam proteínas, eles podem determinar se a cor do meu olho e verde ou azul, se vou ser um bom atleta, se vou ter maior ou menos disposição a contrair câncer do estômago, etc... Os genes não explicam porque dentre dois irmãos gêmeos um se torna matemático e outro ator de teatro, um se droga e outro bebe socialmente, um está sempre a beira de depressão e outro está sempre feliz, um é homossexual e o outro padre, etc. -- Da mesma forma não precisamos nem falar em irmãos gêmeos, os genes não explicam porque gênios surgem esporádicamente na humanidade, e porque seus filhos não são tão geniais.
Além do mais, se o amor é fruto de reações químicas, todo mundo deveria tomar ecstasy de manhã, o mundo seria um paraíso! :)
Portanto, ao contrário da ciência tradicional, existem ciências alternativas como a Transcomunicação e outras ciências que consideram que a consciência e as emoções não se explicam apenas com recombinações de elementos químicos.
O ônus da prova cabe a eles sim, mas os estudiosos sérios dessa área sabem que ainda não podem provar nada sem exposição subjetiva, e continuam pesquisando o que muitos não enxergam.

Daniel
E você, me explica emoções como? De maneira Filosófica? Através de Pseudo-ciência?
Essa seria uma questão mais complexa, depende muito da convivência do individuo a sociologia explica parte. O Projeto Genoma e o estudo do código Genético ainda é um assunto pouco explorado. A maioria dos argumentos a favor dessas idéias míticas, é mostrar os assuntos ainda não explicados por ela e dar a elas explicações místicas que favorecem sua concepção. Sou defensor do padrão científico e não sou a favor desses argumentos anti-científicos.
O que mais tenho visto atualmente é pessoas usando a linguagem cientifica para dar maior ênfase a seu dogma. Direto vem pastores aqui na minha cidade da Igreja Assembléia de Deus falar de Fisica e Criacionismo pros otarios, sinceramente eu fico triste em saber que a ciência está sendo modificada pra se encaixar com fatos religiosos.....
O que mais vejo ultimamente é a deturpação da linguagem cientifica, acho que as pessoas finalmente andam dando mais importância a Ciência ultimamente e as religiões e dogmas em geral não podem ficar pra trás...

raph
Eu acredito que tudo seja matéria, porém matéria mais fluída, diagmos, na falta de um termo melhor... Ou seja, acrdito que o que anima o corpo e forma a consciência, o que Aristóteles também chamada de "espírito", nada mais é do que um outro "corpo", formado de matéria menos densa, e que vive num brana paralelo ao nosso.
Nesse aspecto posso dizer que a Teoria das Cordas tem uma analogia a isso, deveras interessante, a de que de acordo com a vibração das cordas, produzem-se partículas de maior ou menos massa, mais ou menos densas.
Muitos místicos falam de planos vibratórios e "estados de consciência"... Ora, quando o espírito sai do corpo, ele nada mais faz do que habiar outro plano ou brana vibratório, o qual só pode perceber quando alinha sua vibração a vibração do plano. Sair do corpo durante o sonho ou meditação, e sair do corpo após a morte, nesse sentido, seria exatamente o mesmo fenômeno.
Existem teorias que afirmam que o Universo é um holograma, que nada é real. Existem outras, sobre Matéria Escura, que afirmam que a energia do Universo é representada somente em 4% pela matéria visível, o resto vem da matéria e energia escura, que não interajem com a luz (isso poderia explicar pq as galáxias se afastam umas das outras).
Enfim, não digo que sei provar cientificamente nada disso, estou apenas tentando situar para você em que áreas tenho estudado fenômenos que acredito serem reais, pois assim com o Otávio, já os experimentei pessoalmente.
Não sou louco de dizer que essa é a verdade, longe disso, mas o fato é que a ciência não explica muito do que eu estudo, se um dia explicar, o próprio espiritismo manda: conforme-se com a ciência!

Daniel
O que você me disse é teoricamente lógico, mas nem mesmo a Teoria das cordas é algo que podemos dizer que está certo. Mas a explicação foi plausível.
Mas vejamos: A Própria Teoria das cordas é materialista, segundo ela tudo é matéria e campo.
Segundo a IMM não podemos interagir com universos paralelos, mas mesmo que pudéssemos isso não explicaria vida após a morte, ja que universos paralelos nada mais é do que todas possibilidades acontecendo simultaneamente.

raph
Bem na Teoria-M com as 11 dimensões e o BigBang originado por mero choque de universos-brana, acredita-se que a gravidade "vaza" de uma dimensão para a outra, portanto há como se perceber indiretamente no futuro essas dimensões, na teoria claro.
Mas nem penso em universos paralelos que não interagem entre si, e sim partículas que não interagem com a luz, e portanto sequer as vemos, e podem ser percebidas apenas por medições indiretas, como é o caso na teoria da Matéria Escura.
Ora, se somos formados de partículas, um homem que tenha partículas que não interagem com a luz será totalmente invisível, se forem como os neutrinos tb, por exemplo, será aparentemente tb "imaterial"... Ele pode estar passando através de vc nesse momento, e vc não percebe.
Ele pode viver numa cidade flutuando pouco acima da sua, e ninguém percebe... Sem no entanto estar num universo paralelo.
É nesse sentido que eu tento unir esses dois mundos... da ciência e espiritualidade... mas no meu caso é somente uma coisa subjetiva mesmo, nem posso dizer que tenho certeza de nada disso, pelo menos a nível de funcionamento físico... o que eu acredito é que a consciência pode perfeitamente permanecer funcional após a morte, nesse sentido talvez a ciência esteja mais próxima de explicar através do estudo das EQMs (experiência de quase morte).
E lógico, estudar neurologia tb é minha meta... Quero ler em breve um livro bem interessante: UM ANTROPÓLOGO EM MARTE
Para todos os casos, eu dou enorme valor a ciência, por exemplo "O Tecido do Cosmo" de Brian Greene, a meu ver, tem teorias até mais fantásticas que essas, como a de que o Universo pode ser um holograma, e está e acordo com a ciência.
Acredito que entrando pela Neurologia veja coisas bem interessantes tb... O que não admito é que tudo que é paranormal possa ser explicado pelo "Inconsciente Coletivo"... Para mim, isso é mais místico do que Deus hehe.

Para mim o Inconsciente Coletivo não explica isso:
Psicopictografia (Gasparetto)
Psicopictografia (Florencio Anton)
Lembrando que essas pessoas quando fora de transe mediunico não sabem pintar, e sequer o sabe quem assiste... O fato de essa habilidade (pintura) poder ser "pescada" do insconciente coletivo não me convence, é a meu ver até muita inocência acreditar nisso, é para todos os casos uma explicação "mística": não explica nada, apenas transfere o problema pro entendimento de algo ainda mais nebuloso e menos paupável :)

Abenides
Poderíamos caracterizar a alma como sendo a energia que mantém a vida física. Quando a vida física se vai, a alma também morre.
Qual a diferença de uma pessoa viva e outra morta? Uma está com a alma funcionando e a outra não.

raph
Pois é, mas parece que em linguagem científica não é correto falar em energia, a energia não é material, ela é uma potencialidade da matéria. E, em a alma existindo nesse conceito que postei acima, ironicamente mesmo ela seria material, apenas formada de matéria "fluídica" como defendem tantos projeciologistas e espíritas.
A questão é a confusão de nomenclatura que se faz... Quando vc chega para um cientista cético e fala em um "fantasma imaterial" que habita o nosso corpo, para ele é uma coisa totalmente ilógica.
Adequando a nomenclatura para a linguagem científica podemos "falar a mesma língua". Lembrando que não se trata de impor a crença aos outros, apenas explicar o que exatamente estamos querendo dizer.
A meu ver, a própria identificação dos neutrinos é um avanço muito grande em relação a exploração do que chamamos de "mundo imaterial"... É que na verdade é tudo matéria mesmo, mas existem muitos tipos de matéria, e quase todas estão muito distante do que consideramos e percebemos como "sólido".

Eu acho mais correto dizer:
Qual a diferença de uma pessoa viva e outra morta? Uma está com o corpo funcionando e a outra não.
A alma funcionando independente do corpo, não tem nada a ver com isso... Essencialmente a alma nunca morre, é isso.

Para quem não leva isso tudo muito a sério, tb vale lembrar da máxima "no Universo nada se perde, apenas se transforma".
Pense nos bilhões de bits de informação guardados no hipocampo, no potencial elétrico do cerebro, e ai tem de se imaginar: isso se transforma em que? em pó? mas como se isso não era exatamente material orgânico?
Ou seja, se não sabemos onde está a consciência no cerebro, não podemos a primeira vista sequer afirmar que ela tb se "decompõe" na morte... e se ela não se perde, resta saber se mantem-se consciente e individualizada, seja onde for.

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Acredito que quando digo que o espírito pode ser material, muitos religiosos não gostem da idéia.
É que para muitos deles, o melhor é não explicar isso tudo, o melhor é dizer que é tudo "mistério de Deus". Eles tem medo de ter sua fé ainda mais abalada pelas descobertas científicas, pelos fatos contra os quais nada podem fazer senão ignorar.
Mas é interessante que a idéia de espírito material, porém formado de partículas que interagem quase nada, ou simplesmente não interagem, com a luz e com o que conhecemos por "material", em nada impossibilitaria que o espírito possa existir.
No entanto, possibilita que ele possa ser contatado, que possa passar sua própria versão da história, se permitido lhe for: e isso os que vivem de dogmas tem medo. Dizem que é "coisa do demônio"...
Ora, existem os cientistas que não aceitam nada de novo, e ficam presos as teorias já comprovadas: esses nunca irão inovar.
E existem também os religiosos dogmáticos, que preferem permanecer parados no tempo a ter de renovar e reformar sua fé: esses tampouco nunca irão encontrar a verdade.

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