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22.7.19

4 Amores: Ágape

Neste vídeo encerramos a nossa jornada pelo Amor, finalmente falando de Ágape, o amor que traz consigo a iluminação. Para tentar descrever um nível tão elevado e inefável de Amor, demonstraremos como se dá parte do trabalho do famoso médico-palhaço, Patch Adams, que pode muito bem ser considerado um santo da era moderna. Podem nos faltar palavras, mas sobrarão brincadeiras e um belo exemplo de vida.

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27.4.12

Patch Adams Play

» Parte da série: Play a myth

Se houveram aqueles que souberam falar diretamente ao reino da alma, caminharam no mundo também alguns raros seres que adentraram o reino do mito, e dissolveram seus egos num oceano de bem-aventurança. Embora fossem ainda eles mesmos, eram também um portal vivo para o Infinito, habitados pelos mais belos deuses que a mente humana foi capaz de identificar. Estes são os que falam em nome do amor: os santos...

Jogue, represente, interprete, brinque: play a myth.

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(clique na imagem para abrir em tamanho maior)

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Crédito da imagem: Rafael Arrais + Google Image Search

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3.8.11

4 amores, parte 4

« continuando da parte 3

Uma mente não pode ser modificada pelo local ou pelo tempo, a mente é seu próprio local, e em si própria pode fazer um paraíso do inferno e um inferno do paraíso. (John Milton)

Ágape: a iluminação

Em alguma região remota da Rússia, num hospital público de alguma pequena cidade, uma criança acorda chorando. Sua mãe está ao seu lado, como tem estado nos últimos dias, semanas, meses... Mas a criança continua a chorar. Ela tem um câncer em estágio terminal, metástase, e o hospital não tem verbas para comprar o medicamento adequado para ao menos anestesiar parte da dor. A criança tem chorado por todos os dias dos últimos 3 meses, sentindo em seus ossos, em suas terminações nervosas, uma das piores dores que o ser humano é capaz de suportar sem desfalecer. A porta do quarto se abre, e um palhaço entra sorrindo. Ele a olha direto nos olhos, bem fundo, ele ri para sua alma, ele faz piada com o sofrimento e a morte, ele dança junto ao amor. A criança para de chorar...

Patch Adams é um médico curioso: ele acredita que um médico não pode prometer cura, e sim um tratamento adequado para cada doença. E o melhor tratamento sempre envolve o amor. Você pode dispor dos melhores remédios e da tecnologia mais avançada do mundo – sem o amor, todo tratamento é incompleto, e toda a cura passageira. Por toda sua vida o palhaço tem se dedicado a melhor das palhaçadas: cuidar das pessoas, irradiar amor pelo mundo. Seja no entorno de zonas de guerra, seja nos hospitais mais remotos do mundo, ele sempre pede pelo pior: pelos queimados, pelos quebrados, pelos depressivos, pelos que estão à beira da morte. Nem que seja para que morram felizes:

“Já fiz mais de 20 mil horas de palhaçadas com pacientes. Tenho 1 milhão de coisas para levar em cada contato. Primeiro, o meu olhar vai direto para os olhos deles, olhar de amor. ZAP! Tenho minibrinquedos, 20, 25 kg de brinquedos, todos dentro da minha calça de palhaço. Tenho um capacete em forma de pato na cabeça, e carrego um peixe. O meu personagem de palhaço é um adulto com síndrome de Down, porque seu estilo é amor incondicional e engraçado. Entro ali, você pode estar coberto por queimaduras do pior tipo, eu não vejo... Vejo os seus lindos olhos. Você vê que eu não vejo. Em qualquer que seja o caso, pode estar a beira da morte, eu estou ao seu lado. Não imagino que vou curar as pessoas, nem mesmo que vou ajudá-las, imagino que sei que vou criar um relacionamento com elas, e esse relacionamento vai tornar mais fácil o que quer que seja.”

Por incrível que pareça, ainda existem santos na era moderna. O médico palhaço é um deles; Embora não seja religioso (no sentido eclesiástico), acredita acima de tudo no que mais importa, naquilo que ninguém conseguiu até hoje medir ou pesar, nem mesmo provar em algum experimento, mas que quase todos têm a plena fé de que efetivamente existe. Patch Adams é um santo do amor, um profeta que prega a maior das revoluções: a renovação pelo amor, a busca por uma estratégia para se amar, amar da melhor forma possível, amar em qualquer momento e em todos os lugares. Amar da maneira que hoje é possível amar, para que amanhã amemos cada vez mais, até que não precisemos mais da promessa incerta de um céu distante – ele já estará instaurado em plena Terra.

Certamente os gregos antigos já haviam dado diversos nomes ao amor, mas nenhum parece ter sido mais sublime do que ágape. Tal sentimento significa o amor incondicional, o amor que não espera nada em troca, nem mesmo mais amor. O fogo que, apesar de arder invisível, ergue-se em uma pira tão bela e poderosa, que encanta aqueles que a podem admirar para o resto de suas existências. Aquilo que não se vê com os olhos do corpo, mas que ainda antes se enxerga com a própria alma. A bênção prometida a todos aqueles que se aventuraram no caminho infinito, de religação com nossas origens, de busca ao que quer que tenha iniciado todo esse turbilhão de substâncias catapultadas a imensidão do Cosmos, e unidas numa sutil e inquebrantável teia com filamentos de luz que se estendem até além do horizonte cósmico, até além da razão, até onde só o amor poderá estar...

Como uma estrela cadente em meio a um vazio pleno de paz, como uma memória, uma imagem daquilo que será lembrado para sempre, uma vez que sempre esteve em nossa volta. O amor de todos os seres, conscientes e a beira da consciência. O amor de todos os cânticos, de todas as orações, de todas as poesias, de todos os pensamentos, colocado aos pés de uma fonte de água cristalina, que jorra em cascata preenchendo todos os átomos e todas as galáxias do Cosmos. O amor em movimento, a ponte entre um mundo de morte e um mundo de vida.

Mas não é fácil abandonar as amarras de nosso próprio ego, não é fácil atingir tal iluminação plena da alma... E ninguém disse que seria, esta é a nossa odisseia, a nossa jornada, a nossa aventura!

Há 2 mil anos um homem também realizou tal jornada. Caminhando pelas planícies em direção a Samaria com seus seguidores, Jesus disse a Judas: “Veja os aleijados, os cegos, os pobres... Este é o nosso exército, eles gritarão e Jerusalém cairá.”; Mas Judas parecia não compreender: “Nós precisamos de mais homens.”; Ao que Jesus respondeu: “Deus nos fornecerá os homens que precisamos, nós iremos construir uma nova Jerusalém.”; Nesse momento ambos foram interrompidos...

Maria, a mãe de Jesus, não o via há muito tempo, e o queria de volta para casa. Ela o segurou o braço de seu filho e lhe disse, da forma mais amável que conseguiu: “Filho! Por favor, volte para casa comigo.”; Jesus a olhou bem fundo nos olhos e perguntou: “Mulher, quem é você?”; Angustiada, sua mãe lhe respondeu: “Você sabe quem eu sou. Não me reconhece? Eu sou sua mãe!”; Jesus então encerrou a conversa, se afastando dela: “Eu não tenho mãe. Apenas meu Pai que está no Céu. Deixe-me ir.”

Então, uma amiga de Maria, que a estava fazendo companhia, lhe perguntou: “Maria... Porque você chora? Você não os viu?”; Maria lhe respondeu: “Não vi quem?”; A amiga explicou, entusiasmada: “Quando ele falou com você, havia milhares de asas azuis, atrás dele... Eu juro, Maria, eu vi exércitos de anjos...”; Mas Maria não pareceu impressionada: “Eu não vi nada disso. De que me ajuda são os anjos atrás dele? Eu gostaria de ver filhos e netos caminhando atrás dele, e não anjos”.

Este diálogo é, talvez, uma ficção [1], mas o que nos importa aqui é que ele toca no cerne de ágape: não mais amar apenas a si próprio, ou sua família, ou seus amigos, ou quem sabe sua comunidade mais próxima, mas amar a absolutamente todos os seres, todos os animais, todas as coisas, todo o Cosmos... Somente assim, reconhecendo o parentesco de nossos genes e átomos como toda a vida na Terra, fruto do crepitar do fogo estelar em fornalhas cósmicas, é que seremos capazes de não mais viver arraigados ao próprio ego, mas deixar que a própria vida viva em nós. Só assim nos tornaremos efetivamente uma forma do Cosmos conhecer a si mesmo, um espelho plano e límpido voltado para o infinito, um canal por onde a luz divina poderá passar sem mais ser corrompida e distorcida.

Nós temos flutuado no córrego que flui da fonte, no coração do tempo do amor de um pelo outro. Nós temos brincado ao lado de milhões de amantes, partilhado a mesma doce timidez do encontro, e as mesmas lágrimas doloridas de despedida. Um amor antigo, mas que se manifesta em formas que se renovam, e renovam, ad infinitum!

Como bactérias dispersas no rio do mundo, tudo o que nos resta é tecer a tal substância capaz de nos manter unidos, para que possamos flutuar e flutuar, cada vez mais, em direção à superfície, e ao que quer que exista do outro lado do véu.

E, quem sabe, quando chegarmos à festa que se faz para os iniciados no caminho do amor, sequer queiramos comemorar por muito tempo... Pois que teremos nos lembrado daqueles que ficaram para trás, perdidos em meio ao córrego, sem contato com a substância viscosa, ignorantes do amor. Faremos isso, então, não em busca de algum céu ainda superior aquele outro, ou para que Deus nos congratule e nos sorria, mas o faremos porque seremos seres plenos de amor, porque agiremos naturalmente no amor, sem racionalizar, sem equacionar, sem querer provar nada para os outros, e nem mesmo para si mesmo – Amar! Amar, por amar... Eis a última e mais grandiosa das realizações de nossa jornada. Eis todas as bênçãos e toda a felicidade que poderíamos almejar.

Hoje ele está guardado à seus pés, ele achou o seu fim em você,
O amor de todos os dias dos homens, tanto passados quanto eternos:
Alegria universal, tristeza universal, vida universal,
As memórias de todos os amores mesclando-se com esse nosso amor único -
E as canções de cada poeta, tanto passados quanto eternos.

(trecho do poema “Amor sem Fim”, de Rabindranath Tagore)

***

[1] Retirado do roteiro do filme “A última tentação de Cristo”, de Paul Schrader, baseado no livro homônimo, do escritor Nikos Kazantzakis. Por sua vez, este livro foi baseado nos evangelhos apócrifos (tanto quanto nos oficiais), e numa visão gnóstica de Jesus. Cabe a cada um julgar qual visão é mais profunda e espiritual, a que nos traz um Deus feito homem, ou a que nos mostra o árduo caminho de um homem caminhando rumo a Deus.

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» Ver também a aprsentação criada com base nesta série de artigos.

Crédito das imagens: [topo] Divulgação/Gesundheit! Institute (Patch Adams); [ao longo] J. H. Williams III (Promethea de Alan Moore).

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15.9.10

O homem que pede pelo pior

Muitos devem conhecer Patch Adams como "o médico palhaço", ou através do filme homônimo onde ele foi interpretado por Robin Williams. Nesse caso, talvez se surpreendam ao ver esta entrevista que ele concedeu a TV Cultura anos atrás...

Não se trata apenas de um médico ou um palhaço, mas de um divino palhaço, um médico da alma, um filósofo do amor - e talvez a coisa mais próxima de um "santo" na era moderna, embora ele certamente não concordaria com tal definição. O homem que não promete cura, e sim tratamento. O homem que jamais afirmou que rir é o melhor remédio, mas sim que a amizade o é. O homem que alegra até mesmo crianças com câncer no estágio de metástase nas regiões mais remotas do planeta, sem remédios para atenuar a dor - o homem que pede pelo pior, e oferece o seu melhor:

Patch fala sobre cura, qualidade de vida e pensamento "positivo".

Patch fala o seu jeito de se vestir e do porque sempre pede pelo pior nos hospitais que visita nas regiões remotas do mundo.

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Placebo-Nocebo

Hipócrates, pai da medicina, dedicou sua vida ao estudo de formas racionais para o tratamento de doenças. Era avesso a superstição e as práticas de "barganha" com os deuses em busca de curas milagrosas. Dizia que "tudo acontece conforme a natureza", a cura "está ligada ao tempo e às vezes também às circunstâncias", e por isso mesmo nenhum médico poderia prometer cura, e sim tratamento: "Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão suas doenças".

A medicina moderna, no entanto, parece ter a tendência a analisar o corpo como uma máquina. Fascinados pelos avanços da tecnologia, talvez tais médicos pensem que a maquinaria avançada possa fazer todo diagnóstico e tratamento quase que no "piloto automático", e que eles devem tão somente estar muito bem informados acerca das últimas descobertas das ciências médicas... Acupuntura? Homeopatia? Medicina-alternativa? Relação amorosa entre médico e paciente? Tudo isso se resume a pseudociências que não tem quase nenhum efeito no tratamento como um todo. Os poucos que admitem algum efeito, o colocam na conta do fenômeno placebo-nocebo.

Em qualquer tratamento farmacológico, os efeitos terapêuticos relacionam-se a dois tipos de fatores: específicos (dose, duração, via de administração, farmacodinâmica, farmacocinética, interações medicamentosas, etc.) e não específicos (história e evolução natural da doença, regressão à média, aspectos sócioambientais, variabilidade inter e intraindividual, desejo de melhora, expectativas e crenças no tratamento, relação médico-paciente, características não-farmacológicas do medicamento, etc). O fenômeno placebo-nocebo faz parte destes últimos.

Etimologicamente, o termo placebo se origina do latim placeo, placere, que significa agradar, enquanto o termo nocebo se origina do latim nocere, que significa inflingir dano. De forma generalizada, entende-se efeito ou resposta placebo como a melhoria dos sintomas e/ou funções fisiológicas do organismo em resposta a fatores supostamente inespecíficos e aparentemente inertes (sugestão verbal ou visual, comprimidos inertes, injeção de soro fisiológico, cirurgia fictícia, etc.), sendo atribuível, comumente, ao simbolismo que o tratamento exerce na expectativa positiva do paciente.

Para muitos céticos, basta taxar toda melhora ou cura efetiva conseguida através de tratamentos da medicina-alternativa como efeito placebo (como é mais conhecido o fenômeno) para se livrarem, como que num piscar de olhos, do problema de ter de explicar tais fenômenos fora do âmbito científico tradicional. Ora, mas não basta apenas classifica-los como placebo, é preciso compreender o que exatamente é o fenômeno em si. Do contrário, ficará parecendo, para quem tem a compreensão um pouco mais profunda, que os céticos estão apenas afirmando algo como: "Não fazemos a menor idéia de como isso ocorre, mas é um efeito que chamamos de placebo, e por enquanto basta-nos saber disso." - Ou seja, é a mesma coisa que não afirmar objetivamente nada.

Felizmente, também há céticos que se aprofundam um pouco mais no problema: "Médicos em um estudo eliminaram verrugas com sucesso, pintando-as com uma tinta colorida e inerte, e prometendo aos pacientes que as verrugas desapareceriam quando a cor se desgastasse. Em um estudo de asmáticos, pesquisadores descobriram que podiam produzir a dilatação das vias aéreas simplesmente dizendo às pessoas que elas estavam inalando um broncodilatador, mesmo quando não estavam. Pacientes sofrendo dores após a extração dos dentes sisos tiveram exatamente tanto alívio com uma falsa aplicação de ultrassom quanto com uma verdadeira, quando tanto o paciente quanto o terapeuta pensavam que a máquina estava ligada. Cinqüenta e dois por cento dos pacientes com colite tratados com placebos em 11 diferentes testes, relataram sentir-se melhor -- e 50 por cento dos intestinos inflamados realmente pareciam melhores quando avaliados com um sigmoidoscópio." - Tudo isso foi retirado de um artigo cético sobre o assunto.

Um dos maiores placebos da história é aquele que diz que a vitamina C evita resfriados. Quem não toma vitamina C para evitar resfriados? Quem não conhece alguém que toma? No entanto, tudo indica que qualquer melhora nesse sentido é causada muito mais por nossa crença na melhora do que por algum fator químico da própria vitamina C. Então, após todos esses anos, será que ninguém parou para se perguntar: "Então se a vitamina C não trata a gripe comum, o que diabos trata?"

Não sabemos exatamente como o fenômeno funciona, mas temos quase certeza que seu mecanismo passa pela mente. Nesse sentido, se faz necessário voltar os olhos para a milenar medicina oriental, e sua defesa de que praticamente toda doença tem origem na mente, ou no espírito, sendo o efeito físico apenas o estágio final de um processo que conhecemos muito pouco na chamada "medicina moderna". E não seria extremamente desconcertante descobrirmos que, talvez no final, a medicina altamente tecnológica esteja apenas queimando dinheiro em tratamentos avançados para doenças que poderiam ser evitadas de formas um tanto mais simples, humanas, econômicas? Ora, era Hipócrates quem dizia que são nossas própria forças quem curam nossas doenças, o tratamento visa principalmente, estimular nosso ânimo para a melhora... Ou, em outras palvaras, "mente sã, corpo são".

A acupuntura, por exemplo, é amplamente utilizada na veterinária. Porque ninguém questiona a acupuntura veterinária, mas questiona a acupuntura em humanos? O princípio do tratamento não é o mesmo? - Obviamente que a medicina-alternativa não serve para todo tratamento, e nem deve ser utilizada em substituição a convencional, mas em sua complementação. Na saúde pública brasileira, por exemplo, há relatos de experiências de substituição de analgésicos (para a dor) por seções de acupuntura, com enorme sucesso: os analgésicos saem muito mais caro, e se as pessoas conseguem deixar de sentir dor apenas com acupuntura, isso é uma economia imediata da verba pública. Além disso, a acupuntura tem bem menos contra-indicação do que a grande maioria dos remédios [1].

Patch Adams, um dos maiores médicos de nosso tempo, é provavelmente quase que ignorado nos grandes centros acadêmicos. Mas sua terapia do amor é uma enrome esperança para os que defendem que a medicina seja humanizada, e passe a utilizar a tecnologia em seu favor, e não continue como que sendo utilizada pela tecnologia, confundindo homens com máquinas. Seria injusto generalizar e afirmar que toda doença tem cunho psicológico, e que nosso humor é o único responsável por nossas enfermidades. Por outro lado, sabemos que a dor é vital para a melhora, e que sem a capacidade de sentir dor, provavelmente estaríamos extintos a muito tempo. Ora, existem dores de origem claramente física, como a dor decorrente de uma contratura muscular, ou de um vírus transmitido por um mosquito, por exemplo... Mas em relação a grande maioria das dores que nos acometem na vida, não podemos afirmar se são apenas físicas, ou emocionais - e, se forem primordialmente emocionais, psicológicas, mentais, é da mente que devemos tratar primeiro, e não do corpo. Do contrário, corremos o risco de ficarmos tal qual aqueles que tentam tapar a luz do Sol com a peneira, ou retirar água do poço com um balde furado.

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[1] Estudes recentes chegaram inclusive a resultados curiosos onde a acupuntura "falsa" obteve resultado mais positivo do que a medicina tradiconal, e tão positivo quanto a acupuntura "real". Fonte: Acupuntura "falsa" supera medicina comum em teste (Folha de S.Paulo).

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Artigos científicos recomendados:

» Bases psiconeurofisiológicas do fenômeno placebo-nocebo: evidências científicas que valorizam a humanização da relação médico-paciente.

» Acupuntura: bases científicas e aplicações.

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Crédito da foto: Wikipedia (Patch Adams)

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