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27.8.15

Memes para reflexão, parte 1

Muita gente passou a conhecer os memes após o advento das redes sociais online. O que pouca gente sabe, no entanto, é que os memes da internet nada mais são do que uma espécie de “subgrupo” de um conceito muito mais abrangente, poderoso, e até mesmo místico:

Um meme – conforme proposto pelo biólogo britânico Richard Dawkins – é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma se autopropagar. Os memes podem ser ideias, línguas, sons, desenhos, doutrinas religiosas, valores estéticos e morais etc. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.

Apesar de ser um conceito puramente metafísico, ele tem sido capaz de explicar muita coisa que ocorre dentro da mente humana, particularmente no que tange a troca de informações sociais e culturais. Assim, se é verdade que muitos memes da internet não passam de pequenas peças de humor, não é verdade que todos eles possam ser considerados somente isso.

Conforme um dia nos explicou Ralph Waldo Emerson, “A chave de todo ser humano é seu pensamento. Resistente e desafiante aos olhares, tem oculto um estandarte que obedece, que é a ideia ante a qual todos os seus fatos são interpretados. O ser humano pode somente ser reformado mostrando-lhe uma ideia nova que supere a antiga e traga comandos próprios”.

É levando isto em consideração que eu pensei comigo mesmo, “Ora, se há tantos memes bobos que alcançaram tamanho sucesso em se replicar pelas mentes alheias, por que não usar do mesmo expediente para tentar refletir adiante ideias um pouco mais profundas?”.

Foi assim que me senti inspirado para criar alguns “memes para reflexão” e publicá-los em nossa página no Facebook. A minha ideia, é claro, não é criar memes “acadêmicos” ou “muito sérios”, mas me aproveitar do bom humor e do grande alcance deste tipo de linguagem online para, como sempre tento fazer, levar as pessoas a refletirem um pouco mais sobre algumas ideias que talvez estejam já velhas demais, solidificadas demais, dogmáticas demais.

Com isso não quero denegrir ou reduzir tais ideias, que são memes muito mais antigos e duradouros do que qualquer meme de internet, mas pelo contrário: mostrar outros pontos de vista para, quem sabe, trazer tais ideias ancestrais para o meio do século 21, onde há um verdadeiro Dilúvio de informação irrelevante; de modo que as ideias relevantes talvez precisem ser guardadas com carinho, na segurança de nossa Arca de Noé, esta que sempre navegou em nossa própria alma.

Na sequência, trarei alguns dos memes publicados em nossa galeria no Facebook, com uma pequena explicação sobre o que exatamente quis passar com cada um, assim como uma rápida descrição das discussões geradas por aqueles que foram mais compartilhados.

» Em breve, os memes!

***

Crédito da imagem: Raph/Google Image Search

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30.6.13

O reino de Slava

"Um reino encantado no meio na floresta. Neste castelo não vive nenhuma princesa ou personagem de conto de fadas. O dono da residência, um russo de 63 anos, com jeito de cientista maluco, se chama Slava. Profissão: palhaço. Mas não qualquer palhaço, um dos melhores e mais premiados do mundo. Conhecido por performances que fascinam públicos de todas as origens e idades..."

É assim que Joana Calmon, repórter e apresentadora do programa Almanaque da GloboNews, inicia a narrativa desta inesquecível viagem pelo reino de Slava Polunin, artista circense russo radicado na França, mais precisamente numa espécie de chácara nos arredores de Paris, onde quase tudo parece saído de um sonho – desde o templo budista construído por amigos orientais aos grafites dos brasileiros Os Gêmeos, também amigos de Slava, a ornamentar a casa principal deste legítimo reino da imaginação:

» Veja o Snowshow, principal espetáculo de Slava, na íntegra


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28.5.13

Ó, asno meu!

Monge sorrindo

Um dia encontrei-me com um antigo mestre
que trilha o Caminho há tanto tempo
que já não sabe se segue para leste ou oeste...

Disse-lhe assim:
“Mestre Chuang, agora já sei da dualidade das coisas;
o Yin passivo e o Yang ativo, como a mulher e o homem,
a terra e a chuva, o caminho da mão esquerda
e o da mão direita, o bem e o mal!”

E ele, que não chamava a si mesmo de mestre,
levantou-se da sombra da macieira onde descansava
e sorriu enquanto me massacrava:
“Ó, asno meu! De onde tirou tamanha imbecilidade?”

Eu, é claro, pedi que me ensinasse de sua maioridade,
e ele me ensinou sem dizer uma palavra...

Trepou de um meio pulo na macieira
e com sua mão esquerda retirou uma maçã da beira;
depois saltou de volta e se acomodou recostado ao tronco
e comeu do fruto meio tonto,
saboreando lentamente cada pequena parte
enquanto me olhava com arte
(seus olhos continuavam a sorrir).

Depois de deixar somente um pálido fiapo de maçã,
retirou com a direita cada uma de suas pequenas sementes
e depois correu até o outro monte
(eu o segui, quase a mostrar os dentes).

Lá, do alto do outro monte, arremessou cada semente numa direção,
e foi como se algum vento houvesse me soprado nos ouvidos:
“Cada semente é um universo; Quando isto tudo começou?
Quando isto tudo termina? Qual nome lhe daremos?
Imensidão!”

Então compreendi que até mesmo a mais frágil macieira
ainda tem suas raízes encravadas na Terra;
no Céu pela vida é capaz de buscar
e uma doce maçã nos ofertar.

***

Antes de ir-me, Mestre Chuang ainda me ensinou assim:
“Olá asno, hoje irei lhe demonstrar o segredo dos dois caminhos,
o da mão direita e o da mão esquerda”.
E ele simplesmente aproximou ambas as mãos,
quase até que encostassem (mas sem encostar) e disse:
“Elas não se encostam, e no entanto uma sabe da outra;
Ó asno meu, é este o segredo do magnetismo dos opostos –
Não há opostos!”

E esta foi uma lição de que me lembro até hoje,
sempre que saboreio uma nova maçã.


raph’13

***

Crédito da foto: Anders Overgaard

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7.10.12

Conversa Alheia: Arte, Poder e Humor

Com vocês, mais um episódio do Conversa Alheia, onde alguns blogueiros e livres-pensadores falam sobre o que quer que lhes venha a mente...

Episódio #6: Arte, Poder e Humor.
Igor Teo, Rodrigo Ferreira, Raph Arrais e Josinei Lopes falam sobre os diferentes tipos de arte, descobrem o segredo de como ganhar dinheiro, além de comentarem sobre o politicamente incorreto.

Citado no programa:
Citação de Alain de Botton
Crítica do Pablo Vilaça (filme Ted)

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» Ouça aos demais episódios no canal do Conversa Alheia no YouTube

» Para baixar os vídeos do YouTube, você pode usar o complemento Ant Video Downloader (para Firefox)


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25.5.12

Antes que acabe a liberdade

Antes que acabe a liberdade (de verdade) na mídia brasileira, onde cada grupo parece ter o rabo preso num patrocinador ou corruptor diferente, o humorista mais genial da nova geração faz aqui o seu manisfesto:

Indiretas Já - paródia de Roda Viva, conforme era cantada por Chico Buarque e MPB-4 nos festivais musicais dos anos 60. Trecho do programa Comédia MTV, com Marcelo Adnet e companhia.

***

Vamos ser sinceros: estivesse Adnet em qualquer outra grande emissora, poderia ganhar muito mais, mas algo assim jamais teria ido ao ar...


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14.2.12

Humor: Islã vs. Cristianismo

Esse é um quadro do programa jornalístico e satírico Daily Show exibido pelo canal norte americano Comedy Central. Trata-se de uma visão bem humorada acerca dos estereótipos de religiosos islâmicos e cristãos que a cultura popular "vende por aí", e dos motivos de sua "guerra santa". Apesar de que, como a maioria já sabe, na realidade todas as guerras serem travadas por riquezas e territórios, e não exatamente por motivos puramente religiosos, e apesar de Alá e Jeová não esgotarem ou resumirem o conceito de Deus, não há motivos para deixarmos de dar algumas risadas aqui:


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27.1.12

Os memes existem?

Parte da série "Reflexões sobre a espiritualidade e a ciência", onde o ocultista Marcelo Del Debbio e o cético Kentaro Mori respondem a uma mesma pergunta (a cada post). Para conhecer mais sobre esses dois distintos participantes, não deixe de ler sobre a premissa da série.

[Raph] Os sufis dizem que assim como muitos germes nascem e se desenvolvem como seres vivos, de forma análoga, existem também muitos seres no plano mental, chamados ‘muwakkals’ ou elementais [1]. Estes são entidades ainda mais etéreas nascidas do pensamento humano, e assim como os germes vivem no corpo humano, tais elementais sobrevivem de seus pensamentos. Segundo os místicos do Islã, os pensamentos também passam por nascimento, juventude, velhice e morte. Eles trabalham contra ou a favor dos homens de acordo com sua natureza. Os sufis afirmam que os criam, elaboram e controlam.

Um meme – conceito proposto pelo biólogo britânico Richard Dawkins – é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma se autopropagar. Os memes podem ser ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, etc. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.

Há uma clara correspondência, no mínimo conceitual, entre os ‘muwakkals’ e os memes. Porém, afinal: os memes existem mesmo?

[Mori] Para Dawkins, o ser humano é originalmente um autômato, uma máquina servindo cegamente aos desmandos dos genes egoístas, interessados unicamente em replicar-se. O que transmitimos aos nossos descendentes não é nosso suor, não são nossas cicatrizes, e sim nossos genes. Do ponto de vista dos genes, toda a evolução serve a seus propósitos – nós, os organismos, somos apenas veículos para sua replicação e quando há um conflito entre o bem do organismo e o bem dos genes que carregamos, os genes sempre ganham, porque afinal, são apenas eles que permanecem na evolução, enquanto organismos vêm e vão.

É nesse contexto que ele introduz também a ideia de meme. Seu conceito-chave não é apenas o de um ser vivo de pensamentos, que nasça, cresça e morra, em um ciclo de vida completo. Essa é uma ideia fascinante, mas uma que de fato não é nova. A ideia chave dos memes é a de um pensamento que se *reproduz* e como tal apresentará os mesmos aspectos que os genes egoístas: seu subtrato serve como mero autômato para sua replicação. Pouco importa se o hit “Ai se eu te quero” é uma melodia sofisticada ou uma letra tocante que beneficiará o ouvinte, o que importa é que é uma melodia grudenta que se fixa em sua mente, ecoa e se replica.

Tanto o gene egoísta quanto o meme são conceitos derivados diretamente da Teoria da Evolução de Charles Darwin, e o crédito pela sacada genial de que *toda* unidade de informação que se replica com variação em um ambiente de recursos limitados irá evoluir e se sofisticar em seu “egoísmo”, encontrando formas cada vez mais eficientes e surpreendentes de se replicar, é todo de Darwin. Os muwakkals são criados pelos sufi, as egrégoras são criadas por grupos de pessoas; já os memes são unidades que foram criadas em algum ponto por uma mente, mas a partir daí, se reproduzem e evoluem por si mesmas e sua ideia central é justamente a de que não são controladas pelas mentes, mas as controlam para replicar-se. Antes de Darwin, nenhum pensador havia entendido a importância da auto-replicação e o poder da evolução que emerge inevitavelmente a partir dela. Depois de Darwin, Dawkins tomou a replicação como conceito central para interpretar a evolução, não só na biologia, com os genes, como na própria cultura, com os memes.

Dito isso, Dawkins está certo? Os memes existem, os genes são “egoístas”, seríamos meros autômatos à mercê de genes e memes? Isso me lembra o meme do cachorro que, ao receber todo dia comida e abrigo do ser humano, conclui que ele deve ser um deus muito generoso. Já o gato, ao receber todo dia comida e abrigo do ser humano, conclui que deve ser um deus para receber tanta reverência da criatura de duas pernas.

Ultimamente, e mesmo cientificamente, os conceitos do gene egoísta e dos memes e memeplexos de Dawkins são apenas metáforas e mesmo, por que não, mitologias que buscam interpretar a evolução de seres vivos e da cultura. Não estão propriamente corretos ou errados, são apenas interpretações. Eles têm sua utilidade, mas não devem ser encarados como algo tão rigoroso, estabelecido ou mesmo relevante quanto a ideia da própria evolução através da seleção natural. Genes e memes são unidades de replicação, mas o genótipo em verdade não é o único determinante do fenótipo, nem a única informação que é transmitida no tortuoso caminho evolutivo. Quanto aos memes, é ainda mais complicado isolar unidades de cultura em replicação. Sem dúvida existem modas, existem músicas grudentas, existem piadas na internet que até a Luíza, que está no Canadá, deve conhecer como memes. O conceito é uma ideia poderosa, mas vaga [2].

Dawkins promoveu os conceitos dos genes egoístas e dos memes, e de nós como meros veículos autômatos para sua replicação, justamente para que pudéssemos, ao nos tornarmos conscientes destes programas cegos, tomar as rédeas da situação e buscar valores maiores. Aqui, sim, os memes se reencontram com os muwakkals e as egrégoras, à medida em que Dawkins defende que sejamos nós a criar e controlar os memeplexos, atentos ao seu poder e tendência de que adquiram vida própria, repliquem-se e transformem-se em criaturas além e maiores que seus criadores.

O paradoxo é que se apegar demais a essa ideia é se apegar a um meme dominante.

[Del Debbio] William S. Burroughs nos alertou, em 1959, em seu livro Naked Lunch, que a “Linguagem é um Vírus”.

Para os Cabalistas e Hermetistas, existem quatro Mundos ou Planos de Existência, correspondentes simbólicos aos quatro elementos tradicionais. São eles o Plano Material (Terra), o Plano Mental (Ar), o Plano Emocional (Água) e o Plano Espiritual ou Filosófico (Fogo ou Luz).

Todos os objetos existentes no Plano Material um dia existiram no Plano Mental e Emocional. Uma pintura, antes de se tornar uma imagem, existiu como uma idéia na mente do pintor. Uma dança, um jantar, uma casa, uma cerimônia de casamento, um produto manufaturado... todas as ações e objetos físicos possuem sua  origem em algum ponto do Plano Mental, onde existem em uma realidade própria.

Estas idéias nascem, crescem, reproduzem, sofrem mutações e eventualmente morrem, seguindo os mesmos passos de toda a Teoria da Evolução. A única diferença é que não possuem corpos físicos, sendo percebidos e armazenados em invólucros materiais (cérebros, livros, filmes, áudios, textos, imagens...) onde podem saltar de uma mente para outra e interagir com outras idéias que tenham contato com aquele invólucro.

Estes pensamentos podem formar grupos semelhantes, chamados pelos cientistas de Memeplexes e pelos ocultistas de Egrégoras. Pelo ponto de vista filosófico, eles não apenas existem, mas possuem um poder tremendo de realização no Plano Material.

Uma idéia, por si só, não é capaz de realizar nada no mundo físico mas, através de seus portadores, consegue se materializar em grandes escalas e com grandes alcances. Toda marca, símbolo ou logo é uma presença física de um objeto mental. Pessoas que defendem uma determinada idéia tornam-se veículos de propagação desta Egrégora e, portanto, definem o poder de alcance desta entidade. Vemos isso em religiões (ou ateísmo), em posições políticas, sociais, times de futebol, hobbies e até na escolha de marcas de produtos que levaremos para casa. Sua mente é uma selva onde uma fauna gigantesca de idéias batalham pela sobrevivência do mais adaptado!

Na Árvore da Vida, estas esferas de consciência estão representadas por Chesed (A Misericórdia) e Geburah (o Rigor). Chesed representa a expansão e o avanço de uma idéia, tomando tudo e todos ao redor até que ela seja onipresente; nas mitologias, é representada pelos deuses-pais e conselheiros, como Zeus, Odin, Wotan, Poseidon ou Oxossi; na literatura são representados pelos conselheiros como Merlin, Gandalf, Yoda e Dumbledore. Chesed representa o rei; a proteção da tradição, a biblioteca do castelo e todas as folhas da floresta de idéias.

Geburah, por sua vez, representa o fogo que destruirá qualquer idéia que não se adapte ao processo de evolução daquela entidade mental. Representa o exército, os deuses da guerra como Ares, Marte, Kali, Thor ou Ogun; responsáveis pela destruição do ego e considerados os defensores do Reino. Podemos ver esta energia se manifestando todas as vezes que alguém defender seu ponto de vista (intelectualmente, logicamente, passionalmente ou mesmo através da violência, truculência ou medo... são apenas escalas de manifestação).

Do equilíbrio entre Chesed e Geburah surge a Força (cuja representação pictográfica é o Arcano 8 do Tarot), as condições ideais para que os mais adaptados sobrevivam e prosperem, sabendo quando expandir e quando restringir seus passos. A defesa e o ataque; recrutar e selecionar; expandir e proteger...

Embora a ciência e o método científico estejam atualmente restritos ao Plano Material e alguns filósofos, como John N Gray e Luis Benitez-Bribiesca, considerem as teorias de memes como sendo pseudo-ciência, os memes foram o maior avanço fora da filosofia para se tentar estudar o conceito de Egrégora até agora.


» Ver todos os posts desta série


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[1] Saiba mais sobre o muwakkals neste texto em inglês: “The mysticism of sound” (O misticismo do som).

[2] Nota do Mori: O episódio final da série mais recente de documentários de Adam Curtis, na BBC, é uma crítica severa ao gene egoísta e tangencialmente aos memes.

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Crédito da imagem: Rafael Arrais (ali temos o Richard Dawkins a esquerda, e Rumi - grande sábio sufi - a direita [pintura antiga]; também temos uma ilustração de Sam Spratt no centro [meme face])

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29.11.11

Karma Ghost

Nesta animação muito bem humorada de "billyblob", a visão algo superficial que muitos têm do carma (ou karma, ou lei de causa e efeito) é retratada de maneira bastante elaborada. O conceito de carma, entretanto, é bem mais profundo, mas isso não diminui em nada a qualidade da animação:

ps. Está em inglês, mas não é necessário saber inglês para compreender o vídeo.

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11.4.11

Em Giessen, as ruas não têm nome

Bono Vox, vocalista do U2, costuma dizer que o seu emprego como artista, ao contrário "do outro", é sobretudo um divertimento. Por conta deste espírito de alegria, acredito que este tributo de duas belas holandesas, filmado na pequena Giessen, seja apropriado. O importante é que, de um jeito ou de outro, os símbolos são passados adiante...

U2 - "Where the streets have no name" ("Onde as ruas não têm nome"), versão de Kim e Lizanne:

Tradução da letra:

Eu quero correr, eu quero me esconder
Eu quero derrubar os muros
Que me seguram por dentro
Eu quero alcançar
e tocar a chama
Onde as ruas não têm nome

Eu quero sentir a luz do sol no meu rosto
Eu vejo a nuvem de poeira
desaparecer sem deixar pista
Eu quero me abrigar
Da chuva ácida
Onde as ruas não têm nome [x3]

Nós ainda estamos construindo e queimando o amor
Queimando o amor
E quando eu vou lá
Eu vou lá com você
(Isso é tudo o que eu posso fazer)

A cidade está inundada, e nosso amor se enferruja
Nós fomos derrubados e assoprados pelo vento
Esmagados em poeira
Eu te mostrarei um lugar
Acima das planícies desérticas
Onde as ruas não têm nome [x3]

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24.2.11

Felicidade

Antes de reclamar de sua vida, antes de imaginar seus problemas como algo avassalador, antes de pensar como é difícil seguir adiante, talvez seja recompensador ver o que esses homens tem a dizer...

O primeiro é Nick Vujicic, um australiando que veio ao mundo sem braços ou pernas, mas com um desejo avassaldor de felicidade:

O segundo, o comendiante americano Louis C.K.. No programa de Conan O’Brien, ele nos trás uma visão bem humorada de como, a despeito de toda a tecnologia e "qualidade de vida" a nossa volta, ninguém está feliz:

Agora me respondam: afinal, a felicidade depende do que se tem e do que gostaríamos de ter, ou do que se é, e do que almejamos uma dia ser?

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